domingo, 29 de agosto de 2010

Não, eu não serei...

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Sim! O problema está em você...
E assim será até que perceba o que está constuindo para si
Eu não quero ser mais uma frustração que te deseja fingidamente
Não quero ser um amigo dissimulado que agoura a sua felicidade
Prefiro transformar a sua existência em uma mentira que contei
Do que criar mentiras maiores e fazer delas a minha existência
Você fala em construir uma amizade
Mas me diz ser incapaz de construir um amor
Como posso eu acreditar que nisso?
Amizade é o estágio de acabamento de uma obra
O amor é o alicerce que dá suporte a ela
E tem outra coisa, eu não posso usar o molde do meu amor
Que tinha uma dimensão impossível de ser abarcada
E aproveitá-lo para uma coisa tão menor quanto as amizades que você constuma criar
Consegue ver estes fantasmas que estão à sua volta?
Esses são os amigos que você criou
Eu não quero ser mais um na sua coleção de assombrações
É verdade que este é um poema feito com muita dor
Que possui versos que mascaram outras vontades maiores
Mas estou escrevendo para que isso se torne um dogma
Algo que eu possa utilizar para arrancar você da camada mais profunda dos meus olhos
Que parecem projetar você em todos os espaços
Sei que você criou afeto pelas suas frustrações
O passado é uma tormenta que de tanto atormentar virou rotina
Mas eu não tenho apêgo à frustrações e nem quero ser mais uma no seu dia a dia
Eu sou um oceano que permitiria uma navegação segura
Mas você está acostumado a àguas mais rasas e revôltas...
Como eu pretendia preencher o seu pequeno copo na mão estendido com a imensidão daquilo que transborda em mim?
Você se contenta com pequenos goles, doses mínimas de riscos e felicidade
E eu sou uma enxurrada que poderia afogar o seu corpo fraco e medroso
Tão grande, tão belo, tão bom, porém, tão suscetível às verdades criadas por outros
Não... Eu não serei mais um na sua coleção de amigos fingidos
Não vou ser na sua coleção de amantes amigos
A mais nova aquisição.

29 de Agosto de 2010... Poema escrito com o cansaço e dor... Cansado estou das mesmas frases clichês e tentativas mentirosas de transformar amor (inacabado) em amizade (fingida).
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ACORDEI... OU MELHOR...

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Acordei... Ou melhor, não sei se acordei ainda... Sei que estou despertando de um acidente que havia me deixado em coma parcial. Meu corpo dói, meus órgãos doem com a verdade que eu teimava em fingir saber. Eu havia dito aos meus pressentimentos que eu não queria ouvir, mas não há como fugir de um acidente predestinado.
Acordei... Ou melhor, não sei se acordei ainda, sei que o meu rosto está molhado, os meus olhos estão inchados pelo choro que me invadiu ontem a noite e ainda agora não quer cessar. As lágrimas sempre voltam a mim na despedida ou na morte de alguém... Especial ou não, eu nunca sei quem são realmente as pessoas pelas quais eu choro, desta vez parece que o meu chorar é resultado de uma morte e de uma despedida ao mesmo tempo. O difícil é saber se a parte que cabe a mim é a despedida ou a morte... Eu morri ou estou indo embora? Sei apenas que mais uma vez eu digo adeus a uma ilusão de amor. E preciso matar as lembranças e as marcas boas que foram deixadas em mim, tenho que me apegar apenas as coisas ruins para que eu nçao me arrependa de eliminar quem ontem passou por cima de mim com grande força.
Eu andava feliz pelas ruas, com a cabeça e a alma embebidas de esperanças... Eu estava lapidando o mundo para que ele fosse melhor para o meu novo amor, queria que tudo fosse novo e leve, como tudo o que sentimos pela primeira vez... Mas que ironia, fui atropelado pelos meus desejos de felicidade.
Acordei... Ou melhor, eu não acordei ainda... Pois ainda sinto tudo como ontem só que ainda mais dolorido, pois, a verdade amplia o ardor das feridas que foram feitas em mim...
29 de AGOSTO, um dia depois do dia em que dormi chorando...
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

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Se hoje volto a escrever estas linhas desmedidas e apressadas é porque os fantasmas que criei para mim não querem me deixar em paz... Desta vez a espera de uma telefonema que provavelmente mais uma vez não receberei, trará alucinações noturnas que não deixarão que eu trafegue num sono profundo.
Por mais que tente forjar pensamentos que desviem o desejo de homicídio que se arquiteta nos disfarces das minhas elocubrações metais, eu vou criando a certeza que talvez essa seja a única possibilidade de silenciar tudo. Talvez seja errado pensar em acabar com a existência de qualquer coisa que nos tire a possibilidade de ter a cabeça leve... Só eu sei o peso que carrego aqui neste pequeno espaço que tanto me impulsiona a loucura.
Que raiva acaba de tomar o meu coração quando vejo o quanto estou sendo idiota em escrever devaneios sobe uma paixão que só assombra a mim... Eu tenho levado rasteiras em cima de rateiras.
Que coisa maluca é essa de querer alguém que parece que nem sabe o que é desejar. Eu estou com tanto ódio no meu coração que a idéia de aniquilar sobe intensamente. O meu desejo é sair correndo e matar... Matar o que estou criando para mim, uma vida ilusória, fantasmas que na verdade são projeções mentirosas de uma vida que só existe para mim. Por isso falo em homicídio e não suicídio, por mais que eu mate algo que está dentro do meu corpo, trata-se de um corpo estranho que foi implantado em mim. Ainda estou vivo, em algumas horas decidirei se continuo assim, ou matarei o que existe aqui.

