quinta-feira, 16 de abril de 2020

INdeFINITA

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"INdeFINITA " 
De toda poesia não vivida, não sentida, de toda poesia negada... Uma dor na alma  e uma ferida da vida deixam de ser curadas... Todos temos poesia trancafiada no espírito... Espreitando a existência pela retina, como um prisioneiro na janela que anseia por liberdade. 
A poesia mais essencial habita em nossos lugares nunca antes navegados... Algumas perdidas, outras encontradas... Muitas seguirão presas em sentimentos silenciados, recalcadas. 
Há quem nunca vai tocá-las com o respeito devido, se permitir sentir o som doce da sua voz, por isso, nunca terá sarada a doença maior desses "tempos sem sol": a desumanidade. 
Quem nunca transbordou poesia não sabe o que é ter uma aura amaciada, leve, transfigurada... A poesia é mão a acalentar o medo durante as tempestades... É irmã mais próxima da verdade, é o infinito ao alcance dos olhos... Poesia é verso e reverso...
É a possibilidade de salvar cada um de nós, órfãos nessa terra do desamor, do desafeto... Reafirmo que poesia é teto, é chão e "uni-versos"... Ela une os versos que estão soltos no tempo e no espaço, criando laços, amplificando gritos. 

Ela nos captura de uma caminhada sem rumo e nos torna visíveis... Dá sentido ao indizível e nos torna compartilháveis... A poesia nos faz acessíveis a outros corpos... É a forma menos violenta de adentrar num outro ser... A poesia faz florescer as partes de nós onde antes só havia desertos. (Ewertton Nunes)  Visite meu blog: www.osaltimbancosonhador.blogspot.com  #poesia #poeta @eduatopsi @poesiaacustica_oficial
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terça-feira, 7 de abril de 2020

Como cães em frente ao ESPELHO

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O que você vê em mim é espelho
E não adianta lançar sobre mim os seus olhos vermelho de acusação
As pedras que carrega nas mãos
Pode guardar no baú de sua hipocrisia
Não adianta fingir que tem alma fria
Pois, sei do calor infernal onde queimam seus pensamentos
Não jogue seus gritos ao vento
Eles retornarão para levar o véu da sua falsa moral
O que faz longe dos olhos alheios
Tem mais peso que as aparências
No fundo temos a consciência
De que nada do que fazemos por nossos desejos é ilegal
Tudo é apenas humano
Mesmo o que está debaixo do pano
Se pensa que não sei as verdades
Eu te digo: "ledo engano"
Você me vê a partir da sua imagem
Não vai admitir
São sempre incômodas as verdades
Como são devastadoras as mentiras
E quem nunca mentiu?
Quem nunca preferiu negar?
Não precisa balançar a cabeça
Pode ser que um dia você simplesmente nos esqueça
Você precisa alimentar a sua vaidade
Dar vazão à sua carnal necessidade
O que nos falta nessa relação é sinceridade
Para admitir o real problema dos nossos conflitos
A sua desconfiança é apenas um alerta
De que existem muitas questões encobertas
Falemos com maturidade sobre esses estranhamentos
Somos dois homens em lados opostos do espelho
Como cães ladrando ao ver o próprio reflexo
Nada deveria nos deixar perplexos
Se tudo o que habita em você
Um dia já morou...
Ou vai morar em mim!



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VAMOS CONVERSAR?

