segunda-feira, 25 de abril de 2011

MILAGRES

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Não existe apenas um paraíso a ser alcançado






O paraíso na verdade é a projeção de uma série de coisas belas






Que deveriam gerar uma pluralidade de procuras




Eu acredito em "Milagres"




Por isso tenho sobrevoado "PARAÍSOS"




Almejar um paraíso apenas é pouco para o tamanho da eternidade que gostaria de viver




São tantas paisagens incríveis a serem projetadas para dentro




Que penso ter o corpo estreito demais para registrar tanta poesia




Ainda mais quando se está sendo carregado no bico pelo amor




Seguindo os encantos de uma "ave do mar"




Que ora se faz pássaro, ora peixe, ora se faz o humano mais perfeito aos meus olhos




Quem pensa que "o mar" é a mesma coisa




Não vai nunca saber que "a mar" é ver a todo instante a face renovada de um mesmo sentimento




O paraíso é mesmo uma experiência individual e intransferível





Mas viver "paraísos" a dois tendo a sensação de contemplá-lo por um par de olhos apenas




É ter um privilégio dentro de outro




O primeiro de se encontrar "paraísos"




E depois de partilhá-lo com quem se ama por uma perspectiva única




E há quem acredite que paraíso chega




Cai do céu ou o oposto disso




Mas eu que acredito na procura como a única porta de entrada para se ter qualquer coisa



Tenho conhecido vários paraísos para saber qual a melhor imagem quero projetar quando tiver que desenhar o meu




Uma coisa eu sei... Poder comentar sobre o sublime amplia o deslumbramento




Penso que Adão e Eva iriam me entender




Eu agora os entendo bem melhor




É muito bom pisar na perfeição tendo pousado nos ombros um pássaro lindo




Dessa forma eu consigo arquitetar melhor onde quero estar no fim de tudo






Em um lugar com rio-mar, pedras, muitos coqueiros e desenhos na areia






Sendo sobrevoado pela infinita força do amor






Unico e mais talentoso arquiteto de "paraísos"












..................................................................................................................................................................








"Enquanto eu acreditar no amor




Aceitarei a beleza como algo incapaz de controlar




Mas possível de se redescobrir






O amor é um milagre






Encontrar paraísos é um milagre




Tão essencial será ver o amor como se percebe as diferentes molduras do mar




Esse que parece tantos, mas não passa de uma nova possibilidade do mesmo encanto"








AMO TANTO VOCÊ ( E não preciso chegar ao fim para dizer isso todos os dias)



Afinal você é um milagre e eu acredito em MILAGRES!


Pensamentos após SÃO MIGUEL DOS MILAGRES/AL /ABRIL/2011















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domingo, 17 de abril de 2011

NÃO GOSTO!

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Tem um monte de coisa que eu não gosto mas sinto


"Mas se sente é porque gosta!"


Não é bem assim!


Eu não gosto de sentir raiva


Nem ciúmes, o que na verdade acontece sempre associado


Eu não gosto de ter medo


Quase nunca o tenho, mas não gosto quando acontece


Eu não gosto de me sentir idiota


Das coisas que não gosto essa é a que menos gosto


Torna-me uma pessoa ruim, destrutiva


Eu não gosto de lutar sozinho


Seja pelo bem ou pelo mal


Não gosto de rúcula e nunca vou gostar


Não gosto de futebol, na verdade já tentei gostar


Mas hoje eu odeio!


Acho que é a única coisa que eu odeio


Não gosto de ter caláfrios de mal estar fisico, emocional


Ou seja qual for a natureza


Não gosto de obviedades


Não gosto de mensagens de ex-amantes, namorados, amigos íntimos


Não gosto de intimidade que roube a minha


Não gosto de me incomodar com olhares curiosos


E se vierem com atração física aí é que não gosto mesmo


Não gosto de pensar que tive amigos que não são mais


Não gosto dos "fracassos" do passado


Não gosto de assumir que não gosto de um monte de coisas...


Não gosto!




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sábado, 16 de abril de 2011

SEU REGRESSO

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Eu sou a sua visão quando regressa de viagem

Depois dos vôos que faz por curiosidade

A fotografia estática que se contrapõe às paisagens efêmeras

Sou o seu olhar quando volta ao ponto de partida

Ao começo de uma percurso que não deveria buscar

Sou de toda coerência o desconhecido avesso

A razão que abandona a lógica para poder sonhar

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

A POESIA ME ENCONTRA

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Eu não posso perder aquilo que me encontra




E que nunca saberei exatamente onde está




Não posso deixar de ter poesia




Se você me traz todo dia um novo encanto ao olhar




Desculpas as minhas palavras mais doloridas




Elas são um grito que a dor rebate para não sangrar sozinho


É que por vezes me fere a cabeça com golpes de pensamento


E despejo como carícias fortes o meu intenso amor


Mas nunca deixe a dúvida transformar os teus olhos


Nada além de amor existe quando os versos usam o meu corpo para falar


Os maiores sentimentos às vezes confundem as coisas


E passam a deferir peso quando o real desejo é tão somente acariciar


Por isso mesmo entenda que não perdi a poesia que insiste em me encontrar


Ela é a minha perdição...


