sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O AMOR E A AGULHA

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Algumas coisas são dotadas de sina e mistério
O que parece destino comum o é
E se mostra às vezes
Parece um aprendiz que não leva o "nada" a sério
Estou falando é claro do amor e das suas inquietações
Algo que todo mundo procura e rejeita
Essa contradição imperfeita que só deseja ter perfeição
Achar o amor é como procurar agulha em palheiro
Porém, achar agulha no palheiro não é tão divertido quanto achar um amor...
Procurando o amor a gente tem uma diversão dolorida
A intuição é que nos rege
No palheiro o tato é que nos guia
Ambos são carma e ninguém escolhe
E somente a necessidade nos coloca à caça
Para encontrar uma agulha precisamos de paciência
Encontrar um amor de persistência
Mas em ambos os casos não podemos ter medo da desgraça
As duas buscas podem ferir as mãos
No mais toda procura é incerta
Para encotrar uma agulha e um amor precisamos de sorte
Ou podemos pensar na morte e aceitar que todo encotro não nos leva muito longe.



Mais uma inspiração do ANJO ZAMIEL. Alguns DECAÍDOS vieram ao mundo procurar o amor que não encontraram no céu. (mas isso será um outro poema) rsrsrs



Fotos da INTERNET.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

COM.TATO

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Brincando com o tato a gente descobre o invisível...
Com.Tanto que o In.Visivel seja verdadeiro e sensivel
Algumas canções nascem do silêncio...
Inesquecíveis danças emergem de encontros inesperados
Longe do tempo e do espaço da vida comum
Do olhar trivial sobre os corpos e as suas reciprocidades...
Silenciando meus berros cantantes dos corpos inseparaveis...
Canção que me faz ninar...
Sonhando com o "nunca em sempre" de ter encontros marcados
Mas para quê marcar encontros temporários?
A vida tem o seu tempo de procura e tudo é transitório
Sendo assim, constatei que o amor é exatamente como o tempo...
Perdura, mas a gente não vai ver quando ele for embora...
Por isso é preciso viver como o toque suave de dois corpos que dançam de olhos vendados
Que compreendem que logo serão apenas sensações incompletas
Momentos de agora que já não são mais no contato seguinte ...
Dança de almas enlameadas de pura sensação de prazer!
O prazer de dançar aos sons da natureza...
O momento se faz unico e perfeito, depende da forma como o conduzirá na dança
Um unico e inesquecivel momento registrado nas paredes do pensamento...
O que tenho agora ja não sao mais momentos, são pensamentos...
São sensações... São imagens para além do esquecimento...
Aquecimento em lembranças..... Sentidos aguçados...Lambança e bagunça... In.sã.nidade
Um improviso de versos em contato com a distância
A nossa memória dança numa jam de sincronicidades.

POEMA FEITO NUM CONTATO E IMPROVISAÇÃO DE PENSAMENTOS, ONDE AS PALAVRAS E OS SENTIMENTOS ULTAPASSARAM OS LIMITES DO ESPAÇO E DO TEMPO.
Franciele Ramires(SP) e Ewertton Nunes (SE)
17 de NOVEMBRO de 2010
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NÃO ENTRE NA FRENTE!

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Não entre na frente... Esta bala não é pra você!


A tua escolha é cega, com os olhos fechados não é possível ver nada com frieza


O seu sacrifício não será recompensado


Se morreres por outro não saberá nunca que foi uma escolha ridícula


Cada um recebe no peito o tiro que merece...


As balas perdidas não são tão acidentais assim


O destino não perde um pensamento oculto


Nem deixa escapar nenhuma ação dissimulada


Por mais obscura que pareça a minha intenção


Não cabe a você julgar a minha mão prestes a atirar...

Esta bala está predestinada a outro culpado

A arma que se ergue não sou eu quem a levanto


Mas são os motivos que despejei em prantos silenciosos


E as verdades que chegaram quando as lágrimas limparam a minha íris inebriada


Deixa que eu acerte em cheio o peito que quem amas por condição


Se a morte não ajudar nada o fará...


Afaste-se e assista tudo com a fria certeza de que será melhor assim


O que está perdido só encontra rendição próximo ou depois do fim de tudo


O caminho escolhido foi mudo... O seu silêncio precisa gritar....


Então sai da frente... Você não entende, precisa olhar além da dor...


Se a melhor proposta nunca foi o amor...


Deixa então que a bala da guerra vai retificar!
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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ESCUTA...

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A gente sempre está em trânsito


E no meio desta avenida movimentada e caótica da existência


Somos quase atropelados todos os dias...


Viver é estar sempre por um triz


Ruidosa e tumultuada é a atmsofera que nos precipita ao esconderijo


Quando em meio ao caos tapamos os ouvidos e o barulhos se extinguem...


O silêncio nos diz as coisas que não gostaríamos de ouvir


Pois eis que surge o diálogo mais difícil de estabelecer...


A conversa transparente com a nossa solidão


Um papo reto e sem rodeios


Alfnetes de constatação nos inquietam o peito


Pois a verdade que antes gritava em meio ao tráfego barulhento das nossas criações


É agora um sussuro ensurdecedor


O silêncio é o som mais agudo que nos penetra o ouvido


Escuta...


Se queres medir o volume o qual está ouvindo a sua vida, põe-se em silêncio...


Neste instante o teu corpo dirá a violência que tens causado a ele


E os anos prenunciarão os riscos das tuas escolhas


Escuta além da tua natureza... Essa é enganadora


Herança do Éden, condição traiçoeira que nos foi deixada para inebriar


Um castigo pela nossa fraqueza perante as tentações


Amplia o teu ouvir... Escutar é não ouvir absolutamente nada do que se deseja.






