sexta-feira, 10 de setembro de 2010

EU VOLTEI PARA MIM

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Hoje estou estranhamente leve
O dia me chegou bonito e a cidade interessante
Como se eu tivesse longe e regressasse
Na verdade eu estive longe sim...
De mim e da minha confortável condição de ser "só" e "sozinho"
Cada vez mais estou certo de que o costume é que nos violenta
Há uma hora que é preciso chegar ao esquecimento
Mas é preferível que não seja o meu
O coração não mais palpita comprimido
E a cabeça não arde como antes, quando vez por outra, perpassa os meus pensamentos
Hoje retorno e estou ansioso para abraçar a mim
Que estava parado à minha espera na estação do "RECOMEÇO"
Eu consigo me ver lá no portão de desembarque com um sorriso sincero
Da felicidade que só existe quando se ama incondicionalmente
Como é bom perceber que o maior sentimento que podemos ter é aquele por nós mesmos
E que não importa as viagens que façamos em busca de ficções
Sempre é preciso retronar áquele que por consequência deixamos para trás
E que sente uma saudade infinda... O nosso "EU"
Olha... Lá estou eu me aproximando de mim...
E eu estou exatamente do jeito que me deixei
Fisionomia tranquila, leve...
- Desculpa por ficar longe de você!
- Não importa, eu estarei aqui sempre te esperando voltar.

Poema escrito com uma saudade enorme de mim, de uma forma de ser e agir que esqueci em alguma estação do meu ser, mas que agora reencontro.
Agora parece existir uma sensação de sanidade, a impressão (espero que permanente) de que tudo voltou ao seu lugar...
10 de SETEMBRO 2010, ás 11:48
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Poeta e Poesia...

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A minha poesia é arma engatilhada
É instrumento cirúrgico
Carro correndo na contramão
Os meus versos são passos bêbados num desfiladeiro
Chocolate envenenado
Crime premeditado
Um navio sem orientação
Avião sem trem de pouso
Onda gigante que nasce no mar
Meteoro em colisão
Depressão sem adrenalina
Vazamento de gás
Câncer confirmado
Minha poesia é tudo ou além do nada
Sou poeta da extrema-unção
Das minhas desventuras
Dos escontros fracassados
Dos amores fingidos e forjados pela minha capacidade de acreditar
Sou das construções um poeta amador
Por achar que o sofrimento se transfigura em beleza
Poesia de constatação e possibilidades
Que põe ao avesso aquilo que não existe perto do olhar comum sobre a vida
Sou assim poeta de uma poesia que não tem pretenção alguma
A não ser a de ser porta-voz daquilo que nunca poderão enxergar

Poema escrito com o objetivo infundado de tentar expor as minhas motivações poéticas...
Hoje mais distante de tudo o que me atormentava.
Estou bem e a vida ainda parece possível...
09 de SETEMBRO de 2010, ás 16:49 (Conversando com OTAVIO/Ssa uma pessoa surpreendente que conheci num desses dias de sorte)
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terça-feira, 7 de setembro de 2010

PRENUNCIO DE RECOMEÇO

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A vida se propõe todo dia a nos provocar...

Ás vezes nos colocando diante da inversão daquilo que nos causa o tormento

Como se perguntasse diretamente: e agora como você se sair dessa?

Não era uma nova porta para entrar que desejava?

Pois é, a vida ás vezes está de tocaia nas esquinas só para nos assaltar

Nos levar as fragilidades as quais nos permitimos

E nesse instante é possível perceber que existem pessoas que querem aquilo temos a oferecer

Encontros inusitados que clareiam a percepção da realidade

Nós devemos querer aquilo que quer ser nosso!

Estar com as pessoas que nos enxergam como uma grande oportunidade de ser feliz

E nos importar com aqueles que nos procuram por amor

Como é bom descobrir no olhar de rostos ainda recentes que o problema não está em nós

A gente é que vive querendo o que não nos merece

Infelizmente não existe uma forma de eliminar memórias virtuais implantadas por ilusões no nosso cérebro

Mas eu acredito que uma imagem bela recém chegada, pode eliminar outra imagem de ingratidão

Eu sinto o cheiro do recomeço em espassas rajadas de vento

Sinto a finitude de romances criados para serem o que nunca poderiam ser...

