quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

AFOGADOS

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Tudo que não é salvo a tempo morre
O amor na verdade se afoga
Por ser sempre algo que nos inunda
E quando a gente está entregue a ele
É como estar num oceano sem bóia
Se não nos salvam a tempo
Bebemos toda a dor
E afundamos na imcopreensão do fim
O nosso corpo desce às profundezas do nada
Lá ficamos até que todo vazio seja preenchido com algo que nos faça voltar
Até que sejamos devolvidos à superfície
E a gente comece a se encher de ar ...
Esperando o tempo de sermos inundados outra vez
HOJE EU ESTOU INUNDADO, MAS O MEU AMOR NÃO ME AFOGA, ELE ME FAZ FLUTUAR.
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

LAVAR LOUÇAS

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Dentre as várias comparações que posso fazer da vida



Há uma prática que sempre mereceu em mim uma reflexão maior



"LAVAR LOUÇAS"



Ainda aprendendo sobre a vida


Na fase de construção de alguns valores


Senti que limpar o que está sujo não é nada mais do que uma violência necessária


E é preciso fazer isso imediatamente depois de se sujar...


Comece lavando os pratos e logo a vida estará limpa


Houve um tempo que eu acumulava


Usava um após o outro... E o que era um em pouco tempo já era caos


Assim descobri a coragem para manter sempre limpo o que me dá prazer...


O depois é uma mentira que a gente acredita por preguiça


E transfere quem sabe para as mãos de outros


Ninguém deve lavar o que sujamos...


Nem tão pouco ficar limitado por nossa incapacidade de manter a ordem das coisas


A dois este é um exercíco tão difícil quanto a partilha do cotidiano


Quando os pratos ficam sobre a pia...


Se eles se aglomeram sem que alguém tenha a coragem de lavar


Logo não haverá nada mais limpo, puro, branco...


Quando se consegue um estado constante de cuidado


E o zelo se torna uma partilha que abandona o egoísmo


Ultrapassando a nossa falta de coragem habitual para lidar com as missões do dia a dia


A vida a dois será sempre como um escorredor de pratos


Quando não se "escorre a dor", o que seca não tem mais valia



Sempre secar o que nos lava para depois se ter novamente satisfação


Cada um lava o seu prato assim como quem lava sozinho a sua culpa

Se a culpa é sempre passada adiante ou se amontoa


Nossos sentimentos são louças frageis e escorregadias...

Quando não se dá verdadeira atenção ao seu manuseio eles podem escorregar das mãos

E se fazer pedaços que não mais servem para compor nenhuma mesa

Logo é inevitável nunca deixar de olhar para eles quando os estamos lavando

Pois muitas vezes achamos que temos habilidades suficientes

E que a rotina nos dá destreza para nunca errar...

Nesse momento já estamos cometendo o maior erro

O que comemos nunca é igual e o que se lava nunca será também

E existem as panelas...

Quando se foge das panelas por receio da sujeira maior

Pode chegar uma hora que água e sabão não dão mais conta

E aquilo que era tão simples como uma lavagem de louça

Não deixa mais nada brilhar





MEU AMOR NÃO É NADA PESSOAL... ADORO LAVAR A LOUÇA kkkkkkkkkkk
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sábado, 5 de fevereiro de 2011

NADA

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A multidão abafa o ser introspectivo

Possuo um amor que se esconde no meio da humanidade

A distância é necessária para um mundo de normalidades

Empurrados na solidão maior que nos afasta por fraqueza

Silencia, setencia...

Gigante esmagando a menor condição que existe em nós

A de viver em liberdade

Existe algo em todo aglomerado que nos arrasta

Uma correnteza de gente nos levando para longe dos nossos princípios

Dando a impressão de términos e recomeços em momentos resguardados

Sinto toda vez golpes inesperados que nunca possuem uma face que os explique

Do NADA para o NADA sem NADA conseguirmos fazer

Os erros parecem aflorar e correr para se esconder por detrás de aglomerados

Aglomeram-se em mim tantas razões desconhecidas

Oriundas de um NADA que se sente

Logo ficamos descontentes com uma felicidade que presente há um tempo atrás
Mas que parece ter passado no arrastão

Quem em meio a tanta gente fez alguma coisa?

Eu? Você? Todos? Ninguém?

