terça-feira, 25 de dezembro de 2012

QUEM SABE, UM SAMBA DE RESGATE

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Cortinas de solidão
Não deixam a luz entrar no quarto escuro do meu coração
Saudade é poeira de chuva "ventada" nos olhos
E faz lágrima correr
Fiz um samba sem SOL
E com DÓ de mim
LÁ se foi a alegria
Quando a gente canta só
É porque algo chegou ao fim

Ai! Sina triste de buscar o amor
Diga qual o caminho certo quem o encontrou
e mais do que chegar
Conte para um pobre sonhador
Como fazer para ele não nos deixar...

Por que o amor foi embora?
Não sei, escorreu por entre desculpas
Não sei o motivo
Desconheço a culpa
Acordou disposto a partir
Sem levar nem consideração
Vai lá entender a loucura dos que fogem
Quem vai julgar os insanos sem razão?

É o amor foi embora
Ele foi e não sabe voltar
Perder egoísmos enfraquece
Aquele que desaprendeu a resgatar
Reconhecer a importância
É pobreza para alguns
Melhor ser rico sem ignorância
a perder desejos em comum

Quem sabe um samba me resgate
E te faça voltar
O amor é cadência
É estrela ascendente
Que só cai se a gente deixar
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domingo, 23 de dezembro de 2012

DE REGISTROS E AGENDAS

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Eu que aprendi sobre os registros
Esqueci de registrar como é viver em ausências
Eu conheci agendas...
Esqueci de programar o dia de partir
Sinto falta das burocracias particulares
Dos mesmos bons hábitos que se repetem
Que deixam a vida com uma rotina especial
Eu que respirava com felicidade as palavras de ordem
E as idiossincrasias de uma natureza rústica
Vejo a sensação estranha de buscar outras alegrias
Eu que saboreava todos os direitos bradados por sua alma
Vejo-me privado do direito mais urgente que tenho
O de viver onde sinto felicidade
Como o podemos derramar um copo cheio de boa água
Vivendo num mundo onde há tanta sede
E muitos bebem lama
Tantos querendo um encontro especial para a vida inteira
E outros abandonando corações entregues a amores e verdades
Eu ainda preciso registrar muita coisa sem sentido
Para tentar compreender em que momento se acaba a procura humana
Em que instante se decide deixar de olhar somente para si
E enxergar a vida de outros querem nos dar
Logo todo mundo deve ter as respostas
Porque a existência nos dá ultimatos
E quase nunca dá tempo da gente agendar
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MÚSICA DE VENTO

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O vento que chega vindo do mar
Traz a brisa da saudade
De todo o amor naufragado
Que um dia nos navegou
Deixa o coração temperado
E a lembrança do gosto salgado
De uma vida que o mar levou

Leva mar, leva o amor...
Porque tempo é areia que já passou
Leva mar, leva a saudade
Leva meu coração
Leva tudo, leva embora
Deixa apenas a solidão

Quero música de vento
Feita com saudade e acordes de maresia
Ter da vida o deslumbramento
E a quietude que suaviza pelos dias
Quero a vida a soprar tudo
Para onde não se procure o amor
Ser lançado em contratempo
Para tirar beleza do sofrimento
E esquecer que a saudade me naufragou



(Uns versos para EVERSON- Ele que É o VERSO em forma de SON ) rs
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sábado, 22 de dezembro de 2012

ESTOU EM CASA

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E de repente a pele voltou a sentir o toque do vento
Até o calafrio era tranquilo e bom
E a vida tinha toda a minha atenção
Logo a poesia voltou
Atendeu a porta quando bati
O mar tomava o meu olhar com total liberdade
Esse corpo era seu sem restrições
Sem medos, sem fugas
Tão sem pretensões eu estava
Que as minhas mãos redescobriram o caminho de volta à palavra
E a surpresa era mansa
Que mágico é sentir a tarde vazia
E a noite com ausências não é tão má
De repente as escolhas me regressaram
E as bagagens que trouxe eram leves
O que nunca foi meu ficou onde quis
E eu que nunca pertenci àquele lugar
Diversas vezes expulso do "paraíso"
Estou em casa...
Sentindo uma dormência sutil na alma
Como quando a angústia passa
E a gente percebe que a morte
Fez parte de um sonho inquieto
Recorrente de todos os desejos que jogamos no inconsciente
E que a vida não possui competência para realizar
De repente a pele voltou a sentir o vento
E eu a me sentir dentro de mim
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REPOvoaR

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O mundo não chegou ao fim
Mas algo findou
No dia em que a sorte me deu uma bicicleta
O destino me tomou o amor
De um só vez perdas e ganhos
Alegrias e a retirada de sonhos
Por um lado ganho a liberdade
No outro lado perco a partilha
Volto ao IN
Enquanto o DIVIDUO vai embora
Afinal, onde o equilíbrio de fato acontece?
Se o mundo tivesse a mesma capacidade do homem
E num acesso súbito, realmente pussesse um ponto final
Talvez eu tivesse ganho a oportunidade de não perder coisas
Eu não teria ganho uma bicicleta
Nem perdido o amor
Mas espera... Eu perdi o amor?
Não. Ele de fato está aqui e permanecerá
O outro é que me perdeu
E se perdeu sem perceber
E eu sei que outro igual a mim nunca ganhará
Porque a sorte ela acontece como um milagre
Ou como um meteoro vindo para destruir tudo
Por outra perspectiva,
Se o fim não fosse uma realidade
Eu não teria a chance de ganhar outras que estão por vir...
É... O mundo não acabou
Mas eu sim
Mas não devo acabar
Porque assim é todo apocalipse
Primeiro tudo se destrói
Para em seguida recomeçar
Chegou o fim do meu mundo
Então é hora de me "REPO-voaR"
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

DITA

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A natureza humana dita
Às vezes bendita
Muitas vezes maldita
Irremediavelmente dita
Por isso mesmo desdita
É essa natureza a maestrina
Orquestrando o homem às suas sinas
E como uma mãe sem tolerância
Uma esposa desmedida
É a esravidão sem alforria
A dita natureza humana grita
E abaixamos nossas cabeças
Ela escreve a vida
E a gente segue a sua escrita


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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

EU VI A LIBERDADE

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Eu vi a liberdade
E ela era de fato mulher
Mas não uma apenas
Era  a força de muitas mulheres reunidas
O encontro de várias histórias de sentença
De  particulares olhares sobre a vida
De belezas que afloravam
De felicidades que estavam adormecidas
A liberdade cantava, girava, dizia palavras que não eram suas
Mas que em sua boca se tornavam um desejo comum
A liberdade estava nas mãos e com ela se fizeram melodias
Ritmo e compasso no descompasso de destinos mediados pela justiça
A liberdade abraçou a esperança sem mágoas
Sem pensar no segundo seguinte
Porque a liberdade tem vida curta para alguns
E os pensamentos podem antecipar o fim
Por isso ela preferiu não pensar
E se entregou de forma desmedida
À poesia sem correntes
Sem cadeados, sem limites...
As celas ganharam flores
E o cárcere ganhou mais espaço
Ecos de vozes que cantaram unidas
Assim é a liberdade
A possibilidade mais fugaz que existe
É uma gota de açucar a suavizar
O gosto amargo de vidas contidas



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