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Oi... Desculpa...
Vamos conversar?
Eu estive ausente, eu sei...
É que eu achava que não tinha tempo
Que desculpa mais covarde essa, não?
Agora o tempo me tem nas mãos e eu não sei lidar com isso...
Eu entendo que não consiga me olhar nos olhos
Por muitas vezes eu também não quis te ver por dentro
Inventei pretextos para estar longe de você...
Você deve estar se perguntando a razão de falarmos sobre isso agora
Mas é porque agora não tenho mais fugas
E vamos ter que conviver frente à frente
Por mais que tenhamos passado anos juntos
A sensação que tenho é de que não temos intimidade suficiente
Acho que olhar para você revela o quando eu não sei por onde andei esse tempo todo...
Foi mal... na verdade, eu fui mal!
Mesmo sem ter a intenção
Eu te joguei dentro de um armário
Junto com tudo o que era necessário é essencial
E agora preciso reabrir gavetas, colocar verdades sobre a mesa...
E enfrentar cara a cara você...
Desculpa se nos perdemos...
Eu te perdi... Eu me perdi...
Mas é hora de me reaproximar de você... De mim...
Hoje só temos um ao outro...
Posso te abraçar?
É muito bom estar de volta! (Ewertton Nunes)
----------------
Poema feito na quarentena, pensando no reencontro que estamos sendo impulsionados a fazer com nós mesmos.
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sábado, 11 de janeiro de 2020

Dí-VIDA: No DÉBITO ou no CRÉDITO

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Dí-VIDA: no débito ou no crédito? 

Como você tem passado a sua vida?
No débito ou no crédito?
Passar a vida no crédito 
Pode nos trazer uma sensação de conforto imediato 
Mas é preciso pensar que a conta vai chegar
E você pode não suportar os juros das suas escolhas
A gente pode apenas estar parcelando o sofrimento 
Adiando a felicidade 
Mas podemos ser devedores resilientes 
Tudo vai depender do grau de comprometimento que se tem com a realidade 
Quanto mais consciente e amistosa for a relação com o real 
Menos peso terá a conta na sua Alma 
No crédito sempre haverá cobranças de outros 
E a liberdade tarda a chegar
...
Passar a vida no débito 
É optar por resolver no agora os seus desejos, suas dívidas com a existência...
É não deixar para depois as responsabilidades 
Passar de uma vez só as verdades, as angústias, os medos...
É entender que o futuro é algo virtual 
E não precisamos criar responsabilidades com o que ainda não existe
E que, talvez, nunca tenha materialidade 
É viver o agora, passar de uma vez só todas as angústias, medos e quereres
Seja qual for a forma de pagamento da sua vida, é preciso entender que tudo tem um preço
E toda dí-VIDA tem  um tempo para ser quitada
Só que o tempo não está a favor de quem é humano...
A humanidade é transitória 
Sendo você um bom ou mau pagador de pendências
E aí... Como vai passar a sua vida, cliente?
No débito ou no crédito? 
(Ewertton Nunes)


Viva o que nasceu para viver HOJE! Passe no débito a sua FELICIDADE! 
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domingo, 3 de novembro de 2019

Linha da vida

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LINHA DA VIDA                              Dizem que o nosso destino está em nossas mãos...
Que tudo está escrito nas linhas tracejadas 
Como um pergaminho 
Que contém segredos sobre as nossas existências
Mas que também aponta alternativas de resistências 
Para suportarmos o que há de vir, antes do inevitável do tempo: a morte.
O que vejo na palma da minha mão são raízes...
Tão entranhadas na pele que não se pode ver o começo ou o verdadeiro fim...
Oh, grande enigma que se esconde nos meus poros...
Se toda pele é um finito oráculo 
Onde se encontram as respostas? 
E como fico eu... Que sinto que minha materia prima são os sonhos?
Estariam as respostas em linhas na superfície da Alma!
E não havendo superfície nela... Teria eu que mergulhar nas profundezas desse desconhecido que não se acessa sendo mortal?
Quando olho a minha mão, retorno à minha fragilidade e finitude humana
Eu vejo que são tão carnais os meus desejos de ser humano...
Mesmo havendo muito de divino neles
Não estou encontrando nessas linhas 
As respostas para alguns dos meus anseios...
E por isso, receio... 
Que muito do que hoje desejo 
Nunca tenha sido destinado a mim
E que nunca terei verdadeiramente aquilo que procuro...
Antes que a linha da vida chegue ao fim
(Ewertton Nunes)


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domingo, 13 de outubro de 2019

