quinta-feira, 21 de outubro de 2010

DE BOCA EM BOCA

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De boca em boca eu vou
Dissipando o veneno teu
Arracando a dor do meu coração
Desse coração que não foi ao céu
E que desarranjou sem consideração
Não eu não preciso mais sofrer
Por esse amor
Não fez por merecer
Eu só preciso avassalar a dor
Que se enraizou
Depois que conheci você

Sei que não é fácil abandonar
A tua voz a me atormentar
Aquele cheiro forte que deixou em mim
Ficou ainda mais intenso depois que chegou ao fim
Enquanto beijo outras bocas
Posso disfarçar aquela sensação
De que não posso mais ser feliz
E entregar de novo o coração

Eu ando por aí
Repartindo a dor que deixou em mim
Eu vou tentando aliviar
O meu rancor sem me desesperar
Ás vezes fico sem dormir
Só pra não ver você aos meus sonhos retornar
Eu sou preciso te perder
Para de novo me reencontrar

Eu sei que não posso disfarçar
Quando o meu peito teima em apertar
Mas enquanto isso não sangrar
De boca em boca
Eu vou procurando inventar
A melhor maneira de deixar...
De amar


LETRA DE MÚSICA
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AMOR COM AS ESTRELAS

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Eu tantas vezes repasso a cena
Rebobino a sensação
Lembro de todos os instantes marcados
Que te senti com as mãos
Eu mordendo as tuas costas macias
Cheirando o teu prazer
Nós dois rolando pelo céu
Antes de amanhecer

Eu tenho feito amor com as estrelas
Pensando em você
Nos meus sonhos consigo revê-la
Mas você não vê...

A mordida no pescoço deixada
Tantas brigas de ciúme que nunca deram em nada
O meu aperto forte acabando agitação
Você arranhando o meu corpo, nosso suor caindo do rosto, umedecendo o chão
O calor queimava a rotina
O vapor embaçou a nossa retina
Eu desfalecendo em você
Antes de adormecer

Eu tenho feito amor com as estrelas
Pensando em você
Nos meu sonhos consigo revê-la
Mas você não me vê...
Mais uma letra de música.


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SÓ AS LÁGRIMAS PODEM ALIVIAR

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Você virá e vera que não estou
Vai chegar e ver que tudo em mim mudou
Eu, a vida e as impressões
Habitamos diferentes dimensões de dor

O menino resolveu partir
O homem não quis aqui ficar
Descobrir o mundo só é bom
Quando não há ninguém a esperar por ti

Vai o que eu posso fazer?
O jeito é calar e buscar esquecer
Não, não tente confortar
O fim do amor só lágrimas podem aliviar

A partida em parte é ficada
A que fica é dor
A que parte é jornada
Quero andar oposto a você
O reencontro é um risco... Não quero correr
Ai, meu Deus! Porque o começo não permanece?
E todo amor logo envelhece?
Tudo o que num dia é paixão
Noutro instante aperta tanto o coração?

Vai o que posso dizer?
Nada! Quem decidiu foi você
Deixa quieto eu chorar
A dor do amor
Só as lágrimas podem aliviar

Samba-canção de minha autoria.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Declaro GUERRA aos CONTOS DE FADAS!

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PRECISO confessar uma coisa...
Acabo de MATAR o AMOR!

Cansei de ser BONZINHO!
Declaro GUERRA aos CONTOS DE FADA
Atropelei friamente o maior dos SENTIMENTOS
Agora só existe uma CRUZ abandonada na ESTRADA
Por onde NUNCA MAIS quero PASSAR
Nem POEIRA, nem ARREPENDIMENTO
É VERDADE, tudo na VIDA tem o seu TEMPO
Esse chegou e o PRÓXIMO VIRÁ
O amor NASCE e também se ENTERRA
CANSEI de querer o caminho mais SEGURO
De procurar a IMAGEM mais BELA
Pagar o MAL com O BEM é BALELA
Parei de ir na contramão e ACELEREI

Passei por CIMA do AMOR
E nem para trás OLHEI
Ele MORREU PREMATURO
Mas assim foi MELHOR
ALGUÉM precisa herdar o PIOR
MELHOR que seja de UMA TACADA só
A DOR com a DOR se paga
Ser SÁBIO não está COM NADA
EU preciso COFESSAR uma coisa
CANSEI de ser BONZINHO
Eu MATEI sem REMORSO o que atrasava o meu CAMINHO
Aquela COISA que me MACHUCAVA tanto e sem PUDOR Eu finalmente tomei uma atitude
Definitivamente eu ELIMINEI o AMOR!
Agora sim eu posso retirar o vermelho que cobria o meu BLOG! As próximas páginas que escrever serão AZUIS.
19 de OUTUBRO de 2010
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sou...

