segunda-feira, 21 de junho de 2010

A CHAVE DO INFINITO

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Eu preciso da chave do infinito

Preciso me trancafiar numa dimensão muda

o teu silêncio é um grito que me sangra os ouvidos

Eu quero levar comigo

a última imagem que tenho do teu corpo

Eu quero abrir a porta do infinito

E deixar apenas entrar a lembrança

Do dia em que quis que a vida se fosse

Pois você dormia tranquila e eu era inteiro

Eu preciso da chave do infinito

Antes que o mundo me acabe

E eu sucumba aflito
.
Obrigado Carol Vaz pela inspiração... Às vezes a embriaguez pode nos trazer lúcidos (Telles) versos. rsrsrs
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sábado, 12 de junho de 2010

APENAS UMA REFLEXÃO SOBRE O AMOR...

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O amor na verdade é quem nos sopra... De um lado para o outro...
Ás vezes nos deixa em rodopios de solidão, suspensos...
Uma hora ele torna a nos soprar para outro encontro com a fugaz realidade de querer alguém, mas logo somos novamente transportados para outra dimensão de dor e desejo...
O amor invetou o beijo para poder circular livremente entre dois corpos.
O amor também inventou o paradoxo, é ele que nos faz querer e não querer ao mesmo tempo, pois, sabemos o que acarreta o seu fim...
Mas o amor possui um algoz, mesmo sendo ele vento forte, se torna pequeno diante do tempo e a sua condição de criança inexperiente e travessa aflora diante da sabedoria daquele que sabe mais e cura tudo.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO (CONTO)

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- Vira!
- Foi uma brincadeira, cara!
- E quem disse que eu não estou brincando, eu não pareço me me divertir? Cadê o sorriso rapazes? Vocês dois pareciam tão alegres! Tirem par ou ímpar pra ver quem começa a diversão? O que foi rapazes? Onde estão os corajosos machões? Tá bom... Então vamos fazer do meu jeito: une, dune, tê, salamê, minguê, o babaca escolhido foi... Você! Baixa as calças!
- Tá tirando onda?
APONTA A ARMA PARA A CABEÇA DELE.
- Não estou não! (BAIXA AS CALÇAS) Baixa logo a porra das calças! Pau pequeno, hein? Você deveria pensar muito bem antes de querer dar uma de hetero comedor... Com uma miniatura de pau dessa tá difícil fazer sucesso com as mulheres.(RI) Eu fico impressionado com vocês heteros não sabem apreciar uma boa piada! Eu não entendo como vocês não conseguem zombar de vocês mesmos quando se olham no espelho. Vamos ver se o nosso outro amigo tem mais humor... Chupa!
- Vai se fuder seu... (TIRO NO PÉ)
- Completa! Eu vou adorar dar um tipo bem na sua língua, seu cérebro de mosca! Tá gemendo? Pensei que homens de verdade não sentissem dor.
- Na boa, meu chegado... Vamos esquecer essa parada, mano?
- Olha só... Agora você é "mano" de viado? Como o medo muda as pessoas... Trogloditas viram mocinhas educadas.
- O que você quer pra deixar a gente ir embora?
- Vai depender do seu amigo... (PISA NO PÉ DO TIRO E APONTA A ARMA PARA A CABEÇA DELE) Quer ir embora? Te dou duas opções : bala na boca ou boca na pica.! Qual vai querer?(PAUSA) Isso rasteja até lá... Faz esse pauzinho crescer na sua boca porca, vai! Mostra que você sabe usá-la pra outra coisa que não seja ofender as pessoas. Viu só como não tem nada demais um homem chupar o outro? Não para! Eu digo quando estiver satisfeito. Ei, pinto de criança! Confessa que você sempre sonhou com isso, vai... Talvez não nestas circunstâncias, mas conta que você já bateu várias pensando na boca gostosa do teu mano, aí! Já chega! Ele tem cara de quem demora muito a gozar, seria preciso ficar horas aí chupando o pintinho dele e eu não sou tão cruel assim... O que ocorre é que vocês tiveram a infelicidade de serem as vozes que quebraram o cristal da minha tolerância. Pode não parecer rapazes, mas poucas são as coisas que me tiram realmente do sério, a questão é que vocês acertaram na ferida que nunca consegui sarar. (PAUSA) Uma coisa me consume por anos, desde quando eu era menino e nem sabia o que era o desejo. Todos já notavam a característica que abominam num homem, mesmo que ele ainda não tenha cosciência da sua condição "aberrante". Um dia , sem mais nem menos, meu pai me proibiu de brincar na rua, ouvi uma conversa entre ele e a minha mãe e descobri que todos comentavam: vai ser bichinha e não demora muito estará dando pra todo mundo! Passaram-se anos, e eu me tornei observador da liberdade, na condição de espectador via as crianças nas ruas a brincar... Eu não entendia que mal eu tinha feito para estar permanentemente de castigo. Mas para a infelicidade dos "homens" as coisas que não nos dão prazer também crescem! Os anos passaram, e em mim floresceu aquilo que era apenas um pequeno broto... Ninguém entendia que não se tratava de escolhas, foram necessárias muitas surras para que meu pai aceitasse o fato de nada poder fazer contra a minha natureza. Com as mãos e orgulho cansados, pendurou o cinto que tantas vezes me feriu as costas e se enforcou... Só a partir daí eu comecei a sair de casa, achava que lá fora poderia andar tranquilo... Não foi bem assim, tenho sentido todos esses anos as ruas me aprisionando, os olhares quando passo não conseguem disfarçar a repugnância... Foi preciso sair para descobrir que sou mais livre quando estou dentro de casa. Ao menos as paredes não podem gritar: Olha o viado! Não há um dia que eu não saía de casa sem ouvir isso, as rezas que faço nunca resolveram... Talvez Deus, lá de cima, também grite a mesma coisa! Quem sabe ele não use a boca dos outros para disseminar o seu preconceito. Eu sei que ninguém é obrigado a aceitar o que não é comum, mas o que não adimito, é que vocês preconceituosos, deixem o incômodo dos seus olhos chegar até mim. Hoje é o meu aniversário, e eu só queria andar tranquilo... Eu que gosto tanto de ver as árvores nas calçadas. Daí vem vocês e gritam: olha o viado! Aposto que se surpreenderam com este aqui, não foi? Não imaginavam que eu seria capaz de roubar um carro e pegar vocês onde estivessem... É que hoje é meu aniversário e eu me disse: Hoje não! Eu prometi pra mim: hoje eu estouro o cú daquele que me impedir de ser livre nas ruas. (PAUSA) O viado quer que os machos tirem a roupa! Tirem a roupa! (TIRO PARA CIMA) De quatro, anda! (TIROS)
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PRODUTO DA MEMÓRIA