FICAR

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Não antecipe a sua partida antes mesmo da sua chegada
Apenas chegue... Não precisa falar nada
Nem contar o tempo 
Esse sempre esteve entre nós
E quando chegar a hora
Dê o abraço de despedida
A gente não precisa anunciar o inexorável da vida...
As coisas que não podem ou não querem mudar 
Eu não queria ter que dizer as últimas palavras
Apesar de já tê-las decoradas 
A verdade é que nem sei se de fato você esteve aqui...
Se o acaso te trouxe mesmo
Ou se foi a minha necessidade de ter uma alma perfeita para amar... 
Não consigo distinguir o real
Daquilo que foram apenas desejos unicamente meus
Talvez nada tenha existindo de verdade 
Quem sabe tudo não passou de um sonho ou virtualidade...
De uma potência de ser                    Que desaparecerá no momento em que eu não mais te procurar...
Não precisa antecipar o tempo da despedida 
Depois de cada último beijo tenho sempre a sensação dolorida de adeus
E por mais que fosse possível 
Que se destroçassem os relógios e as horas...
Sempre teria um motivo para partir 
Uma razão para não se demorar... 
Ainda que tudo se fizesse liberdade 
Tenho a incômoda sensação de que a sua escolha nunca seria...
FICAR

(Ewertton Nunes)

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POEMA PARA VOCÊ LEVAR PARA O OUTRO LADO

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POEMA PARA VOCÊ LEVAR PARA O OUTRO LADO  

Todo instante é véspera de partida 
Incerta é a hora da despedida...
Quem vai ou quem fica 
Nada sabe sobre o depois 
Um singelo aperto de mão pode ser o derradeiro gesto de afeto 
Vai... A porta se abriu 
Melhor seria atravessa-la 
Quando a vida estivesse distraída 
Mas agora não dá... Todos já sabem que o tempo daqui finda depressa  
E o de lá vai começar a qualquer segundo... 
Atravessa para o outro lado sem receio
Não precisa ter apego por este mundo 
Tão cheio de possibilidades
Mas tão perdido em pobrezas 
Não tenha medo de abandonar o teu teto
A madeira que hoje cobre o teu corpo não é lar 
É apenas um consolo para quem fica a lamentar o próprio destino incerto 
Tua Alma vai no sopro desse último suspiro 
Ela segue leve como sempre foi o teu sorriso amplo 
E vai pousar nos sonhos que nunca alcançou
Como uma borboleta que descansa numa flor recém desabrochada 
Antes da tua viagem alguns pediram descanso para o teu corpo 
Querendo antecipar o fim da tua jornada 
Outros tinham ânsia de um milagre para a tua condição 
Acreditando no poder silencioso de uma oração que ajudou a amenizar dores
As suas dores e as nossas dores
Mas chegou o momento e você partiu...
Preferiu não esperar o fim da festa
Você já sabe o que espera a todos no fim de tudo... 
Do lado de cá da porta que nos separa do invisível eu penso:
Afinal, será que a morte não é o maior de todos os milagres? 
...
Essa resposta ninguém nunca terá...
Nunca...
Como eu sei disso?
Eu não sei... Mas isso não importa 
Só sei que uma hora todos nós vamos atravessar essa porta 
Numa inevitável travessia 
Enquanto não sou convidado a entrar
A dançar essa incompreensível sinfonia do adeus 
Queria que levasse contigo esse poema
Sei que você está aí do outro lado e pode nos escutar... 
Vou colocar esses versos aqui debaixo da porta...
Por essa brecha de luz que escapa é que vemos o mistério que nos arrebata 
E nos deparamos com inexplicável de toda existência... 
Espero que leia com Felicidade o que passo agora para o outro lado...
Que sinta esses versos 
Como o toque sincero do abraço que não tive tempo de dar...
Guarda esse poema e me diz o que achou dele
Quando aí do outro lado eu chegar

(Ewertton Nunes)


Em memória de Magaly 

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