quinta-feira, 23 de junho de 2011

APARTE DE PARTIDA

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Quando parte alguém que se ama





Em partes doloridas fica o coração




Repartidos foram os dias




O tempo pára e nos foge das mãos




Em parte sou tristeza




Em um aparte existe melancolia




Que parte restará se vai uma a cada dia?









De pedaço em pedaço decomposta fica a minha ilusão




As partes mais importantes nos deixam em cacos




Reunir as partes depois de uma partida




É ter um remendo constante a cada nova vida




Restaurado com lágrimas serei



Ainda mais frágeis seguirão os meus anseios



Vaga sensação que antecipa a minha partida




A parte que agora resta




Chora no canto escuro a parte ficada





Num aparte insone crio silenciosos textos no escuro



E toda noite penso sobre amores perfeitos



Partes de um sonho infantil que nunca se completa




Qual parte nunca mais reviverei?




Juntas em partes desmembradas ficam as lembranças que nunca vão partir



Partir deve ser uma atitude de início



Ou será sempre o destino de todo fim?





Todo dia é partido, nos despedimos das horas, das palavras, das sensações...




Enquanto fico e não parto




Vou parindo poesia, essa é a única esperança na qual acredito



A única capaz de ficar quando eu partir.

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CORREÇÃO

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Deixa eu corrigir:



Não sou mensageiro das novidades


Eu sinto as que são trazidas para mim


E como um espelho me faço...


Em mim se observam os movimentos de outros


Você reflete o que eu vejo
Sentindo aquilo que é você





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segunda-feira, 20 de junho de 2011

TESTANDO UM RECURSO

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domingo, 19 de junho de 2011

QUE BOM CHEGAR AQUI!

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Que bom que consegui chegar aqui!
Percebe quanto espaço há dentro de um poema?

Não existe nada nem a cima ou abaixo que crie em mim a ideia de medo

Nada aqui é imposto

Uma existência perfeita para os meus devaneios

Eu posso escolher a cor de tudo o que projeto para fora...

Aqui eu sou o Deus que cria e dá nomes ao que ainda não existe

O meu mundo branco como um papel limpo

Mas não branco como conhecemos

Mas um que é ausência e intensidade de luz

Olho em volta e não consigo ver começo ou pensar em fim

Que bom que só acaba quando eu quiser...
O tanto de possibilidades que se encontra, é maior até do que precisamos para viver, para ser, para prosseguir...
Tão delicioso é deitar nessa imensidão branca
Esse vazio e esse invisível são tão acolhedores como a mais macia cama
Como o mais generoso peito o qual já deitei
É difícil imaginar a minha existência sem esse lugar tão...
Ai, não sei... Não há essa palavra ainda, não pensei sobre ela
Mas já surge um nome ideal para descrever a sensação de chegar aqui e ficar...
Um dia eu ainda construo uma casa por aqui
O melhor é saber que ela poderá ser do jeito que eu quiser
Com cores inventadas por mim
Se número na porta, pois, nunca me encontrarão mesmo
E poderei trazer apenas o que eu quiser
Quem eu quiser...
Afinal, esse é um lugar feito de pensamentos e só
Vou deitar andar um pouco em silêncio agora por essas terras de paz
E sentir o cheiro que só existe aqui
O cheiro dessa liberdade que só aflora dentro de um poema.
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sábado, 18 de junho de 2011

OBSERVATÓRIO DA DOR- ÁGATA - a primeira PEDRA DOS SONHOS - (PRIMEIRA PARTE)

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Eu sinto que estou crescendo, pois, torna-se mais difícil ingressar na cidade dos sonhos. Preciso encontrar uma forma definitiva de nunca esquecer daquilo que é essencial e me permite ser transportado para a dimensão mais fundamental do meu inconsciente. A noite passada adormeci com uma forte dor de dente, acho que toda troca é invasão e toda invasão nos machuca muito.


Meus dentes estão perfurando a minha pele pedindo para existir e eu tenho que suportar suas dores para poder irradiar sorrisos depois, mas adormecer em gemidos me levou à cidade dos sonhos de uma forma obscura. Sonho com dor é pesadelo... Foi a primeira vez que não pude acompanhar a sublime aparição daquele reino tão esperado por mim todos os dias. Eu simplesmente me dei conta de estar lá quando fui apanhado por uma imensa rede e arrastado para o centro da terra, cada vez mais fundo... Eu não conseguia ver nada, pois, a velocidade era tamanha, sentia apenas o meu pequeno corpo envolto numa espécie de teia.


