segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ESCUTA...

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A gente sempre está em trânsito


E no meio desta avenida movimentada e caótica da existência


Somos quase atropelados todos os dias...


Viver é estar sempre por um triz


Ruidosa e tumultuada é a atmsofera que nos precipita ao esconderijo


Quando em meio ao caos tapamos os ouvidos e o barulhos se extinguem...


O silêncio nos diz as coisas que não gostaríamos de ouvir


Pois eis que surge o diálogo mais difícil de estabelecer...


A conversa transparente com a nossa solidão


Um papo reto e sem rodeios


Alfnetes de constatação nos inquietam o peito


Pois a verdade que antes gritava em meio ao tráfego barulhento das nossas criações


É agora um sussuro ensurdecedor


O silêncio é o som mais agudo que nos penetra o ouvido


Escuta...


Se queres medir o volume o qual está ouvindo a sua vida, põe-se em silêncio...


Neste instante o teu corpo dirá a violência que tens causado a ele


E os anos prenunciarão os riscos das tuas escolhas


Escuta além da tua natureza... Essa é enganadora


Herança do Éden, condição traiçoeira que nos foi deixada para inebriar


Um castigo pela nossa fraqueza perante as tentações


Amplia o teu ouvir... Escutar é não ouvir absolutamente nada do que se deseja.






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domingo, 14 de novembro de 2010

CANÇÃO DA MADRUGADA

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“Veja você...”
Não me incomoda a voz que invade o meu sonho
“Arco-íris já mudou de cor...”
Pois a vida me chama a ver poesia, inesquecível poema de memória.
O espectador na madrugada registra a mais bela fotografia do adeus
“Uma rosa nunca mais desabrochou...”
A imagem formava a triangulação perfeita de um filme em preto e branco
A moça recostada na porta possui uma voz que me toma como as velhas canções que arranho nos discos...
Canções que ouço todos os dias com melodias renovadas
“E eu não quero ver você com este gosto de sabão na boca...”
A luz que saia do quarto iluminava a face da protagonista ideal do encontro-partida
Não sei se era a solidão que a escolhia para o papel ou o contrário
“Veja meu bem... Ou é começo do fim, ou é o fim”
Tinha o olhar etílico dos que sentem demais as coisas da vida
Cantava com a suavidade que pesa no coração de quem parte mas queria ficar
“Eu vou partir pra cidade garantida, proibida...”
Uma canção purifica os encontros que demoram a acontecer
E profetiza a eternidade temporária de um vão de instantes
“Arranjar meio de vida, Margarida... Pra você gostar de mim...”
Está no lugar intocável da alma a poesia que senti na véspera do recomeço
Não importa quanto tempo leve até um reencontro, tudo se reconstrói...
Está preso na canção que ouço todo dia como se fosse a primeira vez.
“Essas feridas da vida, Margarida... Essas feridas da vida amarga vida... Pra você gostar de mim”.

Poema feito após o FESTIVAL NORDESTINO DE TEATRO DE GUARAMIRANGA no CEARÁ. Feito com a SAUDADE de uma pessoa linda JULIANA VERAS (Alma intensa, voz doce e melodiosa... ATRIZ encantadora)A sua voz me acordou na madrugada... E eu me fiz FELICIDADE.

Imensa SAUDADE desta mulher, atriz, poetisa, cantora... JULIANA VERAS ! A SUA VOZ ME FEZ DESPERTAR NA MADRUGADA e me trouxe uma FELICIDADE que guardo comigo até hoje.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

À FLOR DA RESILIÊNCIA

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A catástrofe é apenas a pespectiva nebulosa do nosso olhar


Tudo veio abaixo... Ilusão não é um alicerce seguro



Por muito tempo a sua beleza também havia se tornado entulho



O que num dia era a forma melhor no outro era menor do que o pó



Vagando pela névoa cinza de desesperança não via a glória em sobreviver



Sentia-se avarenta por não conseguir morrer um pouco



Mas frestas de luz também ultrapassam dor



E quando isso acontece a escuridão se surpreende com a capacidade de regeneração do tempo



No meio dos escombros um espelho intacto



Onde ela conseque se ver...



Neste instante os caláfrios percorrem-lhe o corpo como um vendaval...



Ela está viva! Ela está ainda mais forte!



A sua imagem decompõe-se ao passo que a sua pele se descama



O que veio ao chão foi a torre que ela escolheu



Quanto mais íngrime ficava, mais se predestinava ao desmoronamento




No momento em que o tudo se irmanou ao nada



O caos recriou a sua melhor condição





Era como se fosse a primeira mulher do mundo mordendo a maçã proibida




Redescobrindo-se perfeita para a vida e os seus prazeres



Despida do medo de construir o mundo do jeito que ela quiser ela renasceu



É físico o fenômeno que a deixa à flor da pele



Hoje ela controla os seus temporais


E agora ela entende que a adversidade é apenas a certeza de que o melhor vem depois


A resiliência é a flor que ela colhe em meio a um jardim de migalhas


E voluptuosamente coloca em seus cabelos enquanto passeia nua pela vida...


Recontruindo novos sonhos ...


Esquecendo aqueles que ficaram soterrados ali atrás.



Este poema eu DEDICO a CÉLIA TAVARES e o seu estado permanente de RESILIÊNCIA. Que seja essa a melhor palavra, a única que nunca deixemos desaparecer nos escombros da existência. TE AMO!
















