quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
COLO DE MÃE
Postado por Ewertton Nunes | às 10:03 |Tenho a respiração forte
De quem aspira o mundo com dificuldade
Mas o prende firme antes de expirar
Quando o silêncio é o soberano da noite, eu ressono
E isso que saí, é o tanto de vida que circula para dentro e para fora de mim
Nunca foi fácil respirar
Mas eu luto firmemente por cada inspiração que possa buscar
Inspiração move física e espiritualmente a natureza do homem
A minha natureza depende dessa força dividida
Agora eu tenho mais dificuldade em puxar muita coisa para o meu corpo
Sinto que o verso vela o meu sono
Atento ao meu ofegante peito
A poesia é o ventre onde fico em gestação
É o meu primeiro berço
Toda vez que sou parido para enfrentar a vida
Sinto o ar das provações agredirem o meu pulmão expandido
E eu choro assim...
Choro porque um dia havia desaprendido como se chorava
Sempre tive o "peito de pombo"
Enlarguecido por esse desejo que tragar tudo com voracidade
Roubando respirações de outros
E as deixando presas
Muitas vezes nem sei se o meu ar é realmente meu
Não consigo nem mesmo entender se conseguiria respirar sendo de outra maneira
Mas a realidade é que tenho a respiração pesada
E apesar da grande capacidade de aspirar sonhos
Tenho ossos pesados demais para voar
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