sexta-feira, 16 de julho de 2010

UM POEMA PARA VOCÊ FLUTUAR

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Ela ainda sonha com um verso de amor que te faça flutuar

Revira canções e livros em busca de encontrar um ideal


Em seu diário virtual recortes de rostos...


Pedaços de príncipes encantados que circundam o seu imaginário


A mulher com alma de menina só deseja viver todos as cenas clichês do cinema


Protagonizar a cena de beijo perfeita que faz ofegar corações como o seu... Românticos


O seu íntimo cria um mosaico de todos os perfeitos amantes que adimira


Ás vezes a sua realidade de mulher moderna a faz se sentir "Alice" retornando do país das maravilhas


O amor é uma excessão que vive oculta na dimensão dos olhos de alguns...


Ela só queria encontrar uma voz compatível com as necessidades do seu ouvido


E conseguir se entregar leve...


Ser conduzida pela falta de gravidade de amar sem medo


Vez por outra ela se lança em tentativas


Mas depois percebe que nenhuma delas te tirou do chão


É duro ter o corpo de mulher e as ilusões de uma garota


Muitas vezes se percebe presa em momentos passados que faziam mais sentido


Revive nos sentidos a sensação do tempo em que a espera por alguém especial não parecia ridículo... Era permitido


Ás vezes finge não se importar que o que mais deseja chegue logo


Uma tentativa de enganar a ansiedade que toda espera nos impõe


Ela pode até praguejar coisas duras sobre o amor na contemporaneidade


Mas toda noite, deitada em sua cama antes do sono chegar


O seu corpo precipita-se ao encontro com o homem perfeito,


Um príncipe encantado esculpido pelos seus mais puros desejos


O seu corpo transfigura-se quando ele a toma em seus braços


Ela não tem mais pele, ossos e razão


Da boca dele saem as palavras que tiram o peso seu do corpo e inflam a sua alma


Leve e completa ele a faz flutuar


Com os versos de amor que ela toda noite sonha ouvir.

ESSE POEMA É DEDICADO A ANDREZZA TELES.


Uma encantadora pessoa recém descoberta, que assim como eu, sabe dar valor à sensibilidade das coisas mais fundamentais... No topo destas coisas, é claro, está o AMOR.










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quarta-feira, 14 de julho de 2010

MATE TEUS...

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Mate teus medos...
Mate teus receios de infelicidade
Mate teus pesadelos, a dúvida que te aconselha a hesitar
Mate teus pessimismos, pois dar certo também pode acontecer
Mate teus covardes desejos se eles estiverem te impedindo a coragem...
Mate teus maus ditados de amor... Não existe nenhuma verdade quando se trata de sentimento
Mate teus isolamentos e se entregue a doçura de partilhar o toque, o beijo, o prazer...
Mate teus "nãos" para que o sim possa ser uma alternativa certa também
Mate teus devaneios se eles não quiserem te levar longe
Mate teus sonhos até, se eles não forem do tamanho da sua grandeza
Mate o que for preciso... Só não mate teus olhos, teu sorriso que emana a verdade que não mais encontramos nos homens
Mate tudo o que não quiser ser plenamente, só não mate aquilo que quer ser seu, pois, se algo nos deseja é porque somos imã...
Mate tudo e qualquer coisa...
Teus piores e mais incômodos sentimentos
Só não mate teus novos possíveis amores
Esses não tem culpa de erros que não foram teus
Mate teus medos... Mate teus passos comedidos... Mate teus receios escondidos de começar de novo.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

UM CORPO ESTRANHO

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Um corpo estranho está atacando o meu sistema nervoso
Eu sinto em todas as partes uma sensação nova...
Algo está querendo afetar-me intensamente
Acho que estava sem defesas
Devo ter facilitado o acesso.
Sinto nos olhos um contorcer involuntário
Quando me dou conta estou sem eixo, sem foco...
O peito também parece dilatado, como se uma coisa quisesse mais espaço por dentro
É uma doença, só pode ser...
Mas uma doença que não danifica, como pode ser isso?

