
segunda-feira, 25 de julho de 2011
UM PENSAMENTO CONTRÁRIO
Postado por Ewertton Nunes | às 16:58 | 1 comentários
sexta-feira, 22 de julho de 2011
A PSICOLOGIA-MATEMÁTICA DA TRAIÇÃO
Postado por Ewertton Nunes | às 14:10 | 0 comentários
domingo, 10 de julho de 2011
QUANDO A TRISTEZA NOS ABRAÇA
Postado por Ewertton Nunes | às 08:38 | 0 comentáriosUm abraço caloroso... Gostoso porque é dado com força
Prendendo-a firme entre as pernas para não sentir tanto o desconforto
Às vezes tateava de olhos fechados para sentir se ela havia despertado e partido
Pelo contrário, ela se aninhou ao meu corpo ainda mais...
Acariciando-me a face com lágrimas
Trazendo espasmos abafados ao meu peito machucado de silêncio
A tristeza muitas vezes é mais solidária do que os que dizem que nos amam
Ela amacia a cabeça quando nos re
costamos nela
E suporta o nosso pranto sem achar descenessário transbordar
A melhor liberdade nos vem quando não somos julgados por nada
Faz um tempo não tenho tristeza legítima
Essa que é tristeza e só... Não há camada de rancor, ira, decepção, culpa... Nada
Tristeza com sabor de tristeza e som de um FADO
De certa forma isso me traz alegria
Pois sinto que estar triste é diferente de ser triste
E assim, aceito a tristeza como uma companhia válida quando todo o resto não se importar comigo.
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(Enquanto a maioria das pessoas não aceita a tristeza, eu a recebo como uma possibilidade de ser feliz)
sábado, 9 de julho de 2011
PENSAMENTOS FEREM
Postado por Ewertton Nunes | às 12:34 | 0 comentários
Como me maltratam os pensamentos
Ferem mesmo... Ainda não havia me dado conta
De quanta agressão sofro ao pensar...
A toda frustração um pensamento, dessa vez penso: do que serve estar no paraíso carregando o inferno dentro de si?
Sei que são recorrentes em mim essas reflexões
Mais uma prova do aprisionamento das nossas virtudes pelas mãos dos vícios que herdamos.
Talvez por ser a dor contínua uma forma de alívio também
E uma predestinação
Os calafrios que em ondas fazem os pêlos do meu corpo reclamarem
Demonstram o quão tóxico são os meus mais endemoniados impulsos de memória
É exatamente isso, no instante em que injustiças, ingratidão e desrespeito invadem os meus sentidos...
Eu percebo o quanto de inferno habita em mim
É um queimar tão fétido de coisas por dentro que se fosse partilhado devastaria tudo
Impregnaria as camadas mais protegidas que possamos ter
Sou ao mesmo tempo tão propenso ao melhor quanto ao mais desprezível do ser humano
Uma dualidade sustentada por uma fina barreira de lucidez
Não sei até quando essa "lucidez" salvará os homens de mim
Ou o que é ainda pior, salvará "Eu" de "mim"
É muito ruim perceber que bondade não compensa
Que ficcionar a vida é impossível
O que se contrói nessa esfera de realidade machuca de verdade
E não nos transfigura no "bom"... Nos traz amarguras aos olhos
Que em doses rotineiras fazem desaparecer o doce
Essa condição de prazer que deveria ser uma premissa para existência de todos
Eu não gosto da fugacidade do meu olhar
De voltar a não consigar olhar para a frente
Procurar o refúgio do chão e do céu
Para ingressar na dualidade do meu íntimo
Ingressando doloridamente no mais sacro e profano dessa essência confusa que carrego
Quando vou por aí... Quando me colocam de volta ao meu começo
Até dormir se torna uma violência
E o silêncio me prende com força os braços
Falar se torna uma sentença, uma palavra dita será tão cortante quanto uma lâmina
Fico então preso entre escolhas que serão sempre erradas
Pareço ser um único portador do engano, da falha, do equívoco
Todos os erros parecem provir unicamente do que faço
Até das minhas tentativas de acerto
Descubro todo dia que não há compreensão para o bem ou para o mal
Para o bom ou o ruim
Enquanto o mundo girar em torno da lógica onde o "bem" é sempre uma obrigação
E a sua forma continuar indefinida e transparente
O mal será sempre uma opção mais visível e contundente
Por ele ter cor, densidade e energia...
Essa última tão efusiva em sua natureza
E por ser mais incômodo e consistente, será sempre a melhor opção para segurar firme e jogar em alguém.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
DESCULPA...
Postado por Ewertton Nunes | às 19:32 | 0 comentários
quinta-feira, 23 de junho de 2011
APARTE DE PARTIDA
Postado por Ewertton Nunes | às 06:44 | 0 comentáriosQuando parte alguém que se ama
Em partes doloridas fica o coração
Repartidos foram os dias
O tempo pára e nos foge das mãos
Em parte sou tristeza
Em um aparte existe melancolia
Que parte restará se vai uma a cada dia?
De pedaço em pedaço decomposta fica a minha ilusão
As partes mais importantes nos deixam em cacos
Reunir as partes depois de uma partida
É ter um remendo constante a cada nova vida
Restaurado com lágrimas serei
Ainda mais frágeis seguirão os meus anseios
Vaga sensação que antecipa a minha partida
A parte que agora resta
Chora no canto escuro a parte ficada
Num aparte insone crio silenciosos textos no escuro
E toda noite penso sobre amores perfeitos
Partes de um sonho infantil que nunca se completa
Qual parte nunca mais reviverei?
Juntas em partes desmembradas ficam as lembranças que nunca vão partir
Partir deve ser uma atitude de início
Ou será sempre o destino de todo fim?
Todo dia é partido, nos despedimos das horas, das palavras, das sensações...
Enquanto fico e não parto
Vou parindo poesia, essa é a única esperança na qual acredito
A única capaz de ficar quando eu partir.
CORREÇÃO
Postado por Ewertton Nunes | às 06:20 | 0 comentários
Deixa eu corrigir:Não sou mensageiro das novidades
Eu sinto as que são trazidas para mim
E como um espelho me faço...
Em mim se observam os movimentos de outros
Você reflete o que eu vejo
Sentindo aquilo que é você