sábado, 18 de abril de 2020

OURO

| | 0 comentários

OURO

Aproveite a eternidade desses dias de isolamento
Para transformar o seu lamento em poesia
Para dançar sem pressa abraçado com a solidão
Escutar essa companheira sempre presente
E a quem pouco você dá atenção
Explore as horas que parecem infinitas
Para pensar nas suas finitudes
E se questionar: já fiz tudo que poderia fazer?
Se a reposta for não... Começar a transformar esperas em atitudes
Não some as horas, multiplique as possibilidades
Use mais o coração
Guarde num canto sua racionalidade
Desconecte o seu ego
Para se conectar com a sua humanidade
Tateie as paredes do seu lar
E entenda que não são prisões
Não é onde você habita que te prende
É o que habita em você que pode retirar suas liberdades
Aproveite o que parece ausente, isolado e duradouro
Seja Midas em seu mito
Toque cada momento desse tempo de reclusão com ternura
E tudo se transformará em ouro

leer más...

sexta-feira, 17 de abril de 2020

O ESPAÇO ENTRE ou ALFORRIADO

| | 0 comentários




Muitos passarão a vida sem viver o que nasceram para viver... E muitos ao lado deles não saberão quem de fato eles são
Muitos só verão uma ilusão
Um representação de nós mesmos
Feita para não contrariar expectativas
Mas de que vale viver uma vida
Que não é de fato real?
Se para cada um você revela uma parte...
Onde estará o seu todo?
Será que estaria morto?
Ou estaria vivo gritando no calabouço que você criou para ocultá-lo?
A vida não tem intervalos
O ato é único e precisa ser virtuoso
Se tem medo de causar desgostos
Desgostosa será a existência que terá que tragar
Em tempos onde as máscaras podem salvar vidas
Retirar máscaras de medo também significa salvação
O invisível deixa ainda mais incerto o tempo restante
Pode demorar anos
Ou o fim chegar nos próximos instantes
Então, até quando ficará preso sem visitas nesse espaço ENTRE das coisas?
Em "isola-mente", uma reclusão não somente do corpo, mas da mente, da essência, da natureza?
Uma pandemia só torna tudo mais urgente
Os diferentes sempre estiveram em isolamento
Invisíveis e presos  à falta de entendimento
Escravizados por uma pobreza cultural
O vírus da desaprovação social, esse nos entra no sangue antes do nascimento
E também é letal...
Quando lançado ao vento
Tira a liberdade
Escraviza o espírito
Silencia os sentimentos
Nos faz forjar afetos convenientes
Personagens e "falsos" relacionamentos
Os sintomas latejam no olhos
Marejantes de descontentamento
Somente você pode despertar sua imunidade
Beber uma dose da boa loucura
Não se importar com as inevitáveis perplexidades
Uma injeção caprichada de coragem nas veias...
Pode curar tudo aquilo que a falsa normalidade camufla
O melhor antídoto será sempre a verdade
A honestidade de se mostrar sem receio
Dançar desnudado sempre será julgado como devaneio
Então, apenas dance
Beije o oposto com ternura
Faça amor com iguais
Viva, seja, exista por inteiro
Não seja refém de equivocadas regras morais
Não se castre deixando morrer o seu eu verdadeiro
Quebre a imagem criada para transitar lá fora...
Vença o medo que te prende no espelho
A hora certa será sempre o agora
Escancare os armários
Quebre os rosários
Viva sem censura os seus desejos
Explore o território entre o belo e o feio
A delicia de não ser certo, nem errado
Homem ou mulher
Branco ou preto
Crie sua existência nesse espaço a que foi empurrado...
Grite: "alforriado"!
E fixe uma bandeira de FELICIDADE
Habitando com poder, o espaço do MEIO.

leer más...