É físico, é metafísico, é espiritual?
A respiração fica pesada por conta da taquicardia que cresce com o correr do pensamento.
Deve ser aquele vírus...
Aquele que nos modifica a normalidade das coisas
E nos lança numa inquietude boa
Na ânsia de querer que as horas passem
Que tudo acelere e que no momento do encontro o relógio seja quebrado
Como todo vírus só precisa que baixemos a guarda para que retorne
O pior é que ele não vai nunca sair de nós
Ah! A paixão...
Estou hoje sentido de novo os seus sintomas...
Renovados e surpreendentemente sutis
Tomara que na sua intensidade seja assim, sempre branda
Que a sua chegada não cause danos em mim.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010

A CHAVE DO INFINITO

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Eu preciso da chave do infinito

Preciso me trancafiar numa dimensão muda

o teu silêncio é um grito que me sangra os ouvidos

Eu quero levar comigo

a última imagem que tenho do teu corpo

Eu quero abrir a porta do infinito

E deixar apenas entrar a lembrança

Do dia em que quis que a vida se fosse

Pois você dormia tranquila e eu era inteiro

Eu preciso da chave do infinito

Antes que o mundo me acabe

E eu sucumba aflito
.
Obrigado Carol Vaz pela inspiração... Às vezes a embriaguez pode nos trazer lúcidos (Telles) versos. rsrsrs
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sábado, 12 de junho de 2010

APENAS UMA REFLEXÃO SOBRE O AMOR...

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O amor na verdade é quem nos sopra... De um lado para o outro...
Ás vezes nos deixa em rodopios de solidão, suspensos...
Uma hora ele torna a nos soprar para outro encontro com a fugaz realidade de querer alguém, mas logo somos novamente transportados para outra dimensão de dor e desejo...
O amor invetou o beijo para poder circular livremente entre dois corpos.
O amor também inventou o paradoxo, é ele que nos faz querer e não querer ao mesmo tempo, pois, sabemos o que acarreta o seu fim...
Mas o amor possui um algoz, mesmo sendo ele vento forte, se torna pequeno diante do tempo e a sua condição de criança inexperiente e travessa aflora diante da sabedoria daquele que sabe mais e cura tudo.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO (CONTO)