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domingo, 14 de novembro de 2010

CANÇÃO DA MADRUGADA

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“Veja você...”
Não me incomoda a voz que invade o meu sonho
“Arco-íris já mudou de cor...”
Pois a vida me chama a ver poesia, inesquecível poema de memória.
O espectador na madrugada registra a mais bela fotografia do adeus
“Uma rosa nunca mais desabrochou...”
A imagem formava a triangulação perfeita de um filme em preto e branco
A moça recostada na porta possui uma voz que me toma como as velhas canções que arranho nos discos...
Canções que ouço todos os dias com melodias renovadas
“E eu não quero ver você com este gosto de sabão na boca...”
A luz que saia do quarto iluminava a face da protagonista ideal do encontro-partida
Não sei se era a solidão que a escolhia para o papel ou o contrário
“Veja meu bem... Ou é começo do fim, ou é o fim”
Tinha o olhar etílico dos que sentem demais as coisas da vida
Cantava com a suavidade que pesa no coração de quem parte mas queria ficar
“Eu vou partir pra cidade garantida, proibida...”
Uma canção purifica os encontros que demoram a acontecer
E profetiza a eternidade temporária de um vão de instantes
“Arranjar meio de vida, Margarida... Pra você gostar de mim...”
Está no lugar intocável da alma a poesia que senti na véspera do recomeço
Não importa quanto tempo leve até um reencontro, tudo se reconstrói...
Está preso na canção que ouço todo dia como se fosse a primeira vez.
“Essas feridas da vida, Margarida... Essas feridas da vida amarga vida... Pra você gostar de mim”.

Poema feito após o FESTIVAL NORDESTINO DE TEATRO DE GUARAMIRANGA no CEARÁ. Feito com a SAUDADE de uma pessoa linda JULIANA VERAS (Alma intensa, voz doce e melodiosa... ATRIZ encantadora)A sua voz me acordou na madrugada... E eu me fiz FELICIDADE.

Imensa SAUDADE desta mulher, atriz, poetisa, cantora... JULIANA VERAS ! A SUA VOZ ME FEZ DESPERTAR NA MADRUGADA e me trouxe uma FELICIDADE que guardo comigo até hoje.
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

À FLOR DA RESILIÊNCIA

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A catástrofe é apenas a pespectiva nebulosa do nosso olhar


Tudo veio abaixo... Ilusão não é um alicerce seguro



Por muito tempo a sua beleza também havia se tornado entulho



O que num dia era a forma melhor no outro era menor do que o pó



Vagando pela névoa cinza de desesperança não via a glória em sobreviver



Sentia-se avarenta por não conseguir morrer um pouco



Mas frestas de luz também ultrapassam dor



E quando isso acontece a escuridão se surpreende com a capacidade de regeneração do tempo



No meio dos escombros um espelho intacto



Onde ela conseque se ver...



Neste instante os caláfrios percorrem-lhe o corpo como um vendaval...



Ela está viva! Ela está ainda mais forte!



A sua imagem decompõe-se ao passo que a sua pele se descama



O que veio ao chão foi a torre que ela escolheu



Quanto mais íngrime ficava, mais se predestinava ao desmoronamento




No momento em que o tudo se irmanou ao nada



O caos recriou a sua melhor condição





Era como se fosse a primeira mulher do mundo mordendo a maçã proibida




Redescobrindo-se perfeita para a vida e os seus prazeres



Despida do medo de construir o mundo do jeito que ela quiser ela renasceu



É físico o fenômeno que a deixa à flor da pele



Hoje ela controla os seus temporais


E agora ela entende que a adversidade é apenas a certeza de que o melhor vem depois


A resiliência é a flor que ela colhe em meio a um jardim de migalhas


E voluptuosamente coloca em seus cabelos enquanto passeia nua pela vida...


Recontruindo novos sonhos ...


Esquecendo aqueles que ficaram soterrados ali atrás.



Este poema eu DEDICO a CÉLIA TAVARES e o seu estado permanente de RESILIÊNCIA. Que seja essa a melhor palavra, a única que nunca deixemos desaparecer nos escombros da existência. TE AMO!
















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terça-feira, 9 de novembro de 2010

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O meu corpo possui uma sabedoria que refaz tudo o que sei sobre mim

E assim percebo que nada sei sobre o meu corpo

Ele possui as suas próprias vontades

A autonomia suficiente para me abandonar e se achar no espaço

O seu próprio tempo de memórias

Eu quis preparar o meu corpo para a liberdade

Hoje ele segue a palpitar sem mim

Ir em busca de sensações ancestrais fez romper a linha tênue que suspendia o meu espírito

E o afastava do meu corpo

Nesta dança nova que o meu corpo faz sozinho sou um mero observador

Surpreso com um encantamento de verdades

Verdades que não sei exatamente onde encontrei

E o meu corpo livre "só" sente... Sente tudo e tanto

Eu perdido em espanto não entendo como posso dançar sem mim

Mas a dança não precisa de entendimento e razão

Essa verdade a minha alma nunca vai assimilar

Mas o meu corpo não... Por isso, o meu corpo rodopia e se expande em total liberdade

Criando as suas nunces com entrega... Com riscos

Desenhando no ar sem precisar de rabiscos nem ensaios

Eu mero aprendiz de mim sigo atrás...

O meu corpo vai enquanto eu corro para seguir os seus passos



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