"Nada"... Não foi nada... Foi o nada que me deu uma pedrada e se escondeu.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CONGESTIONAMENTO DENTRO DE NÓS

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Se te congestiono



É por ainda não saber como me conduzir



Sou tomado por razões criadas pela minha vaidade



Regido por insanidades



Eu crio as minhas novas verdades



E as velhas eu jogo em qualquer lugar



E de tanto abandonar uma hora me perco



Estagnando o trânsito tranquilo do nosso sentimento maior



Fico parado num sinal vermelho de sangue



Que escorre vagarosamente dos olhos



Pra não me deixar enxergar nada mais



Querendo ver abrir o tempo desse amor que não corresponde a um tempo real



O tempo do amor é outro



E do amor em qualquer tempo se herda o desgosto



De desgastes que não nos levam muito à frente



Como numa viagem suspensa pela escolha errada de direção



Tudo que anda em velocidade



Uma hora acaba em um acidente



Onde a vítima pode ser um de nós dois



Alguém pode se ferir nessa desenfreada adrenalina de afetos



E toda violência quando não mata, esvazia...



E a gente vai desaprendendo como encher



Até que nada mais caiba dentro ou não pareça caber...



Nunca se está sozinho num congestionamento



Nada se interrompe isoladamente



Aos poucos vou aprendendo a dirigir por esse caminho



De toda sorte posso ao menos aprender a lidar melhor com a interrupção da paz



Vou escolhendo as melhores avenidas em mim



E respeitando os limites de velocidade das minhas emoções



Logo vou deixando na estrada qualquer descuido que possa nos acidentar.
NA VERDADE NÓS OS POETAS É QUEM MAIS ERRAMOS POR PENSAR QUE SABEMOS DEMAIS SOBRE AS COISAS DO CORAÇÃO.
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ÁLBUNS DE FELICIDADE

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Você que hoje é o meu presente
Não quero nunca te ver como um álbum de recordações

Espero alimentar com a sua imagem novos álbuns todos os dias

Que os momentos de partilha sejam boas fotografias que expomos em espaços virtuais

Sem nunca deixar o real desaparecer...


Talvez essa seja uma forma de gritar para o mundo que nada pode ser alterado


Que o destino não mexa no que estampamos com tanta entrega e verdade.

É fato que todo minuto é partida

Mas podemos ser jornada sem nunca perdemos um ao outro

Podemos ser o amanhã nos tornando sempre o hoje

E o ontem ser apenas a certeza de que o novo dia é sempre melhor a dois


Tenho percebido que o passado me encanta com a mesma força que me amedronta


O seu regresso precipita em mim um retrocesso de sentimentos que pensei não conter


Confesso ter medo do seu passado...


É como se o que passou não tivesse ido tão longe assim


Sinto um assombro infantil, como a sombra na parede que a gente escolhe o que vê


E quando a gente cresce percebe que nada a gente tinha a temer


Ou ao menos os nossos medos mudam de forma e motivação

Eu sinto um pavor imenso de hoje ser uma história velha e repetida que contará a alguém que pode vir depois...

De me tornar um fantasma de passado a assombrar um novo amor seu...

Continuar sendo parte desse ciclo sem fim de amores fracassados que só servem como história para gerar ciumes e insegurança.

Eu sei que o passado sempre volta numa falsa contrução de futuro livre


Saber a origem dos monstros na minha retina


Em nada tem amenizado os meus medos


Sinto que do passado de dois corações que se cruzam

Somente os álbuns familiares podem ser compartilhados

Sem causar estranhamento e instabilidade

Bem sei que nem todas as fotografias contém sorrisos sinceros

E que a dor nunca aparece num retrato colorido

Uma fotografia nunca expõe toda a complexidade de um momento vivido

E jamais revelará o que ocultamos por fragilidade

Mas ao menos todo sorriso existe

E essa existência nos intriga a sua descoberta

Ás vezes até mesmo quando a dor não nos liberta

O sorrir vem a nos aliviar... E quando ele vem de uma doce lembrança

Quando há nele o brilho sincero de um amor bom

É como um batom que faz o contorno na boca para o seu encanto sobressaltar

Penso que a gente perde muita coisa por medo de perder

Que não fazemos realmente a vida acontecer como poderia se não pensássemos no pior

Mas cada um sabe quanta mágoa e fracasso já preencheu as suas molduras

Eu saio todos os dias na tentativa de prender a felicidade numa fotografia

Como quem quer firmar um estado D"alma no "pra sempre"

As mágoas estão postadas num álbum que não conseguimos "DELETAR"

O máximo que podemos é permitir o acesso dessas dores a poucos amigos



Logo, todo passado será sempre uma camada sobreposta de vida



Que quando por vezes a cola não prendeu tão bem a nova fase anexada



Deixa soltar a página... E a gente querendo ver sem querer... Descobre o que não devia



A gente lê a repetição de erros que preferíamos não enxergar



E a mágoa invade um momento que não podia se contaminar com o que foi um dia e não é mais


Ou seria?


Sei que mensagens inesperadas também possuem um impacto cruel


E a gente conhece nomes, rostos e lembranças que não estão em territórios que dominamos

Nós sabemos que onde não há controle somos puro instinto e fuga...