Sentia-me estranho, algo inusitado acontecera, mas eu não tinha medo, talvez, por gostar do nada e saber que só não gosta do nada quem não entende a grandeza do vazio.
Enfim cheguei há algum lugar, não podia ver, não havia luz. Senti que a rede afrouxara como se desejasse que eu conseguisse me soltar dela sozinho, afinal, algumas amarras são somente nossas e se livrar delas é nossa responsabilidade. Consegui então sair e ousei tatear no escuro, mas era uma escuridão ainda mais sem saída do que qualquer outra que ja tenha mergulhado. O pior de andar sem o auxílio dos olhos é que precisamos dar visão há tantas outras partes nossas que ainda não dominamos.
Enfim ouvi fortes zunidos e ao longe consegui ver pequenas luzes que se aproximavam rapidamente, eram grandes libélulas iluminadas que chegavam... Começaram a dançar em círculos sobre a minha cabeça e como um indicador de caminhos começaram a traçar um percurso, eu sentia que desejavam que as seguisse, assim o fiz.
Depois de andar por algo que parecia um túnel, extremamente frio, onde se acentuava uma dor que eu não conseguia nem sentir por completo, pois, parecia nao ser oriunda dos sonhos, mas da minha realidade adormecida... Voltei a ficar inteiramente no breu, as libélulas desapareceram num sopro. Mas logo pedras negras fluorescentes, que se assemelhavam a algo que conhecia, abriam e fechavam a todo instante, iluminando e escurecendo o tempo todo aquele lugar, mas com a luminosidade suficiente para dar desenho ao que seria uma imensa caverna. Comentei em voz alta e me assustei com a inesperada resposta:
- Essas pedras parecem...
- Olhos de gato. Não existe nada mais atento à tudo do que olhos de gatos.
Montado sobre um gato vermelho surgia uma criatura encapuzada, com um cajado grande em uma das mãos, também incandescente. Eu nunca antes vira um gato tão grande, nem uma criatura tão sombria.
-Seja bem vindo, menino com olhos de poema.
- É assim que me chamam na cidade dos sonhos... Mas ainda estamos dentro dela?
- Claro, nem tudo na cidade dos sonhos tem a aparência ideal, existe outra camada oculta que todos renegam, o pesadelo, tão fundamental ao equilíbrio do inconsciente. O pesadelo não deixa de ser sonho, é apenas uma forma mais arriscada de sonhar.
- Então, estou em um pesadelo?
- Não necessariamente... Você está num estágio transitório, a dor te trouxe até aqui. Quando adormecemos com dor não se vai tão longe, nem se fica tão na superfície. Mas de qualquer forma eu tive que te resgatar. Você poderia ter passado por situações muito desagradáveis. Neste estágio de perturbação que mergulhou, você poderia se tornar um ser indesejável por aqui.
- Onde estou exatamente? E quem é você?
- Você está no “Observatório da Dor” e eu sou um “ObservaDOR”. Eu rastreio as dores mais silenciosas, a sua era de uma agudez tão incômoda que poderia despertar os Dragões dos “Piores sentimentos do Mundo”, adormecidos nas profundezas dos sonhos. Por isso trouxe você para cá o mais rápido possível.
- Aqui realmente me sinto melhor.
-Você encontra aqui o conforto temporário, até que as energias negativas emanadas pela dor se dissipem, mas precisa estar protegido dentro e fora da cidade dos sonhos se quiser regressar. No seu mundo existe muita dor.
- Sim. E as dores não são tão suportáveis como a de uma dor de dente. Dizem que algumas até são capazes de abalar estrelas.
- Temos consciência disso. Muitas estrelas já cairam por causa dos “Homens-Gente”, mas você único mensageiro capaz de transitar entre duas realidades antagonicas e complementares, não pode nunca se deixar desaparecer na dor.
- Como posso fugir dessa condição? Também sou herdeiro de pobrezas.
- Espere... Tem alguém que possui essa resposta. Sou apenas um ObservaDOR, não compete a mim a entrega de “Virtudes”.
- “Virtudes”? Não compreendo.
- Compreenderá.
