quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PENSAMENTOS AMARRADOS

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A gente vai abandonando o que insiste em escorrer das mãos
A vida é líquida... Nossas dores é que podem solidificá-la
Há que tentar sentir o frescor que a vida deixa...
Quando o vento bate em nossas mãos molhadas

......




Eu voltei para retomar alguma coisa... O quê? Ainda não sei...

......

Como não acreditar na superação dos que nasceram para fazer o mundo melhor?
Difícil seria acreditar nos que não dão um passo à frente para melhorar aquilo que são, e mesmo assim eu acredito.

.......



Ontem vi elefantes nas nuvens, por isso elas estavam pesadas
Hoje o sol estava sobre a minha cama, eu simplesmente fui um pouco mais para o lado
Amanhã não será mais o mesmo dia e isso não altera tanto assim as coisas

......

O nosso corpo sempre anuncia a falta de algo que precisa
A sede é a falta de água, a fome de comida
A saudade é a falta do amor
E todas essas faltas podem ser supridas basta querer
Logo, fome, sede e saudade são necessidades urgentes
Precisamos saciá-las. Apresse-se!

......



Muitas vezes é físico o mal que causamos a nós mesmos
Todo egoísmo fica preso em nós E egoísmo é noscivo...
A cura para isso será sempre a tentativa real de mudar.

.......


Brócolis
Sushi
saudade
coca-zero
yakisoba
saudade
rolinho romeu e julieta
saudade
camarão ao alho e óleo
Tudo o que como tem o mesmo gosto de saudade.
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INESPERADO

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De repente o dia inesperado chega
A gente entende que nos assalta a vida
Daí a gente perde com violência
E essa violência de perder o que conquistamos com muito esforço...
Paralisa a nossa coragem de enfrentar as ruas
Mas um dia de repente o por-do-sol está lá
E a gente se assusta com a beleza que retorna aos nossos olhos
Ninguém gostaria de perder o que escolheu para a vida
Mas a vida não nos dá tantas escolhas
Ela traz a ilusão de que a governamos
Porém, chega a hora da injustiça
Essa que nunca será superada
Porque viver é exatamente estar sempre querendo ser justo
Principalmente com a sua solitária felicidade
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COLO DE MÃE

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Tenho a respiração forte
De quem aspira o mundo com dificuldade
Mas o prende firme antes de expirar
Quando o silêncio é o soberano da noite, eu ressono
E isso que saí, é o tanto de vida que circula para dentro e para fora de mim
Nunca foi fácil respirar
Mas eu luto firmemente por cada inspiração que possa buscar
Inspiração move física e espiritualmente a natureza do homem
A minha natureza depende dessa força dividida
Agora eu tenho mais dificuldade em puxar muita coisa para o meu corpo
Sinto que o verso vela o meu sono
Atento ao meu ofegante peito
A poesia é o ventre onde fico em gestação
É o meu primeiro berço
Toda vez que sou parido para enfrentar a vida
Sinto o ar das provações agredirem o meu pulmão expandido
E eu choro assim...
Choro porque um dia havia desaprendido como se chorava
Sempre tive o "peito de pombo"
Enlarguecido por esse desejo que tragar tudo com voracidade
Roubando respirações de outros
E as deixando presas
Muitas vezes nem sei se o meu ar é realmente meu
Não consigo nem mesmo entender se conseguiria respirar sendo de outra maneira
Mas a realidade é que tenho a respiração pesada
E apesar da grande capacidade de aspirar sonhos
Tenho ossos pesados demais para voar
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IMATERIAL

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Perdi a capacidade de condenar as ações humanas
Essa sensação de entender as razões do mundo seria uma dádiva?
Julgo muito mais a mim e me condeno muito mais
Ganhei do universo uma generosidade estranha
Sinto a estranheza do mundo perante essa qualidade adquirida
O que é controle para muitos está descontrolado
Aquilo que parece falta de juízo é na verdade o juízo maior
Talvez seja difícil entenderem os motivos pelos quais vivo a querer mudar tudo
Mas um dia perceberão que a vida precisa de valores como esses
Perdidos na transição do imaterial para a matéria
Não por acaso os homens que permaneceram na história do mundo
São dotados de virtudes incompreendidas
Mas eles permaneceram
Se eu permanecer de alguma forma, é porque sempre estive certo.
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PAPEL

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Papel, sou eu assim branco e vazio a esperar tua mão
Tocando o silêncio dessa solidão
Que precisa de poesia para libertar...

E o céu, é tão pequeno em sua imensidão
Para caber toda ausência que meu coração
Não passa um só dia sem desaguar...

Eu sei, que tudo um dia vai desaparecer
Que as coisas quando nascem tendem a morrer
E apenas um poema pode eternizar...

Eu vou voar com suas asas sem me fatigar
Sem nunca encontrar um ninho para descansar
Sou realidade branca para preencher

Não vou temer nenhuma dor que me aparecer
Aquilo que é vazio vai me preencher
Dessas palavras que nunca vão me abandonar...

Então, ponho asas nessa poesia que me escolheu.
E sigo esse caminho que não é só meu
Quem tem o verso como sina nunca vai pousar...

Eu sou papel querendo mais compreensão
Espaço para partilhar coisas que a razão
Enlouqueceu tentando entender...

Papel, sou assim roto e borrado a vagar no ar...
Procurando a singeleza de um honesto olhar
A terra de um coração igual adormecer...
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

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Aprendi a levar nas costas as minhas necessidades

Eu não sei mais como é uma vida sem peso

Sou um retirante que em meio ao caos urbano

Desenvolveu a habilidade dos que não aceitam errar

Saio todo dia como se fosse possível nunca mais voltar

Sei que isso um dia será uma realidade…

Mas nesse dia não quero estar desprevenido

Quero ter nessa mala que transporto o que eu precisar…

Dizem que um dia sentirei a consequecia de carregar tudo comigo

Mas não sabem os que vivem sem pesar

Que aquele que carrega o mundo nas costas

Cria corpo forte para suportar tudo

(EWERTTON NUNES)
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Folha em vento forte

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Era pela tarde quando a natureza me agrediu com delicadeza
Tocou o meu corpo, na altura do peito, sem intenção...
Nunca pensei que uma folha em vento forte pudesse causar dor, por menor que ela seja...
Percebi com esse acaso que toda beleza pode ser agressiva
O que serve para causar êxtase, quando levada por forças mais intensas... Consegue ferir
É de uma surpresa mística o golpe da natureza
Mas é bom que nos chegue assim
Serve para que não subestimemos a suavidade do que parece sempre bom e frágil
Tudo possui o seu lado hostil, mesmo uma folha que cai de árvore
Eu penso que, algumas vezes, sou como essas heranças do outono
Desprendo-me dos galhos que me suspendem para surpreender alguém
Às vezes é bom que nos conduza o vento...
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