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- Vira!
- Foi uma brincadeira, cara!
- E quem disse que eu não estou brincando, eu não pareço me me divertir? Cadê o sorriso rapazes? Vocês dois pareciam tão alegres! Tirem par ou ímpar pra ver quem começa a diversão? O que foi rapazes? Onde estão os corajosos machões? Tá bom... Então vamos fazer do meu jeito: une, dune, tê, salamê, minguê, o babaca escolhido foi... Você! Baixa as calças!
- Tá tirando onda?
APONTA A ARMA PARA A CABEÇA DELE.
- Não estou não! (BAIXA AS CALÇAS) Baixa logo a porra das calças! Pau pequeno, hein? Você deveria pensar muito bem antes de querer dar uma de hetero comedor... Com uma miniatura de pau dessa tá difícil fazer sucesso com as mulheres.(RI) Eu fico impressionado com vocês heteros não sabem apreciar uma boa piada! Eu não entendo como vocês não conseguem zombar de vocês mesmos quando se olham no espelho. Vamos ver se o nosso outro amigo tem mais humor... Chupa!
- Vai se fuder seu... (TIRO NO PÉ)
- Completa! Eu vou adorar dar um tipo bem na sua língua, seu cérebro de mosca! Tá gemendo? Pensei que homens de verdade não sentissem dor.
- Na boa, meu chegado... Vamos esquecer essa parada, mano?
- Olha só... Agora você é "mano" de viado? Como o medo muda as pessoas... Trogloditas viram mocinhas educadas.
- O que você quer pra deixar a gente ir embora?
- Vai depender do seu amigo... (PISA NO PÉ DO TIRO E APONTA A ARMA PARA A CABEÇA DELE) Quer ir embora? Te dou duas opções : bala na boca ou boca na pica.! Qual vai querer?(PAUSA) Isso rasteja até lá... Faz esse pauzinho crescer na sua boca porca, vai! Mostra que você sabe usá-la pra outra coisa que não seja ofender as pessoas. Viu só como não tem nada demais um homem chupar o outro? Não para! Eu digo quando estiver satisfeito. Ei, pinto de criança! Confessa que você sempre sonhou com isso, vai... Talvez não nestas circunstâncias, mas conta que você já bateu várias pensando na boca gostosa do teu mano, aí! Já chega! Ele tem cara de quem demora muito a gozar, seria preciso ficar horas aí chupando o pintinho dele e eu não sou tão cruel assim... O que ocorre é que vocês tiveram a infelicidade de serem as vozes que quebraram o cristal da minha tolerância. Pode não parecer rapazes, mas poucas são as coisas que me tiram realmente do sério, a questão é que vocês acertaram na ferida que nunca consegui sarar. (PAUSA) Uma coisa me consume por anos, desde quando eu era menino e nem sabia o que era o desejo. Todos já notavam a característica que abominam num homem, mesmo que ele ainda não tenha cosciência da sua condição "aberrante". Um dia , sem mais nem menos, meu pai me proibiu de brincar na rua, ouvi uma conversa entre ele e a minha mãe e descobri que todos comentavam: vai ser bichinha e não demora muito estará dando pra todo mundo! Passaram-se anos, e eu me tornei observador da liberdade, na condição de espectador via as crianças nas ruas a brincar... Eu não entendia que mal eu tinha feito para estar permanentemente de castigo. Mas para a infelicidade dos "homens" as coisas que não nos dão prazer também crescem! Os anos passaram, e em mim floresceu aquilo que era apenas um pequeno broto... Ninguém entendia que não se tratava de escolhas, foram necessárias muitas surras para que meu pai aceitasse o fato de nada poder fazer contra a minha natureza. Com as mãos e orgulho cansados, pendurou o cinto que tantas vezes me feriu as costas e se enforcou... Só a partir daí eu comecei a sair de casa, achava que lá fora poderia andar tranquilo... Não foi bem assim, tenho sentido todos esses anos as ruas me aprisionando, os olhares quando passo não conseguem disfarçar a repugnância... Foi preciso sair para descobrir que sou mais livre quando estou dentro de casa. Ao menos as paredes não podem gritar: Olha o viado! Não há um dia que eu não saía de casa sem ouvir isso, as rezas que faço nunca resolveram... Talvez Deus, lá de cima, também grite a mesma coisa! Quem sabe ele não use a boca dos outros para disseminar o seu preconceito. Eu sei que ninguém é obrigado a aceitar o que não é comum, mas o que não adimito, é que vocês preconceituosos, deixem o incômodo dos seus olhos chegar até mim. Hoje é o meu aniversário, e eu só queria andar tranquilo... Eu que gosto tanto de ver as árvores nas calçadas. Daí vem vocês e gritam: olha o viado! Aposto que se surpreenderam com este aqui, não foi? Não imaginavam que eu seria capaz de roubar um carro e pegar vocês onde estivessem... É que hoje é meu aniversário e eu me disse: Hoje não! Eu prometi pra mim: hoje eu estouro o cú daquele que me impedir de ser livre nas ruas. (PAUSA) O viado quer que os machos tirem a roupa! Tirem a roupa! (TIRO PARA CIMA) De quatro, anda! (TIROS)
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PRODUTO DA MEMÓRIA

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Sou o acúmulo de tudo o que vivo, uma junção de todas as histórias que a vida me proporcionou viver. No palco a vida fictícia, na vida os sentimentos que não consigo compreender.. Sou então como qualquer mulher, afinal, toda mulher é o produto da sua MEMÓRIA
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