domingo, 21 de abril de 2013

DE "TON" EM "TON"

| | 0 comentários

DE "TON" EM "TON"

Eu não sei se seria de bom “ton” falar sobre o dia de hoje
Nem que “ton” deveria usar ao relatar o que experienciei
A alma possui “tons” próprios
Que se modificam com o manuseio
Sei que uma música nova emana
De “tons” graves a agudos “tons” ela flui

Na paleta de sentimentos dualistas
... Toda cor tem ao menos dois "tons"
E o pincel que outrora ornou de sombra os dias
Muda o "ton" e traz à noite uma rajada de luz

No meu “ton” ou no seu “ton” a mesma motivação
Um alguém fora do “ton” que consegue harmonia
Nossas identidades partilhadas
Semi”ton”am semelhanças
E nossas peles estão revestidas de “tons” do passado, presente e futuro...

Ainda que reverbere um ou outro "ton" dissonante
A última sílaba do derradeiro verso não fraqueja:
É precisa, é "ton"ica!
E o farol que se ocupava em vigiar fantasmas
Hoje projeta, num painel em "tons" pastéis, um provérbio modesto:
-Pense duas vezes antes de elevar o "ton"..."sempre"!

Poema escrito por Everton Mesquita e Ewertton Nunes (via facebook)
leer más...

sábado, 6 de abril de 2013

COISAS

| | 0 comentários

COISAS

Não sei o que de fato vivo
Nem se é fato essa "coisa" indefinida
Vida é "arteFATO"
Um achado súbido numa dimensão invisível e submersa em estranhas coisas que de fato não existem
Ou existem?´
De fato não sei...
A vida é mais ARTE do que fato
Fatídicos desencontros presos em encontros complexos
... Complexo devo ser eu
FATO!
Complicador dessas "coisas" todas
Complicador... Complica a dor
Não estou para complicar nada
Nasci para facilitar a vida
FATO?
Não sei... Sei que tudo se complica sem que eu coloque as mãos
Porque, o fato é que mão nada definem
Definham, isso sim
Na verdade complicada é a existência dessas "COISAS" indefinidas
FATO... FATO!
Meu olFATO me diz que alguma COISA está definida dentro dessa indefinição toda
Mas o fato... É que eu... Eu não estou inserido nela

EWERTTON NUNES

Obs: Esse não é um poema feito com tristeza, nem cobranças... E de FATO um poema com sentimentos INDEFINIDOS
leer más...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

DONO DE MIM

| | 0 comentários

DONO DE MIM

Sabes o que significa te tornares dono da minha poesia?

De toda essa saudade que chega no segundo seguinte à tua ausência?

É como possuir a parte mais rica do meu universo

Aliás, é como te tornares o próprio verso... Habitando soberano em cada intenção

Sendo o verbo maior que há em mim
 

Fazendo-se a única carne para meu deleite perfeito

Dou-te agora todos os meus sentidos

E te faço senhor da minha inspiração

Quero que derrames sobre minha vida teu sorriso

Compreendi... Sem medo, receio ou cobrança

Lembra-te que sou feito da dança

Que segue ao som da melodia ideal

Estás vendo o limite de tudo que quero te oferecer a partir de agora?

Claro que não vês... O que desejo agora não tem limites visíveis

Nem palpáveis... Serão sensoriais

Pega... Escolhes a parte de mim que queiras

Mas não esqueces as demais que são suas também

Leva-me aos poucos, ou por inteiro...

O amor-apaixonado é o futuro da nossa alma

Que no presente já canta timidamente na janela desses nossos olhos encantados

Não tenhas dúvidas...

Já me tens para teu companheiro

É... O destino foi certeiro

Quando permitiu uma segunda vez para confirmar o que seríamos

"Alguma coisa está fora da ordem", Caetano não mente em seu conselho

E estar fora da ordem nesse momento... É o indício de vida, de embrião, de natureza sendo gerada...

Isso é o movimento do aMAR encontrando-se com a paixão latente

Deixes... Não por acaso a ordem foi desencantada

É que algo maior do que o planejado chegou para nos trazer novas historias

E novas alegrias... E novas possibilidades para nossos quereres

É hora de deixar as unhas crescerem

Abrindo mão de ansiedades tolas

Respeito o teu passado e os teus elos eternos

E quero que o meu laço também se estenda até essa condição

Está vendo o meu corpo aberto e sem ossos?

Estou líquido para me adaptar ao espaço novo que abres para eu ocupar


Desfigurado, adornando, tranquilizando...

Lembras da sensação do teu corpo no mar?

É essa que nos inundará os dias

Sensação de estar abraçado por algo que nos toca a pele e a alma sem dedos

Sabes o que significa ser o senhor dos meus olhos?