26 de Agosto Às 00:oo
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Os fantasmas que criei...

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Eu tenho criado fantasmas, sei disso por sentir os calafrios ininterruptos que me vem ao corpo enquanto escrevo este desabafo. Eu tenho sido inundado por projeções que acontecem o tempo todo... Como é ruim ser o único a ver uma realidade paralela, partilhar cenas e sensações que só reverberam em meus sentidos.

Havia um tempo eu não era surpreendido por estes serem que surgem e não me deixam transitar pela rua solitário, pois, sinto como se estivesse sendo visto e monitorado o tempo todo por dentro. Penso até muitas vezes que os meus pensamentos não são criação minha, mas de uma invasão silenciosa que nos amplia a falsa idéia de que o existe por dentro é verdadeiramente meu. É possível que o que eu tenha seja uma esquisofrenia súbita, e essas projeções sejam nada mais do que eu jogando no tempo e no espaço aquilo que o meu inconsciente tem frustrado todos os dias. Isso explicaria o fato dos meus fantasmas terem a mesma face, o mesmo tamanho, o mesmo sorriso enigmático que sugere vários significados e emoções.

Essa sensação de que existe uma energia preponderante no ar sobrepondo a minha, a cabeça com um peso que só pode ser por acumulo de palavras ocultadas para que os fantasmas não tenham acesso a minha fortaleza maior, a alma... Essa vontade de chorar escondido que em cólicas dá e passa demonstram a existência destes fantasmas que criei. Eles me atacam quando estou sozinho e me comandam a fazer coisas que antes eu hesitaria para não demonstrar quem sou. Eles tem me obrigado a expor tudo aquilo que noutros tempo me faziam imbatível, tudo aquilo que antes era tão majestoso quanto o meu silêncio.

Eu começo a mudar de pensamento agora e talvez sejam eles que estão fazendo isso comigo... Neste momento começo a pensar se não seria eu uma criação destes fantasmas... Não sei mais o que pensar, não sei mais o que sentir. Sei que neste momento estou transbordando de questionamentos que provavelmente serão mais frustrações acumuladas em minha cabeça, o que fará com que ela fique mais cheia e pesada e consequentemente mais fantasmas com o mesmo rosto e sorriso enigmático serão criados por mim. Acho que não conseguirei dormir mais uma vez, pois imagens que não existiram e talvez nunca venham a existir tornarão a brotar involuntariamente enquanto eu tento apagar...

Eu já tentei me aproximar dos fantasmas, mas eles vão sempre se dissolvendo em minhas mãos... Quanto mais tento chegar perto mais incompreensível vai ficando a face que vejo em todos os rostos projetados. Eu já tentei falar, de repente, eles precisassem apenas de alguém para com quem pudessem ter uma libertação maior, mas o silêncio que sai dos meus fantasmas é estridente e atormentador.

Ainda sinto o aperto no peito, por mais que eu escreva isso não está sendo eficaz para desatar o nó desta corda que parece que contrai o meu coração, nem tão eficaz a ponto de impulsionarem as lágrimas a esvaziarem o afogamento que me matou. É assim que me sinto, morto, como a frustração de uma vida que poderia ser suavemente partilhada. Viram só como esses fantasmas que criei me atromentam? Agora fico eu aqui escondido por debaixo de metáforas que não podem gritar claramente aquilo que gostaria que todo mundo soubesse, ou ao menos que a projeção maior, aquela que deu origem a todos os rostos iguais nas ruas, nos cantos da minha casa, no fundo do meu inconsciente... Ao menos essa projeção dos meus desejos soubesse claramente que eu tinha outros planos para as minhas ilusões. O mundo imaginário criado para nós dois não me assombrava, pois era um mundo feito sob medida para que tudo fosse possível e eterno... Dentro das possibilidades que a eternidade nos permite. Eu queria ser cru e cruel nos meus devaneios de amor, queria que pudesse enxergar que por dentro eu estou inundado de vermelho... E esse vermelho que me reveste por dentro e que seguro como um vômito ansioso retrata a intensidade de tudo aquilo que as suas barreiras estão fechando em mim.