O “Observador” sentou no grande gato e desapareceu em um dos flashs de escuridão. Uma grande confusão ainda agitava os meus pensamentos, novas descobertas sobre o universo dos sonhos me fazia cada vez menos compreender o que havia além do cerrar dos olhos. De repente todos os olhos de gato se fecharam e mais uma vez fiquei preso na escuridão, mas não demorou para que um “Capricórnio” reluzente aparecesse. Devolvendo uma luz de sublimação à todo aquele lugar. Tão lindo era, tratava-se de uma envelhecida cabra branca com chifres de Ouro de causar êxtase ao olhar.
- Que estranha sensação sinto quando olho para você.
- É a empatia dos que possuem alma envelhecida e os sentimentos mais nobres de um recém nascido.
- Você é...
- Sou uma projeção da sua natureza. Habito numa esfera muito resguardada do seu universo mais sensível, sou eu quem rege os teus olhos e o teu coração.
- Agora entendo o que o ObservaDOR quis dizer com “Virtudes”. Não se ofenda no que vou dizer, mas não sei afirmar serem virtudes as características que carrego em mim. Por vezes alguns impulsos da minha essência machucam muito a mim.
- Peço desculpas pelas nuances de tudo o que desperto em você. Mas sinta cada traço seu como um dom. Se te machucam as virtudes é porque possui uma capacidade curativa dos mais nobres seres.
- Por que vive aqui no "Observatório da Dor", você também é um ObservaDOR?
- Não. Eu sou um “CaçaDOR”, a minha função é neutralizar a dor, já que extinguí-la seria impossível e um erro.
- Um erro?
- Sim. A dor serve para nos alertar, ela é como a escuridão, só vamos enteder a importância da ausência quando o excesso nos invadir. E dor é excesso de sentir.
- Por isso tudo aqui é tão escuro... Eu entendo também que a escuridão nos ensina a importância de ser “adaptável”. Quando os olhos parecem se acostumar ao negro do espaço, a luz rompe tudo, nos fazendo sentir a violência necessária da adaptação.
-Exato. Essa característica maior você já carrega em si, por força daquilo que herdou de mim. Sou o teu regente e guia. Mas veja... O maior duelo que tavará, será sempre o de abrir mão de uma das duas coisas mais latentes em você.
- A razão e a emoção.
- Isso. Você sentiu o frio que amplia dores?
- Antes de entrar aqui, sim.
- Esse frio não pode ser confundindo nunca com morte. A sua maturidade precoce coloca diante dos outros, falsas impressões sobre os seus sentimentos. E o muito que existe em você se esconde, por isso, cuidado com as suas proteções excessivas, elas não podem ser nunca uma barreira intransponível que impeça acesso ao teu coração.
- Entendi... Não posso nunca deixar de sentir, ainda que a dor me ensine as defesas.
- Exatamente isso. Você é mesmo um dos meus filhos. Detentor da ancestralidade da “terra”. Tenho algo para entregar a você.
Ele levantou suas patas dianteiras e o brilho de todos os “olhos de gato” se desprenderam rumo ao centro da caverna, um redemoinho de milagre começou a se formar em minha frente, todos aqueles pontos se fundiram em uma linda pedra azul, um azul quase negro, que pousou em minhas mãos. Eu pude ver imagens dos meus antepassados adentrarem o centro da pedra, uma beleza tão indiscritível que me fez chorar sem dor alguma.
- Esta pedra é a “ÁGATA”, uma pedra secular que traz sorte e você deve levá-la junto ao peito. A primeira de uma série de preciosidades que encontrará em sua jornada. Com ela você vai ressaltar ainda mais a faculdade de distinguir entre os verdadeiros e falsos amigos. Será preciso que medite profundamente quando precisar da interferência da pedra, e ela interferirá no chakra do seu coração, te dando mais conhecimento e firmeza. As dores mais crônicas se tornarão transponíveis.
- Dessa forma eu posso me manter digno da cidade dos sonhos?
- Não existe nenhuma certeza sobre qualquer coisa que exista, essa é outra verdade que nunca pode esquecer. Para que não esqueça do que ouviu aqui, essa pedra se transformará em um gato companheiro no seu "mundo de gente", sempre que regressar à cidade dos sonhos, ele retornará à sua face de “ÁGATA”.
- Tentarei nunca esquecer a importância dessas verdades.
- Basta nunca esquecer que verdade é um caminho sem fim.