Percebo que o castelo da minha autoestima ganha reforço e bravura

Um dia a mais de constatações desagradáveis, torna-se um dia a menos de infelicidade

Queria todas as horas fossem sempre como as que agora são passado recente

Leves, banhadas a amigos sinceros, possíveis amores, saudáveis conversas e iluminadas pelo sol que não queima, mas intensifica a cor da vida.


Poema escrito com o sabor de um dia especial, onde as casualidades acontecem para me resgatar e colocar novamente numa rota de navegação tranquila.

Hoje existe ternura, suavidade, fadiga causada pelo sol, sensação de estar saciado e certeza de que estou recomeçando...

07 de SETEMBRO de 2010 ás 23:57

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domingo, 5 de setembro de 2010

Batalhas que travamos com os olhos...

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A pior batalha que travamos é contra os nossos princípios
Não existe substância química que transforme aquilo que somos de verdade
Se manter fiel aquilo que se é não é uma tarefa fácil
É uma violência que nos impomos para viver em paz
Almejar que outros partilhem da idéia de respeito ao que se constroi
Seja no campo das relações humanas ou no tocante ao verbo é utopia pura
Acredito que a morte em vida só é possível através do embate
De um duelo dos olhos com as coisas que não queríamos ver
Eu continuo recebendo menosprezo como paga pela minha disponibilidade
As espadas mais afiadas são justamente aquelas que parecem mais inofensivas
Essas penetram a parte mais profunda da alma e vão dilacerando sem piedade
A grande questão é que eu não quero tirar o pior de mim para entrar numa briga
Sei que esse meu lado é avassalador
Mais uma vez eu constatei que estou entre uma necessidade criada e as suas falsas tentativas
Eu consegui viver exclamações e abandonar as reticências por uma noite
E assim eu te vi como verdadeiramente você sempre foi... Uma mentira
Nada além de uma realidade fantasiosa que se apega a um passado que não será passado a limpo
E faz do presente um emaranhado de relações pendentes e rasas
Uma certeza me chacoalhou hoje pela manhã e me fez despertar
Você não respeita ninguém
Principalmente aqueles que fazem as mais sinceras ofertas
Eu sabia que alguém iria morrer
Mas eu não esperava que fosse ficar feliz com isso
Eu confrontei com os olhos a sua embreaguez
Ainda que vendo aflorar fagulhas que me alfinetavam a retina
E você me deu as únicas certezas que me distanciam das pessoas
A certeza de que não há respeito nem força
Duas pequenas e incomparáveis coisas que reduzem qualquer imagem ao nada
Você apareceu assim para mim, logo, não existirá mais você em minha vida


Poema feito depois de uma noite em que abandonei a vida nas reticências para exclamar... Eu fui feliz, exceto pelo pequeno detalhe de que alguns "amigos" não entendem o valor daquilo que fazemos e nos pagam o bem que fazemos com desrespeito.
Hoje estou leve, existe ressaca, pequeno arrependimento e muitas certezas... Ah! A dor eu mandei ela de volta para quem a trouxe para mim.
05 de SETEMBRO de 2010 10:51
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

VIVENDO NAS "RETICÊNCIAS" (...)

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A pior coisa que podemos nos permitir é viver nas reticências
Calar aquilo que por dentro é uma vontade sem mensuração
Viver com o silêncio das coisas não ditas nos impõe a coexistência com um universo de fantasmas Eu estou preso nas reticências, num cotidiano de uma história inacabada
Preso na possibilidade daquilo que poderia ser, mas não quer ser meu
Por isso, venha a se tornar para sempre mais uma suspensão
Acordo todos os dias com as reticências
Tento construir uma jornada nova para os meus pensamentos
Mas as horas permanecem repletas de silêncio e calar torna-se a minha única afirmação
Sou posto diante de lacunas que preencho com as minhas mais agoniantes verdades
O pior é quando nos impõem as reticências
E deixam a subjetividade a nosso critério e capacidade de ler aquilo que não queriamos
Tenho terminado o meu dia com inúmeras reticências
Respostas que talvez eu nunca terei, nunca consiga decifrar
Eu não sou afeito a colocar pontos que determinem o final das coisas
Não apago fotos, nem rasgo cartas
Tudo vira anexo, recorte, arquivo e mais reticências
As vírgulas ainda são uma possibilidade
E mostram o quanto sou flexível a tentativas de complementação
Sei dar espaço para que o ar trasfigure aquilo que eu gostaria de dizer
Tenho engolido muitos desejos, vontades, necessidades
Pode parecer a mesma coisa, mas somente quem sente a gradação das horas vai entender o que digo
Escolhi as reticências na esperança de que apareça uma leitura compatível com as dezenas de mensagens ocultas no meu coração
E agora estou preso a elas
A noite o sono surge com as reticências de um dia que não concluiu as suas metas fundamentais
As que dizem respeito ao amor e as suas prioridades
Sei que não permanecerei muito tempo preso em três pontinhos que me deixam estático
Enquanto estiver nas reticências é sinal que continuo tentando salvar algo
Porém, quando perceber que não existem mais as reticências
É porque eu já consegui matar a história que tanto me deixou preso no tempo e espaço
com um definitivo ponto final.