Estou num estado que pequenas coisas podem dia após dia eliminar os fantasmas que estou criando para mim... Só dependo de você para que a loucura me abandone, que a esquisofrenia que se precipita faça desaparecer todos os cenários que construo para me manter longe... Hoje apenas um simples abraço teria me mantido vivo... Apenas um abraço me faria dormir sem fantasmas.


DIA 23 de AGOSTO de 2010 às

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

UM POEMA PARA VOCÊ FLUTUAR

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Ela ainda sonha com um verso de amor que te faça flutuar

Revira canções e livros em busca de encontrar um ideal


Em seu diário virtual recortes de rostos...


Pedaços de príncipes encantados que circundam o seu imaginário


A mulher com alma de menina só deseja viver todos as cenas clichês do cinema


Protagonizar a cena de beijo perfeita que faz ofegar corações como o seu... Românticos


O seu íntimo cria um mosaico de todos os perfeitos amantes que adimira


Ás vezes a sua realidade de mulher moderna a faz se sentir "Alice" retornando do país das maravilhas


O amor é uma excessão que vive oculta na dimensão dos olhos de alguns...


Ela só queria encontrar uma voz compatível com as necessidades do seu ouvido


E conseguir se entregar leve...


Ser conduzida pela falta de gravidade de amar sem medo


Vez por outra ela se lança em tentativas


Mas depois percebe que nenhuma delas te tirou do chão


É duro ter o corpo de mulher e as ilusões de uma garota


Muitas vezes se percebe presa em momentos passados que faziam mais sentido


Revive nos sentidos a sensação do tempo em que a espera por alguém especial não parecia ridículo... Era permitido


Ás vezes finge não se importar que o que mais deseja chegue logo


Uma tentativa de enganar a ansiedade que toda espera nos impõe


Ela pode até praguejar coisas duras sobre o amor na contemporaneidade


Mas toda noite, deitada em sua cama antes do sono chegar


O seu corpo precipita-se ao encontro com o homem perfeito,


Um príncipe encantado esculpido pelos seus mais puros desejos


O seu corpo transfigura-se quando ele a toma em seus braços


Ela não tem mais pele, ossos e razão


Da boca dele saem as palavras que tiram o peso seu do corpo e inflam a sua alma


Leve e completa ele a faz flutuar


Com os versos de amor que ela toda noite sonha ouvir.

ESSE POEMA É DEDICADO A ANDREZZA TELES.


Uma encantadora pessoa recém descoberta, que assim como eu, sabe dar valor à sensibilidade das coisas mais fundamentais... No topo destas coisas, é claro, está o AMOR.










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quarta-feira, 14 de julho de 2010

MATE TEUS...

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Mate teus medos...
Mate teus receios de infelicidade
Mate teus pesadelos, a dúvida que te aconselha a hesitar
Mate teus pessimismos, pois dar certo também pode acontecer
Mate teus covardes desejos se eles estiverem te impedindo a coragem...
Mate teus maus ditados de amor... Não existe nenhuma verdade quando se trata de sentimento
Mate teus isolamentos e se entregue a doçura de partilhar o toque, o beijo, o prazer...
Mate teus "nãos" para que o sim possa ser uma alternativa certa também
Mate teus devaneios se eles não quiserem te levar longe
Mate teus sonhos até, se eles não forem do tamanho da sua grandeza
Mate o que for preciso... Só não mate teus olhos, teu sorriso que emana a verdade que não mais encontramos nos homens
Mate tudo o que não quiser ser plenamente, só não mate aquilo que quer ser seu, pois, se algo nos deseja é porque somos imã...
Mate tudo e qualquer coisa...
Teus piores e mais incômodos sentimentos
Só não mate teus novos possíveis amores
Esses não tem culpa de erros que não foram teus
Mate teus medos... Mate teus passos comedidos... Mate teus receios escondidos de começar de novo.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

UM CORPO ESTRANHO

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Um corpo estranho está atacando o meu sistema nervoso
Eu sinto em todas as partes uma sensação nova...
Algo está querendo afetar-me intensamente
Acho que estava sem defesas
Devo ter facilitado o acesso.
Sinto nos olhos um contorcer involuntário
Quando me dou conta estou sem eixo, sem foco...
O peito também parece dilatado, como se uma coisa quisesse mais espaço por dentro
É uma doença, só pode ser...
Mas uma doença que não danifica, como pode ser isso?

É físico, é metafísico, é espiritual?
A respiração fica pesada por conta da taquicardia que cresce com o correr do pensamento.
Deve ser aquele vírus...
Aquele que nos modifica a normalidade das coisas
E nos lança numa inquietude boa
Na ânsia de querer que as horas passem
Que tudo acelere e que no momento do encontro o relógio seja quebrado
Como todo vírus só precisa que baixemos a guarda para que retorne
O pior é que ele não vai nunca sair de nós
Ah! A paixão...
Estou hoje sentido de novo os seus sintomas...
Renovados e surpreendentemente sutis
Tomara que na sua intensidade seja assim, sempre branda
Que a sua chegada não cause danos em mim.
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