O passado são como fotografias que revelamos

A diferença é que sempre as guardamos sem nunca conseguir rasgar

Mas eu que sou analógico e crônico

Sei que ás vezes o bom é se render a ilusões digitais

E acreditar na constante evolução da imagem projetada para dentro

Perpetuando no mundo virtual a textura real de momentos possíveis

Agora sei porque gosto tanto de fotografias

E nunca a satisfação encontro no que vejo

É por acreditar que sempre haverá um melhor retrato

Que a fotografia tirada no segundo seguinte pode ter melhor enquadramento

E assim eu vou enganando o tempo...

Empurrando o passado um pouco mais

Enquanto preencho com o amor todos os

dias...

Vou colecionando nos álbuns da minha vida os momentos especiais

Tentando desfocar nossas histórias já percorridas

Brincando de inventar um presente eterno...

Querendo que o passado nunca me coloque para trás








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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SorRIO do aMAR- (AMOR APAIXONADO)

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Quando o amor e a paixão dividem a mesma imensidão dentro de nós


São como o rio e o mar dividindo a mesma dimensão de beleza


O amor tem a mesma força branda e constante de um rio
A sua calmaria nos dá a certeza de uma navegação suave

De uma doçura que tranquiliza a vida
Tudo é límpido... Tão seguro estado interior nos traz a impressão de ausência
Um excesso que também revela a sensação de vazio

O amor anula a imprevisibilidade, retirando a diversão da vida...

Aquela que o homem procura para se sentir vivo

Que precipita aos estágios mais frenéticos de adrenalina

Condição essa que a paixão domina e nos coloca em suas mãos

Pois a paixão é da mesma força revôlta que o mar
Mesma natureza primitiva que deu origem ao caos humano
O mar nos deixa sempre alerta assim como a paixão nos leva em "arrebentação"

Ele pode abandonar o balanço leve das suas águas

E em segundos mudar toda a lógica das nossas sensações

Assim como a paixão que nos retira toda a sanidade em lápsos de memória

Nos jogando repentinamente no tumulto de uma onda que nos embaça a visão

O sal da paixão nos faz arder os olhos

E nos retira a capacidade de enxergar o que há de belo no fundo de tudo

Seríamos então nós o planeta com uma uma grande porcetagem de PAIXÃO-MAR
E uma ínfima quantidade de AMOR-RIOS?
Nossos sentimentos são águas com diferentes qualidades...
Distintos em cor, sabor e atitude
Iguais em profundidade, entensão e magia...
Por isso nada se compara ao encontro do Rio com o MAR

Toda relação precisa ter a combinação perfeita dessas diferenças tão complementares
A calmaria do RIO e a constante preocupação do MAR

Para nunca ser tão doce nem tão salobra

SorRio do aMAR por me sentir uma criança que nada sabe sobre navegar

Mas começo a entender que amar apaixonadamente é ser o encontro do Rio de do Mar

O complexo da vida está nisso

O equilíbrio está em nunca deixar um terminar para o outro começar a existir

...



UM POUCO MAIS DO MESMO (META-POEMA)




QUERO viver com muita paixão todo esse amor que me navega


Quero que sejamos uma paixão bela


Com duas cores similares


E sabores diferentes


Que causa extase de felicidade em nossos olhares e que deixa confuso o paladar da gente


Quero ser Rio e MAR e assim ser


Quero ser o equilíbrio dessa natureza


Dessa paisagem perfeita que hoje criamos para nos esconder


RIOMAR sem nunca deixar de ser água


Mesmo sendo dois parecer um só


Quero te amar como quem se pesca num rio


E sentir essa paixão como quem parte sem rumo no mar


Quero todo dia a calmaria e a novidade


Sendo sempre água que nunca estagna no mesmo lugar.




















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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OLHOS DE CIÚMES

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Quando os olhos ganham uma camada de ciúmes
O amor em fragilidades desaparece
Tudo logo se esquece e se transfigura em maldade
A gente vê o inexistente e amplia uma verdade enganadora
Nada o ciume perdoa... Tudo ele faz escurecer...
E o amor não é o suficiente para sustentar o coração da gente
Afinal o ciume é a esquisofrenia dos que são regidos por paixão?
Amar é liberdade ou aprisionamento?
Quando a paixão sente ciumes do amor o que resta de nosso?
Eu achei que pudesse controlar tudo
Mas a rebeldia do que emerge subitamente é impossível deter
Voltamos a ser crianças enfurecidas
E tudo parecemos desconhecer...
Agora penso saber que insegurança não é o mesmo que desconfiar...
Quando o amor e a paixão acontecem eclipsados
tudo que é intenso em tensão pode nos sufocar
Arrancamos sem piedade os olhos com as unhas
Amar apaixonadamente nos torna reféns dos olhos de quem passamos a amar.
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