Poema escrito a partir das palavras de Alessandra Teófilo, depois de uma noite imprescidível para elevar a minha autoestima. Pensamentos escritos ainda com o sabor do vinho tinto suave, do SUSHI e de outras coisas que me fazem tão bem ao paladar e ao espirito.
Ainda existe saudade e muito pouco de dor... Este é o indício de que logo eu estarei livre daquilo que eu queria tanto, mas que não faz nenhuma questão de ser meu.
04 de SETEMBRO de 2010 / 01:05
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CONTO (inacabado)

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Ela havia saído de uma cirurgia complicada, não que a sua rotina fosse diferente... O que aconteceu neste caso em especial, é que entre tantas complicações que ela tinha todos os dias, algumas se tornavam mais crônicas quando envolviam as pessoas que ela amava.
Naquela madrugada havia operado a própria mãe, mas sem tanto êxito. Desta vez a notícia de morte não precisaria ser dada a terceiros, quando chegasse a hora, em silêncio ela remediaria a sua própria dor. A confirmação da metástase era dura até para uma profissional tão vivida, que já viu o câncer levar tantas pessoas esperançosas embora.
-Nenhum ser humano merece morrer... Na verdade nenhum ser humano deveria saber que não existe mais salvação.
Essa crença que a levou até a faculdade de medicina a motivava na luta pela possibilidade de prolongar um pouco mais a permanência das pessoas em vida. O problema era a percepção de que ela era uma exceção na sociedade, e que infelizmente, existem por aí tumores que são descobertos, assim, de repente. E a constatação disso pode mudar tudo.
Enquanto fazia o trajeto para casa, tinha a cabeça tomada por estas e outras elocubrações filosóficas sobre a existência. O que ia totalmente de encontro à ciência que ditava as suas horas.
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Assim nascem os psicopatas?

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Quando um dia parece ideal para morrer
Alguma coisa está completa ou extremamente errada
Não sei se essa é uma carta de homicídio, suicídio ou duplo assassinato
Estou com uma arma na mão sem saber o que desejo de fato executar
A questão mais complexa não é atirar ou não
Isso é apenas o fim... O pior está no começo de tudo...
Quem paga generosidade com desprezo deve morrer
Quem zomba da entrega dos outros não pode voltar a sorrir
Será que assim nascem os psicopatas?
De tanto jogarem amor sem retorno?
O vazio vai ficando cada vez mais infértil...
Tudo vai ficando oco, louco, pouco e nada?
Eu tenho precisado de filmes, cinema, catarse
Algo que confronte fantasia e aguce a realidade latente
Eu tenho dor, eu sofro, eu não grito
Eu quero ferir, machucar, sangrar...
E se eu eliminasse todos aqueles a quem você lança a culpa?
Teria agora alguma desculpa para não tentar?
Eu acordo eu durmo aflito sem nada mais servir como consolação
Por isso hoje essa arma chega às minhas mãos como o melhor conselho
Não sei bem ao certo se essa é uma carta
Nem se sou eu um psicopata criado pelo vazio
O certo é que alguém precisa morrer...

Poema escrito com frieza e calculismo, um súbito de sanidade ou loucura... Quem sabe com a junção perfeita das duas coisas. Ainda existem a dor e a saudade, a última ainda mais forte do que a primeira...
02 de SETEMBRO de 2010 - 11:27
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