quinta-feira, 16 de abril de 2020

INdeFINITA

| | 0 comentários

"INdeFINITA " 
De toda poesia não vivida, não sentida, de toda poesia negada... Uma dor na alma  e uma ferida da vida deixam de ser curadas... Todos temos poesia trancafiada no espírito... Espreitando a existência pela retina, como um prisioneiro na janela que anseia por liberdade. 
A poesia mais essencial habita em nossos lugares nunca antes navegados... Algumas perdidas, outras encontradas... Muitas seguirão presas em sentimentos silenciados, recalcadas. 
Há quem nunca vai tocá-las com o respeito devido, se permitir sentir o som doce da sua voz, por isso, nunca terá sarada a doença maior desses "tempos sem sol": a desumanidade. 
Quem nunca transbordou poesia não sabe o que é ter uma aura amaciada, leve, transfigurada... A poesia é mão a acalentar o medo durante as tempestades... É irmã mais próxima da verdade, é o infinito ao alcance dos olhos... Poesia é verso e reverso...
É a possibilidade de salvar cada um de nós, órfãos nessa terra do desamor, do desafeto... Reafirmo que poesia é teto, é chão e "uni-versos"... Ela une os versos que estão soltos no tempo e no espaço, criando laços, amplificando gritos. 

Ela nos captura de uma caminhada sem rumo e nos torna visíveis... Dá sentido ao indizível e nos torna compartilháveis... A poesia nos faz acessíveis a outros corpos... É a forma menos violenta de adentrar num outro ser... A poesia faz florescer as partes de nós onde antes só havia desertos. (Ewertton Nunes)  Visite meu blog: www.osaltimbancosonhador.blogspot.com  #poesia #poeta @eduatopsi @poesiaacustica_oficial
leer más...

terça-feira, 7 de abril de 2020

Como cães em frente ao ESPELHO

| | 0 comentários

O que você vê em mim é espelho
E não adianta lançar sobre mim os seus olhos vermelho de acusação
As pedras que carrega nas mãos
Pode guardar no baú de sua hipocrisia
Não adianta fingir que tem alma fria
Pois, sei do calor infernal onde queimam seus pensamentos
Não jogue seus gritos ao vento
Eles retornarão para levar o véu da sua falsa moral
O que faz longe dos olhos alheios
Tem mais peso que as aparências
No fundo temos a consciência
De que nada do que fazemos por nossos desejos é ilegal
Tudo é apenas humano
Mesmo o que está debaixo do pano
Se pensa que não sei as verdades
Eu te digo: "ledo engano"
Você me vê a partir da sua imagem
Não vai admitir
São sempre incômodas as verdades
Como são devastadoras as mentiras
E quem nunca mentiu?
Quem nunca preferiu negar?
Não precisa balançar a cabeça
Pode ser que um dia você simplesmente nos esqueça
Você precisa alimentar a sua vaidade
Dar vazão à sua carnal necessidade
O que nos falta nessa relação é sinceridade
Para admitir o real problema dos nossos conflitos
A sua desconfiança é apenas um alerta
De que existem muitas questões encobertas
Falemos com maturidade sobre esses estranhamentos
Somos dois homens em lados opostos do espelho
Como cães ladrando ao ver o próprio reflexo
Nada deveria nos deixar perplexos
Se tudo o que habita em você
Um dia já morou...
Ou vai morar em mim!



leer más...

VAMOS CONVERSAR?

| | 0 comentários

Oi... Desculpa...
Vamos conversar?
Eu estive ausente, eu sei...
É que eu achava que não tinha tempo
Que desculpa mais covarde essa, não?
Agora o tempo me tem nas mãos e eu não sei lidar com isso...
Eu entendo que não consiga me olhar nos olhos
Por muitas vezes eu também não quis te ver por dentro
Inventei pretextos para estar longe de você...
Você deve estar se perguntando a razão de falarmos sobre isso agora
Mas é porque agora não tenho mais fugas
E vamos ter que conviver frente à frente
Por mais que tenhamos passado anos juntos
A sensação que tenho é de que não temos intimidade suficiente
Acho que olhar para você revela o quando eu não sei por onde andei esse tempo todo...
Foi mal... na verdade, eu fui mal!
Mesmo sem ter a intenção
Eu te joguei dentro de um armário
Junto com tudo o que era necessário é essencial
E agora preciso reabrir gavetas, colocar verdades sobre a mesa...
E enfrentar cara a cara você...
Desculpa se nos perdemos...
Eu te perdi... Eu me perdi...
Mas é hora de me reaproximar de você... De mim...
Hoje só temos um ao outro...
Posso te abraçar?
É muito bom estar de volta! (Ewertton Nunes)
----------------
Poema feito na quarentena, pensando no reencontro que estamos sendo impulsionados a fazer com nós mesmos.
leer más...