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Sou o acúmulo de tudo o que vivo, uma junção de todas as histórias que a vida me proporcionou viver. No palco a vida fictícia, na vida os sentimentos que não consigo compreender.. Sou então como qualquer mulher, afinal, toda mulher é o produto da sua MEMÓRIA
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

...A DOR...

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Rebate a dor com a sutileza do teu sorriso



Lubrifica a dor para que entre sem tantos danos



Aplaca a dor que me precipita o grito



Engana a dor para que ela mude todos os seus planos



Ventila a dor e esfria o meu peito



Arrebata a dor que me faz revirar na cama



Liquidifica a dor que ainda está inteira



Enternece a dor com os versos que declama



Causa a dor sem medir o prejuízo



Vinga a dor que todo dia me ameaça



Media a dor entre mim e a esperança



Sofre a dor quem tem o coração de vidraça



Humaniza a dor que agora é invisível



Paralisa a dor para que eu possa te esquecer



Sensibiliza a dor dos seus prejuízos



Persegue a dor que não desistirá enquanto não me enlouquecer



Silencia a dor que tá incomodando os outros



Revela a dor que o segredo é pior



Desfibriliza a dor para que eu ressucite aos poucos



Embriaga a dor para que ela fique menor



Provoca a dor em quem merece senti-la



Transforma a dor em arma e me aniquila



Revitaliza a dor sempre quanto volta



Suaviza a dor temporariamente quando bate à minha porta



Computa a dor que tem deixado na minha vida



Ativa a dor que me deixa numa rua sem saída



Atira a dor no fundo o oceano



Modifica a dor pois lembra que sou humano



Catalisa a dor e transmuta a sua face



Amplifica a dor antes que o silêncio me mate



Unifica a dor e a partilha comigo



Apazigua a dor e lembra que no fundo sou apenas um menino



Purifica a dor para que ela entre no céu



Perfura a dor para que sangre e morra rapidamente




Embaça a dor que eu não quero vê-la à minha frente




Tranquiliza a dor e a faz entender que te perdeu


Ilumina a dor para que ela encontre o caminho



Perturba a dor e diz para ela me abandonar



Aterra a dor que me impede aceitar seguir sozinho




Enlouquece a dor para que me perca e não saiba mais voltar
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

QUERO SER COMERCIAL

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Eu quero ser comercial
Só não aceito me vender
Necessito ser casual, acidental
Mas não permito me arrepender
Ás vezes meu dou o direto de ser banal
E também de aparecer
Eu só não sei ser imoral
E na vaidade não me ver
Não me interessa a popularidade
Se acompanhar a mediocridade
Quero ser comercial
Fazendo poesia de verdade
Esse papo de que ser cool
Também não é pra tanto
A arte não pode ser privilégio de alguns
Muito menos um código indecifrável
Talvez por isso nossa arte esteja num naufrágio
Quero ser fácil na minha complicação
Quero ser comercial do meu jeito
Falar com emoção das coisas que tumultuam o meu peito
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CONTRAtempo!

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Tempo louco
Tempo oco
Tempo pouco
Pouco tempo é tempo morto
Perdido tempo
Tempo corrido
Tempo medido é engano
Tempo se vai
Pra nunca se achar
Tempo começa
Tempo acaba
Tempo nunca pára de contar
Tempo é vento
Célula é tempo
Tempo é areia
Tempo é descontentamento
Muito tempo
Tempo muito
Surdo tempo
Tempo curto
Pouco tempo
Tempo mudo
Temo o tempo
Pouco ou muito
Tempo é nada
movimento é tempo
Tempo é ruga herdada
Toda mágoa requer tempo
Tempo cansa
Tempo esfria
Tempo é saudade
Tempo é rebeldia
Passa o tempo
Tempo é fase
Todo tempo acaba
Por que todo tempo é frase
Todo instante sinto o tempo
Tempo é página queimada
Tempo é apressado
Tempo é a ida da estrada
Grito rouco
Berrar é tempo ferido
Tempo é moco
O tempo é pouco
Partir é tempo perdido
Tempo é moço
Tempo chegada
Tempo é velho
Tempo partida
Tempo é lento
Existe sem se ver
Tempo se perde
Para não se achar
Tempo é profecia
Nunca realizada
Muito tempo não existe
Pouco tempo é nada
Tempo é partida
Tempo é estação
Tempo é tempo
E contratempo da vida
Todo tempo é contramão
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