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Sou palhaço, sou fácil, sou fraco
Não só de coisa boa eu vivo...
Sou bobo, sou fosco, sou dócil
Quando o coração está em perigo...
Sou tédio, sem nexo, sem foco
No instante em que me dou
Sou fingido, anjo decaído, sou caso perdido
Toda vez que me permito tentar o amor

Eu queria morrer um pouco
Cada vez que não conseguisse alcançar
Ficar dentro do vazio
Até toda a turbulência do fracasso se dissipar
Ai no ócio, intacto, inconsciente
Distante das imagens, bem longe da minha mente
Um pouco morto sem dor, sem ânsia de nada
Ficar ilhado ao lado do carro quebrado das minhas ilusões
Sem resgate, no meio da noite esvaziada
Até que eu tivesse a capacidade de consertar tudo sozinho
Para que eu valorizasse o retorno por esse caminho
Feliz por estar livre nessa minha estrada

Sou isso... Menos e muito
Tudo e quase nada
Encontro e partida
Sou o meio de uma jornada
Um pouco mais aos poucos
Para que a reconstrução seja melhor
O que foi implodido desabou e não posso mais repetir o erro´
Por ser tudo isso que sou
É que ainda não me entreguei completamente ao desespero
E sigo sendo um a cada dia
Até quem sabe acertar
Fazendo todo dia uma nova poesia
Que ajude verdadeiramente a me reinventar
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UMA COISA LOUCA

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Uma coisa louca acontece comigo


Eu posso cruzar com cem pessoas durante o dia


E cem pessoas serão notadas


Ainda que os seus rostos se esvaiam na efemeridade


Eu posso deitar em muitas camas


Mas cada cheiro do lençol será guardado em minha memória


Eu posso ouvir muita coisa, mas nunca apago nenhuma história


Eu posso dançar mil vezes


E todos os passos serão incorporados à minha vida


Lembro de cada sensação, dou valor a cada aperto e alegria, cada emoção...


Eu não excluo fotos de álbuns virtuais


Não renego o que eu vivi em algum tempo atrás


Acho que essa coisa maluca acontece comigo apenas


Quantas vezes eu olhar para o sol


Tantas serão as vezes que a luz chegará nova


O que vemos dentro dos outros é reflexo da nossa esquisofrenia


O que vemos fora é espelho das nossas necessidades


Não sei se existe cura para essa coisa maluca que todos os dias me violenta


Nem sei se uma camisa de força me impediria


Enquanto não encontro a cura para os males dos meus olhos


Da generosidade que inunda o meu coração


Tenho que me acostumar com o sofrimento que chega


E que me põe em crise diante de uma onda de ingratidão


Eu projeto nos outros um ideal


Eu fantasio que neles também habita a bondade


Que nada, é apenas devaneio da minha insanidade


Esta que nunca vai me deixar andar pelas ruas sem me importar


Em nunca encontrar no mundo um caminho seguro


Para os que se entregam e sentem as coisas com toda a sinceridade.
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

POEMA "In SÔNIA"

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Este é um poema noturno

Feito numa dessas noites longas que se prolongam pela vida inteira



Versos que vagam pelas horas... Pelas buscas... Pelo silêncio da madurgada

Um poema para dentro de Sônia


Para além daquilo que ela consegue enxergar em si...


In Sônia é possível ver preciosidades que estão seguras na escuridão


Naufragadas pelas tempestades humanas


No passeio bucólico pelas lembranças de uma vida suspensa


Do lado, com o olhar atento, o cão guarda amorosamente a prisioneira do medo



Unica companhia segura e fiel em tempos de reclusão



A luz solitária do computador projeta sobre a face a feição agridoce de viver virtualmente



Uma vez que viver no real tornou-se arriscado demais



Embora a máquina não consiga computar a dor que a solidão impõe aos que não conseguem descansar

Viver "In Sônia" é adentrar na essência mais delicada de uma alma que se aprisionou fora do sono



E vaga acordada sem retornar ao corpo



Estar In Sônia é como conseguir ver a flor vivendo noturnamente



Solitária flor da noite que percorre a fantasia sem sair do seu jardim



E contemplar os segredos que aparecem quando a lua está mais elevada



Dormir é perigoso... As horas que passamos entregues ao inconsciente podem trazer danos irreversíveis



Sempre pensei que Sônia fosse um nome derivado dos sonhos



Mas agora sei que Sônia possui um significado perfeito



Percebi que um nome escolhe a quem deseja reinar



In Sônia não vem da impossibilidade de dormir mas de acordar...



Uma insone condição que mantém Sônia out...



Fora do que sonha ou sonhou um dia quando se permitia



A madura menina de brilho no olhar abafado nao entende que o tempo só passou fora dela...



Out Sônia...



Soturna busca pelo nada que nos coloca cada vez mais fundo, escondido...



Para encontrar tesouros é preciso ir nas profundezas



Mergulhados em despojamento e verdade



Assim megulho nas noites de In Sônia...



Companheiros pelas horas... Pelas palavras... Pela nostalgia... Pela procura...



E vou para dentro, para o profundo, com a lanterna da amizade na mão


Até encontrar a chave que abre o baú dos sonhos mais valiosos de Sônia

Imagino que lá esteja a flor rara que ela prendeu

Nos privando de ser contaminados com a sua beleza fundamental

Sempre In... Para que despertando esses tesouros adormecidos

E ela possa retornar à superfície

Aparecida para si e para fora

Out Sônia!

Partindo do oceano do medo, deitada leve sobre um barquinho seguro

Enquanto a noite vai e a sua alma tranquila consegue novamente dormir .


Poema feito para Sônia, uma amiga especial, à moda antiga, compatível ao DNA da minha alma. A flor rara que está trancafiada dentro de um baú no oceano do medo... Mas que precisa ser resgatada para que todos a sua volta se favoreçam da beleza que se esconde dentro de poucos homens.
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