quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

SÃO VALENTIM - O que esse sonho quer me contar?

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Dos sonhos que tive na vida
De um apenas lembro com clareza
Eu estava numa casa simples em frente ao mar...
O chão da casa era uma extensão da praia...
Portas e janelas abertas
Eu pendurado de cabeça para baixo
Com as pernas presas por uma corda
À minha frente meu irmão e uma namorada que tive...
Nós três vestidos de branco e iluminados pela pouca luminosidade da lua que adentrava o espaço
Eu chorava com uma angústia de pesadelo
De repente uma gota da minha lágrima caía e se misturava à água na bacia que estava posta abaixo de mim...
Naquele instante, velas se acenderam nos quatro cantos da sala sem que ninguém as pusesse chama...
Os dois que me olhavam impressionados disseram:
- Eu não disse que ele era de São Valentim...
Eu acordei... Mas a angústia tinha passado
Dias depois descobri: São Valentim é santo dos enamorados...
O seu dom para amor era tão grande
Que um dia, após um simples encontro com ele, quem uma dia nada via,
inexplicavelmente voltou a enxergar.

(EWERTTON NUNES)
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

DESEJO

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Hoje eu só quero sentar em frente ao mar
Ouvindo o som acalentador de um celo
E quem sabe dançar com volúpia e afeto uma improvisação que nasce do contato...
Sentindo o vento, a areia, o tempo...
Quero ser arrebatado pelo beijo espontâneo do acaso
Entregue ao nada
Como quem confia num amigo
Hoje não estou para o cotidiano das coisas...
Estou apenas para o encantado da vida...
O mar... O celo... O devir...
Quero derreter relógios
Bancar o Dalí e fazer daqui o meu tempo relativo
Onde tudo fica suspenso
E o surreal passa a conduzir o momento
Fazendo desse meu encontro com o nada...
Renascimento
(Ewertton Nunes)
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Ventre

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Hoje retorno ao ventre da minha mãe 
Onde a vida era líquida
E o silêncio era a própria existência 
Hoje retorno ao ventre da minha mãe 
Imerso no vazio que preenche 
Na ausência que ocupa todos os espaços...
Hoje retorno ao ventre da minha mãe 
Para um tempo antes do tempo
Onde eu não era senão memória... 
Sem pretensões... Sem excessos
Hoje retorno ao ventre da minha mãe 
Em reconexão com o invisível 
Com as partes de um todo que se fazia incompleto, porém, perfeito.
Hoje retorno ao ventre de minha mãe 
Até o momento de estar pronto para mais uma jornada 
Retorno porque sempre chega a hora de voltar ao berço 
De ser acalentado pelas coisas que realmente importam
E como é bom regressar...
Deus, como é TRANS FIGURA DOR
Transfigurar as dores que foram inventadas lá fora...
Diluí-las no líquido do ventre materno 
Deitado no fundo desse lugar de trocas fundamentais...
Sinto o sublime que acolhe 
Que não exclui...
A essência mais pura... 
Hoje retorno ao ventre da minha mãe
Porque lá toco a verdadeira ideia de natureza 
E reabasteço o meu fôlego de poesia
(Ewertton Nunes) 




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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

VoZ

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Na vida as melhores coisas nascem despretensiosamente... Quando deixamos que o acaso nos fale ao ouvido
A questão é aprender a ouvir 
Porque a voz do acaso parece com uma brisa leve
Que passa suavemente 

E sem sensibilidade não se pode escutar... (Ewertton Nunes)
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Conversas imaginárias

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Às vezes me pego conversando com você em conversas imaginárias... 
Eu falo e você me escuta...
E eu consigo falar de todo o deslumbramento que sinto 
Falo do acaso e da sua intenção de nos unir nessa narrativa improvável mas possível 
Às vezes te encontro nas canções que toco solitário 
Eu te falo dos meus sentimentos e você não se assusta e volta a me procurar 
É um diálogo, mas é como se fosse um sonho... 
Porque é como se eu estivesse o tempo todo num devaneio a desaguar coisas acumuladas dos momentos em que nossos corpos se conectam 
Onde a palavra se materializa nas sensações... E a gente não fala, apenas sente
Mas eu sinto vontade de falar 
De dizer o quanto eu te trago de modo especial desde o primeiro encontro sigiloso 
Distante das escolhas sociais
E próximo dos desejos reais 
Onde não importam as escolhas convencionais feitas na vida... Tenham sido elas vividas por medo ou verdade do momento
O que importa é que nos encontramos no momento em que o grito das necessidades mais latentes e profanas ecoa... 
E nossos pecados se santificam com a verdade da entrega... Com a sinceridade de viver o que nascemos para viver
Sem identidade, apenas nos permitimos tocar o que há de mais íntimo no outro...
Talvez, você nunca saiba de tudo isso, afinal, este diálogo está acontecendo dentro de mim e do meu silêncio
Eu tenho medo que a palavra afaste o encantamento 
Mas como quem não quer nada
Deixo cair esse poema nas minhas redes sociais
Na esperança de que consiga entender que foi para você que escrevi esse doce desabafo 
E que é com você que imagino diálogos deliciosos antes de adormecer... (Ewertton Nunes)

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

De onde vim

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O MEU LUGAR 
Eu não sou bicho que vive na superfície 
Sou daqueles que precisam de profundezas e profundidades
Em tempos de desumanidades
Tenho sido tragado para longe do meu habitat natural
E naturalmente sinto na alma a solidão dos que se distanciam de casa
Por vezes, sinto como se o meu coração tivesse sido soterrado inesperadamente 
Como um pássaro que sente nas asas o peso da lama e não tem forças para sair do lugar...
Sei que não tarda o tempo em que todos seremos lançados de volta ao esquecimento
Talvez, lá eu volte a vivenciar a amplitude de alguma forma de existência...
De tudo, o que lamento é ter passado pela terra no tempo da pobreza
Não estou falando daquela que fragiliza o corpo
Mas daquela que não deixa evoluir o olhar
Enquanto não me devolvem ao mais sublime do universo...
Vou tentando não deixar que a superficialidade dessa superfície desalmada sugue o há de mais legítimo em mim:
A capacidade que tenho de me importar com o que vejo
Não sou bicho de almas rasas
Meu melhor lugar...
É profundo, sensível, indizível, invisível e subliminar..
É onde não pode haver vida sem compaixão 
É um lugar  além da dor
Onde a vida é sonho 
Para quem nunca sonhou (Ewertton Nunes)
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QUERÊNCIA

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"Só existe uma forma de medir o que é mais importante nesse caminho de dois horizontes... Ouvindo em silêncio qual o maior grito. Dentre duas salvações, por qual o seu instinto pulsa mais? Entre razão e emoção o que te parece mais doce? Lembre-se que muitas vezes nós somos maus conselheiros de nós mesmos, nem sempre agir com essa tal "realidade" é uma escolha justa. Por que optar em não querer algo querendo tanto? Talvez, seja mais prudente eliminar as querências, cedendo à satisfação desse querer..."
 (EWERTTON NUNES) - Comentário ao novo poema de Dayanne Alves.
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