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terça-feira, 9 de novembro de 2010

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O meu corpo possui uma sabedoria que refaz tudo o que sei sobre mim

E assim percebo que nada sei sobre o meu corpo

Ele possui as suas próprias vontades

A autonomia suficiente para me abandonar e se achar no espaço

O seu próprio tempo de memórias

Eu quis preparar o meu corpo para a liberdade

Hoje ele segue a palpitar sem mim

Ir em busca de sensações ancestrais fez romper a linha tênue que suspendia o meu espírito

E o afastava do meu corpo

Nesta dança nova que o meu corpo faz sozinho sou um mero observador

Surpreso com um encantamento de verdades

Verdades que não sei exatamente onde encontrei

E o meu corpo livre "só" sente... Sente tudo e tanto

Eu perdido em espanto não entendo como posso dançar sem mim

Mas a dança não precisa de entendimento e razão

Essa verdade a minha alma nunca vai assimilar

Mas o meu corpo não... Por isso, o meu corpo rodopia e se expande em total liberdade

Criando as suas nunces com entrega... Com riscos

Desenhando no ar sem precisar de rabiscos nem ensaios

Eu mero aprendiz de mim sigo atrás...

O meu corpo vai enquanto eu corro para seguir os seus passos



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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

LUIZ CARLOS "OLHOS DE" REIS

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Os teus "GRANDES"olhos se fecharam

Os olhos de homem apenas...
A cortina agora abre para eles em outra dimensão

Um palco novo erguido para os que buscaram na vida o sonho

Ribalta ideal para as emoção que sempre
transbordaram em face lágrimas sinceras

Fica tranquilo que um artista nunca morre


Quem viveu com tanta paixão não vira esquecimento
A altivez da sua memória é perpétua

O brilho de grandes almas se transfigura em vaga-lumes

Que vagam a espalhar luminosidade para nós

"AMATORES" que ainda continuamos a trilhar os caminhos escuros dessa esfera "INCONPREENVIDA"

A morte pode até enganar ao olhar comum

Mas àqueles a quem a arte ungiu e o invisível adotou ela não "INTIMUDA"
Nós inventamos a nossa fé, a nossa própria narrativa...

E para nós é apenas o fim do primeiro ato

Logo nos escontraremos e dividiremos a mesma cena

Enquanto isso reviva todos os personagens a quem se emprestou
Agora você pode criar o impossível... E ter a resposta merecida para cada palavra que proferir

Os anjos sabem reconhecer quando algo é dito com a divina verdade

Será sempre "Arquiteto e Imperador" de uma poesia inquebrantável

Agora entende que os caminhos vão além de "0 a N"

Que não há "Ordinária" que "Deus" não resgate
E até mesmo os "Ratos de Esgoto" conseguem ao final a redenção

O tempo da procura é cessado...

A espera por GODOT acabou... E GOD agora te pega nos braços

Pode ir tranquilo que o teu lugar encantado na história foi conquistado

É um trono digno destes olhos "GRANDICIOSOS"

Janelas da proporção digna da sua alma majestosa
Luiz Carlos "OLHOS DE" Reis

Teus olhos falaram e nenhum silêncio vai tirar isso...

Uma cortina trará a sua imagem enternecida à retina

E lembraremos sempre de Vosso "REISNADO" quando uma luz no palco se acender
E a arte nos levar para perto do céu.


FOTO: INFONET
POEMA DEDICADO AO GRANDE ATOR E DIRETOR DE TEATRO LUIZ CARLOS REIS.











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sábado, 6 de novembro de 2010

FUÇANDO PENSAMENTOS

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Estava aqui fuçando os seus pensamentos
E não encontrei a mim perdido neles
Pensei fazer parte dos recortes atuais da tua memória
A pasta atualizada das suas emoções
Estava aqui acalentando esperanças
E elas acabam de despertar e partir
São tantos versos e cartas guardados
Mas a quem se destinam afinal?
Os versos que leio não nasceram da minha imagem
As cartas não foram endereçadas aos meus olhos
Os rascunhos não guardam a intenção de me escrever
Quanta coisa arquivada encontro aqui dentro de ti
Lacradas com uma negra fita de frustração
Ao menos eu não sou parte destas reminiscências destinadas ao esquecimento
Perdoa a invasão que faço ao teu íntimo
Mas eu precisava saber do futuro da sua alma
A minha escreveu contos lindos para nós dois
Quase tropeço nas suas recordações vermelhas
Essas estão em caixas sem proteção
Expostas e ainda consigo sentir a pulsação delas
Que alívio ver que não estou nessas linhas psicografadas com sangue
Continuo aqui fuçando os seus pensamentos
Arbitrariamente, na tentativa de me encontrar...
Um momento... Vejo que há uma caneta renovada sobre páginas em branco
Espero ler nelas a vida que juntos podemos recomeçar.
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

MOEDA JOGADA PARA CIMA

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Quando uma moeda é jogada para cima
É chegada a hora do tudo ou nada
O cronômetro vai ser zerado
A areia do tempo ocupará apenas um lado da ampulheta
O lado mais importante do tempo...
Aquele que impõe limite a tudo
O que determina a nossa capacidade de suportar
Em pouco tempo nada de cara ou coroa
Quando a moeda tocar o chão
Eu estarei livre de mais uma ilusão
Não quero prolongar fracassos
Estou novamente pronto para a solidão
Regressando à felicidade de um ser SÓ e SOZINHO
Quero a praticidade em cada passo que vier
O que quer ser meu que me acompanhe
Aquilo que não entende do que sou feito
Não precisa ficar atrasando o caminho
A moeda que agora lanço para cima
Logo se unirá as outras lançadas anteriormente
Completando a coleção de tentativas vãs
Nesta fonte que não alimenta desejos
Mas empurra memórias ao esquecimento
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