Neste instante da minha alma, todas as páginas talhadas, possuem o teu nome O cheiro da tua pele...


A essência de todo o prazer e confusão que viver com você me inspira


Ainda que eu não tenha aprendido a controlar o poder que fala por minhas mãos


Tenha a plena certeza de que quando a poesia se for eu não hei de aqui ficar


Sinta em toda a esfera que me reveste como uma roupa reluzente de vida


Que você é o meu complexo e imperfeito ideal motivo de escrever diferentes nuances de felicidade


Mesmo quando essa felicidade ganha um agridoce sabor de desabafo


A minha poesia existe!


E se mostra feliz quando reafirma a capacidade que você possui de me fazer sonhar.
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REGRESSO ALADO

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Há muito não sonho com vôos

Passeios entre nuvens

Corpo suspenso sem gravidade

Sem peso algum de pensamento

Mas às minhas noites retornam os cavalos alados

A me carregar pelos céus

Seguindo a extensão do mar que se faz espelho à luz do luar

Quando criança os pés não encostava no chão

E as mãos não alcançavam realidades

Era sempre um decolar em vôos rasantes

A passar mais tempo morando na lua do que em casa

Distante de qualquer jugamento ou invasão ao meu estado de fantasia permanente


Acordei triste por ver crescer o que há de terreno em mim

E passei a calçar pesadas sandálias de maturidade

De uma lucidez que não entendi ainda para que serve

Quando a incompreensão se torna tamanha

Eu simplesmente durmo...

Por vezes um sonho agoniado

Impossível de lembrar a sua existência incerteza de ainda poder sonhar...

Agora sinto a perplexidade da surpresa de boas visitas

Regressam os cavalos alados

Ainda tão belos e dóceis como a lembrança que deixaram

Os mesmos que debandaram quando cresci

Tão rápido que nem pude ver para qual direção

É bom sentir que algo nosso volta...

Que um dia regressa...

Nos fazendo sentir a indiscritível leveza de ser pequeno e inocente novamente
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domingo, 27 de março de 2011

CUMPRIMENTA-ME

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Nunca tive tanta intimidade com a felicidade

Sempre a observei timidamente com olhar cabisbaixo

Num acanhamento quase atabaroado

Sendo assim, pouco posso partilhar a seu respeito

Posso sim dizer que neste momento ela está mais próxima do meu campo de visão

E que me dá uma nova e boa impressão sobre a sua presença

Prefiro nunca chamar a sua atenção para mim

Chamar o seu nome a todo instante

Não quero que ela me estranhe

Que se desgaste ou me enerve

Prefiro ser alguém que ela também observa de longe

E que por vezes chega a cumprimentar.
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domingo, 6 de março de 2011

MAR ESCRITOR DE AREIA

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Mar escritor de areias
Que traça linhas ilegíveis aos que não sabem interpretar a sua língua
Deixas à tua borda os teus versos para que nos deslumbremos
Apenas com o que sentimos e nunca com o que entenderemos
Escultor de pedras
Tu que esculpes beleza nas rochas mais improváveis
E as conduz pelos séculos como se nunca houvesse peso
E carrega tudo com a soberania de quem nasceu para nunca se deixar levar
Mar que tudo traz e nada deixa sem tocar
Manuseias as estrelas criando o seu céu particular
Domas a vida que nos amedronta encontrar
Protege com o seu temor a liberdade dos verdadeiros donos deste lugar
Pintor de corais
Das cores inimitáveis o criador, dos sons o domador, do mistério o senhor
O mais sábio de todos os artistas
Sei que ensinou a sua técnica ao céu
É visível a sua influência sublime nas telas que ele cria
Precisas nos ensinar como peregrinar sem sair do lugar
Revelar-nos o segredo das marés
Como fazer de qualquer coisa obra de arte
Mostra-nos como sempre encher os olhos sem fatigar
Ajuda-nos a entender o que dizes com o teu movimento
Permite-nos enxergar o que vem no vento que sopras em nossos frágeis espíritos
Alfabetiza-nos, ao menos, para que não tenhamos a infelicidade
De morrer sem nunca ter entendido plenamente a poesia
Que há em tudo que está sob o seu domínio.
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