É ser o dono do mais sublime que há em mim










leer más...

sábado, 30 de março de 2013

SOBRE PÁSSAROS, CAVALOS E LIBERDADES

| | 0 comentários

Talvez tenha chegado o tempo de aprender sobre liberdades
Falo "liberdades" por acreditar que ser livre é uma condição plural
Quero aprender como levar algo para dentro de mim que dance sem "AMARras"
Pleno e leve como um pássaro aprisionado no céu
Porque afinal de contas, o céu também tem fronteiras
E o meu corpo não seria uma prisão para qualquer sentimento?
De fato pele é algo fronteiriço
Que se encerra na sua dimensão mortal
Quem sabe seja no espírito que voe essa liberdade
Como na dimensão invisível do espaço
Que não tem fins paupáveis
Sinto que é chegado o tempo
De enteder sobre libertAÇÃO
Ou no caminho contrário da palavra, aprender sobre a AÇÃO LIBERTA
Liberdade de vidas que são aspiradas para dentro
Roubadas da respiração diária das paixões
Que tende a seguir o caminho comum
Daqueles que se arriscam em buscar no outro um pouco mais de si
E que nunca se confunda a ampliação do terrítório
Com o espaço para a libertinagem ser semeada
Manuel Bandeira entenderia o medo de tal confusão
Sei que todo ato libertador é arriscado
Ainda mais quando se quer chegar a um amor consistente
Há que se pensar que amor e liberdade são antagônicos
O desafio é irmaná-los... Torná-los sinônimos
E é justamente aí que sinto que é chegado o tempo
De provar para quem projetou o coração
Que liberdade , por mais controverso que pareça, é um cavalo domável
Pode correr pelos campos, mas sem nunca esquecer do cavaleiroa
Pássaros e cavalos selvagens só precisam correr
Por céus e campos que pareçam outros
Mesmo que por ilusão
Afinal, céus e campos são feitos da mesma natureza
Sinto que hoje quero trocar liberdades
E criar um espaço sem limites dentro desse universo que sou
Para que todas e quaisquer froteiras também possam desaparecer

leer más...

sábado, 23 de março de 2013

ADEUS A UMA AVE SELVAGEM

| | 0 comentários

O que acontece quando se tenta aprisionar uma ave selvagem...

Que possui instintos maiores do que qualquer entendimento?

Corre-se o risco de aprisionar naturezas

Ainda que as gaiolas criadas por você sejam feitas dos melhores sentimentos
Dos mais nobres motivos...

Por detrás de toda proteção em demasia

De toda necessidade de contemplação isolada da beleza

Há a sombra de um egoísmo

Que se esconde tão bem nas frestas do amor, da dedicação...

É quase invisível o mal intrínseco em toda benevolência

O fato é que cedo ou tarde você precisa fazer uma escolha

Ou deixa que a natureza dos pássaros selvagens seja a regente do destino deles

Ou você continua aprisinando até que eles se percam, definhem no caminho ilusório do seu amor

Esse é um poema feito em despedida

As aves chegam, pousam em nosso ombro...

Encantam-nos com a sua liberdade...

Mas precisam retornar ao primitivo ancestral da sua gênese

Quero apenas que leve em seu bico esses últimos versos

Tão cheios ainda de esperanças desnecessárias

De acúmulos e viagens lindas por tuas asas

É chegado o tempo de te ver sumir no horizonte

De olhar para o céu e enxergar apenas revoadas

Porque todos os pássaros juntos são iguais

Um conjunto belo, porém, sem individualidades...

E eu amo seres vivos que me deslumbram por seu voo único

Todo último poema à memória de algo tem sempre um tom triste de partida

Quase fúnebre, doloridamente silencioso...

Os meus olhos passarão um tempo sem procurar no céu

A imagem de um momento refletido em nuvens

Sem querer nada além da paz que existe num horizonte aberto

Quem sabe um dia um pássaro qualquer pode pousar em minha janela

E sentir alegria ao me ver dormir

Nesse instante eu também sentirei o som novo de um canto

Um espanto doce de ser observado

Por quem hesita em se aproximar dos homens

E dessa vez eu não criarei gaiolas

Muito menos armadilhas para beija-flores

Deixarei apenas que venha quando a minha janela for a que melhor
A que mais se enfeita e alegra para receber visitas inesperadas...

Infelizmente, assim como os pássaros, os poetas não conseguem viver sem pouso seguro

E tão logo esse poema de despedida se encerre

Um novo tempo para as aves e os sonhos começará

E eu não mais sentirei a presença de um passado

Que me pegava pelo bico e me fazia horas feliz

Noutras horas a confusão sem controle

Tudo ficará longe... Como a ave que some...

Que fica pequena, até não ser nem mesmo um ponto nas cores de um entardecer

Para mim toda história começa e termina com palavras

Elas são a areia que jogo para cobrir o que morreu ou deve morrer

Pássaros... Passararão

Então, vou adormecer agora...

Para quem sabe amanhã ter alguma surpresa cantando na minha janela.
Uma ave que queira aproximar a sua natureza selvagem
Da minha natureza...
 