Após dizer isso, desapareceu na escuridão que tomou a caverna. Eu continuo preso nesse “Observatório da dor”, esperando a hora de poder regressar.




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Um conto para todos os capricornianos. Almas que assim como a minha possuem a sina de ter nascido com cem anos à frente.


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quinta-feira, 9 de junho de 2011

UMA PROFECIA DE AMOR

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Eu não queria escrever apenas uma carta de amor


Quero para além disso escrever uma profecia de vida


Que inclui uma infinidade de premissas aparentemente tão rejeitadas no mundo


Acima de tudo expor a oferta mais despretensiosa do meu coração


Não há um dia desde que te encontrei que não pense sobre encontros


Mas não sobre qualquer um, e sim, a respeito desses que são prolongados e agridoces


Com o sabor e a textura ideais para se ter equilíbrios


Desses que são mergulhos predestinados na camada mais líquida dos nossos destinos


Prefiro não me prender na efemeridade de uma carta de amor


Mas fixar-me num tratado de manutenção de tudo o que sinto e desejo ao seu lado


Continuo a escrita da minha profecia, determinando a construção de uma terceira vida onde caibam dois


Um vida que não seja nem tão minha e tão pouco toda sua...


Mas que seja um pedaço de cada um de nós...


Um pouco desse muito que nos completa


Das coisas mais interessantes que possuímos


E que compõem a nossa natureza e imprescindível essência


Não quero tão somente as tuas virtudes, pois, aprendo mais em contato com aquilo que estranho


Quero não a perpetuação, que é condição imutável do tempo


Mas a transfiguração, que é condição nômade da beleza


Quero que os dias sejam como uma caixa de sonhos


Onde depositemos com verdade e perseverança os ideais de partilha, amizade, romantismo, lealdade, entrega, resistência, respeito, superação...


Sejamos precursores de um amor apaixonado que nunca perde a força


Onde a dimensão de tudo seja sempre a maior


Que a intensidade seja a saúde no excesso


Nunca permitindo que a ausência nos adoeça o cotidiano


Quero construir contigo um reino onde a tolerância realmente seja uma dádiva


E a violência não seja, nada além, do que um passo à frente para novos campos ainda inexplorados


Não vou pedir que os nossos olhos deixem de ser chama


Pois onde há fogo, o calor aquece a vida


Almejo apenas que por detrás das nossas retinas haja sempre a consciência do outro que há em nós


E que olhar seja sempre uma forma de rebater a nossa consciência


E todos os nossos atos, mesmo os mais silenciosos e "invisíveis" estejam encobertos por muito cuidado


Quero perder a noção do tempo, pois contabilizá-lo é indício de não valer apena


Quando chegarmos longe, que desejemos ir mais longe ainda


E se o fim nos surpreender, seja ele uma perspectiva do "para sempre" ou do "até logo"


Que não nos reste a menor sensação de tempo jogado fora


Nessa aspiração de futuro que agora escrevo


Deixo também o registro de uma vontade maior do que eu


A de escrever novos pensamentos sobre você todos os dias


E mesmo que por vezes se assemelhem a lamentos e lamúrias


Sejam sempre movidos pela presença real de um profundo sentimento


Que cada vez mais não caberá dentro do significado da palavra amor


E será preciso que eu firme parceirias com o universo na construção de novos nomes a todo instante


Outras denominações para contemplar o que seja amar você dia após dia...


É a minha inquietação em ser sempre mais que me faz dizer:


Não quero me contentar com a passageira mensagem de uma carta de amor


Tantas vezes já destinadas a tantos outros amores


Para ti, meu amor "presente"... Minha imperfeição mais ideal...Pássaro dos sonhos que ainda não entende o seu domínio sobre o meu céu... Minha viagem sem desejo de regresso... Meu sabonete no espelho... Minha poesia renovada em prosa...


Com você eu quero a profecia de um amor que prolongue todas as estradas e e nos faça ,um para o outro, sempre realidade.


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Bem aventurados os que morrem de amor pois esses já conheceram todos os caminhos que conduzem aos céus.


Ewertton Nunes




FELIZ DIA DOS NAMORADOS!




AMO MUITO VOCÊ!
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

SONHOS BRANCOS

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Esta noite sonhei com caixões brancos... Eram três




Os resgatava em meio ao mar...




Os rostos eu não consigo lembrar




Só lembro que estavam vivos e eu os reconhecia




Ao menos quando estava dormindo...






Acordado desapareceu a certeza, o que eu sonhei era agora uma vaga lembrança






Mas fiquei com a sensação de que algo puro iria morrer ou já teria fenecido






Não entendo de sonhos e significados






Mas esse me parece um prenúncio de que a vida (mar) pode prender para sempre o que eu ainda considero bom para a minha vida.






Alguns sonhos lembro até hoje e todos de certa forma possuem uma relação com a pureza






Como naquele que eu estava pendurado ao centro de uma sala amarrado pelos pés






Eu estava vestido de branco.






Era noite, em uma praia. Eu quase posso sentir a sensação do vento






Nos quatro cantos da sala velas, tembém brancas, apagadas






Eu ali de cabeça para baixo, com uma bacia cheia de água abaixo de mim






Em volta uma moça trajando branco me olhava com carinho






Em um dado momento do sonho eu chorei e as minhas lágrimas cairam numa bacia






Imediatamente todas as velas se acenderam e ela feliz disse:






- Eu não disse que ele era de São Valentim.






Foi a primeira vez que ouvi falar nesse Santo.






Dias depois vi na televisão que se tratava do santo dos Enamorados em alguns países.









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