sábado, 11 de janeiro de 2020

Dí-VIDA: No DÉBITO ou no CRÉDITO

| | 0 comentários

Dí-VIDA: no débito ou no crédito? 

Como você tem passado a sua vida?
No débito ou no crédito?
Passar a vida no crédito 
Pode nos trazer uma sensação de conforto imediato 
Mas é preciso pensar que a conta vai chegar
E você pode não suportar os juros das suas escolhas
A gente pode apenas estar parcelando o sofrimento 
Adiando a felicidade 
Mas podemos ser devedores resilientes 
Tudo vai depender do grau de comprometimento que se tem com a realidade 
Quanto mais consciente e amistosa for a relação com o real 
Menos peso terá a conta na sua Alma 
No crédito sempre haverá cobranças de outros 
E a liberdade tarda a chegar
...
Passar a vida no débito 
É optar por resolver no agora os seus desejos, suas dívidas com a existência...
É não deixar para depois as responsabilidades 
Passar de uma vez só as verdades, as angústias, os medos...
É entender que o futuro é algo virtual 
E não precisamos criar responsabilidades com o que ainda não existe
E que, talvez, nunca tenha materialidade 
É viver o agora, passar de uma vez só todas as angústias, medos e quereres
Seja qual for a forma de pagamento da sua vida, é preciso entender que tudo tem um preço
E toda dí-VIDA tem  um tempo para ser quitada
Só que o tempo não está a favor de quem é humano...
A humanidade é transitória 
Sendo você um bom ou mau pagador de pendências
E aí... Como vai passar a sua vida, cliente?
No débito ou no crédito? 
(Ewertton Nunes)


Viva o que nasceu para viver HOJE! Passe no débito a sua FELICIDADE! 
leer más...

domingo, 3 de novembro de 2019

Linha da vida

| | 0 comentários

LINHA DA VIDA                              Dizem que o nosso destino está em nossas mãos...
Que tudo está escrito nas linhas tracejadas 
Como um pergaminho 
Que contém segredos sobre as nossas existências
Mas que também aponta alternativas de resistências 
Para suportarmos o que há de vir, antes do inevitável do tempo: a morte.
O que vejo na palma da minha mão são raízes...
Tão entranhadas na pele que não se pode ver o começo ou o verdadeiro fim...
Oh, grande enigma que se esconde nos meus poros...
Se toda pele é um finito oráculo 
Onde se encontram as respostas? 
E como fico eu... Que sinto que minha materia prima são os sonhos?
Estariam as respostas em linhas na superfície da Alma!
E não havendo superfície nela... Teria eu que mergulhar nas profundezas desse desconhecido que não se acessa sendo mortal?
Quando olho a minha mão, retorno à minha fragilidade e finitude humana
Eu vejo que são tão carnais os meus desejos de ser humano...
Mesmo havendo muito de divino neles
Não estou encontrando nessas linhas 
As respostas para alguns dos meus anseios...
E por isso, receio... 
Que muito do que hoje desejo 
Nunca tenha sido destinado a mim
E que nunca terei verdadeiramente aquilo que procuro...
Antes que a linha da vida chegue ao fim
(Ewertton Nunes)


leer más...
Contador de visitas

Seguir

Inscreva-se

Coloque seu email aqui e receba as postagens desse blog:

Você vai receber um e-mail de confirmação

Nº de visitas

Contador de visitas
 
 

Diseñado por: Compartidísimo
Con imágenes de: Scrappingmar©

 
Ir Arriba