Essa que está aprendendo a respeitar... Deixar partir...
 
O que de fato nunca nos pertenceu



 
leer más...

sexta-feira, 15 de março de 2013

VERSOS CORTANTES

| | 0 comentários


Perdoa-me por te ferir profundamente
Essa é a única arma que tenho para matar o que me faz mal
Outras armas derramariam muito sangue
E a hemorragia que quero é interna
Nos órgãos mais sensíveis e na consciência
Feridas externas cicatrizam
As que sangram por dentro
Ou nos matam de vez, ou nos ensinam a valorizar o melhor
Se te apunhá-lo no peito com as minhas palavras
É por incompreender motivos de partida
Não assimilar escolhas pobres
E a desistência de histórias plenas
Enquanto eu sangrar, nos teus olhos há de espirrar o vermelho
Se a minha paz não chegar
A tua não poderá se antecipar à minha
Continuarei usando as armas que tiver em mãos
Já que não tens humildade para resgastes
Muito menos para salvações
Não desfrutará um dia sequer da minha ausência
Ainda que na memória
Ouvirá o ecoar desses versos agressivos
De palavras cheias de vidro
Preparadas para cortar
O melhor de mim só aguarda um pedido
Um chamado, um reconhecimento...
Um perdão sincero
Mas enquanto você vai brincando de me esquecer em qualquer corpo
Em cada um diferente todos os dias
Explorando o vazio que fica depois da cama
Eu continuo sangrando papéis
A minha dor não pode existir sozinha

Ewertton Nunes

leer más...

PROMÍSCUA IDADE

| | 0 comentários

PROMISCUIDADE
PROMISCUA IDADE
QUE VAI DO COMEÇO DA PUBERDADE ATÉ QUANDO?
ATÉ QUE SE ESGOTE A LISTA?
QUE SE ACABEM OS GRATUITOS DA PISTA?
ATÉ QUANDO O SEXO EXISTA?
E O LIMITE?
ELE EXISTE?
A LIBIDO SE ENCERRA?
OU SOMENTE QUANDO O CORPO SE ENTERRA?
QUANDO A VIDA DER AINDA MAIS INDÍCIOS?
SEXO É DESEJO OU É VÍCIO PARA IDADES AVANÇADAS?
NESSA IDADE VALE MAIS O TUDO?
OU O NADA?
OU O QUE VIER É MUITO?
IDADE PROMÍSCUA
QUE NÃO CESSA A PROCURA
A PREENCHER AS LACUNAS
QUE OS HOMENS MESMO CRIAM PARA SI
PROMISCUIDADE É CARÊNCIA OU SOLIDÃO?
INCAPACIDADE DE USAR A PRÓPRIA MÃO
PARA PERMANECER FIEL A UM SÓ?
SEXO É SEDE OU FOME
SERÁ ALGUMA COISA QUE AINDA NÃO TEM NOME?
SER PROMÍSCUO É UMA VIRTUDE DO HOMEM?
SER PROMÍSCUO É UMA VIRTUDE DO HOMEM?
OU SERIA O SEU PIOR DEFEITO
NÃO TEM DE FATO JEITO
ESSE DESCONTROLE ANIMAL
QUE TRANSFORMA TODO HOMEM “MORAL”
NA IMORALIDADE BÍPEDE ENTRE QUATRO PAREDES
EM QUE IDADE ADORMECE A PROMISCUIDADE?
ELA VAI INTEIRA OU DEIXA SUA METADE?
VAI-SE DE VERDADE
OU NUNCA A DEIXARÃO PARTIR?
NUNCA AMARÁ DE VERDADE O HOMEM DO SEXO?
VIVERÁ SEMPRE RELAÇÕES SEM NEXO
TRAZENDO NOVOS CORPOS PARA SEUS TETOS
VIVERÁ SEMPRE ENCONTROS FEITOS DE TESÃO E NADA MAIS?
MAS A SOLIDÃO PEDE CARONA NA ESTRADA
E QUEM USA TUDO O TEMPO TODO
ACABA COM O ESTOQUE QUE TEM
NOVES FORA É VIDA SEM
SEM NADA DE VALOR REAL
PROMÍSCUA IDADE NÃO LEVA EM CONTA
SENTIMENTOS OU VIDA PRONTA
ESTÁ SEMPRE A PROCURAR
ATÉ QUANDO?
ATÉ QUE IDADE A VIDA É PROMÍCUA?
OH! PROMISCUIDADE!
QUANDO SE APOSENTA?
leer más...
Contador de visitas

Seguir

Inscreva-se

Coloque seu email aqui e receba as postagens desse blog:

Você vai receber um e-mail de confirmação

Nº de visitas

Contador de visitas
 
 

Diseñado por: Compartidísimo
Con imágenes de: Scrappingmar©

 
Ir Arriba