quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MARCAS

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Nunca renegue as suas marcas
Elas são a escrita do tempo em nossos corpos
Linhas sobrepostas tantas e tantas vezes com as experiências que nos inundam
Há uma poesia oculta em cada traço que o existir deixa sobre a pele
E o sublime desses versos de vida, somente olhos privilegiados conseguirão revelar...
Um corpo sem marcas reflete a pobreza de viver sem registros
Cicatrizes nos ensinam os caminhos para evitar as quedas
Os cortes para além da epiderme
Feridas que ficaram no além de nós
Com elas lembramos o quanto é desesperador ver nosso sangue jorrar...
Por inconsequências e imaturidade
Arranhões desaparecem, mas cortes profundos estão sempre a latejar
As rugas que trazemos no rosto nada mais são do que os dias de luta reais
Tatuagens das batalhas que travamos por dentro tentando sobreviver Das horas em que sentimos o peso dos sentimentos humanos
Nenhuma marca pode ser apagada
Nehuma linha escrita pelo destino deve nos constranger
Afinal todo espelho é enganador e todo olhar uma miragem
A única coisa real e inquestionável
É que toda a história da nossa alma está documentada no nosso corpo
E história nunca deve ser esquecida
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domingo, 21 de novembro de 2010

O PECADO DIVINO

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Existe no pecado algo de pueril... De subliminar
Por que não dizer santo?
Existem no olhar vultos inquietos que espreitam e disfarçam
Tudo o que começa nos olhos queima no inferno interior
O pecado é solene, doce, discreto como um padre...
É preciso vigilância fingida, dissimulada...
Existe no pecado algo... Tudo de humano
Há nos olhos que de quem observa (não muito distante) a inconivência...
Ração perfeita da hipocrisia
Todos odiamos espelhos que reflitam o mal
Mal? Reflexo?
Existe no homem qualquer coisa de todos os outros
Ampliem a vida, a imagem e semelhança...
Não existe no pecado nada de Deus

Poema do meu livro (OLHOS DE POEMA) /ainda um projeto/

O QUE É O PECADO?
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A FONTE DO ESQUECIMENTO

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De tempos em tempos retorno a esta fonte
Este lugar só eu sei onde fica...
Meu segredo maior que nem a mim confio
Eu não sei como chego aqui, sei que fecho os olhos e o cansaço me traz...
Melhor assim! Caso contrário eu acabaria fazendo daqui o meu refúgio permanente
Toda vez que olho o meu rosto nesta água, vejo que o tempo me marcou muito
Somente aqui, através deste reflexo, eu posso ver tudo o que foi deixado em mim
É como se o interior pudesse ser visto com os olhos
E a pele não escondesse mais coisa alguma
Venho aqui mais uma vez com uma moeda na mão
Nela mais um rosto, uma lembrança que acho melhor esquecer
Esta eu não vou jogar no fundo por dor
Mas por cansaço... Uma fadiga de querer o que não me quer tanto
Emerge o som numa sucessão de silêNcios e eu já sei a rotina de tudo:
Está SACRAMENTadO que o querer nunca quer o suficiente...
Essa é uma moeda precioSa para mim
Mas ás vezes precisamos abrir mão dE riquezas que não queiram compRar a nossa felicidade
Consigo ver lÁ no fundo, na água que oscila com as minhas lágrimas, as outras moedas que joguei Vejo que o valor é tão fugaz Quanto a pobreza...
QUe o apreço precisa tEr o mesmo preço e medida
NÃO, não há arrepENdimento... Foi o que consegui comprar com o pouco que me deram
Era o nada ou o além do nada...
Esta moeda que agora TENho nas mãos eu não queria DEstinar à companhia das outras
Se essa fosse uma fonte de desejos eu faria um pedido ao tempo
- TEmpo "desentorta" as procuras humanas para que todos desejem em um único sentido... Acaba com a sina de cada um queREr uma coisa dIferente o tempo todo.
Quem sabe assim eU me surpreEnderia com um resGate antes do fim de mais uma memóRIa
Mas os desejos não nascem em fontes, eles são a fonte que nunca vamos encontrar
E hoje reTorno a este lugAR que tem cheiro de passado
Aqui diante desta fonte que não alimenta desejos...
Mas precipita lembranças ao esquecimento
Para abrir mão de um sonho possível que não quer ser meu
Abrir mão de coisas boas é mais difícil?
Mas sonhos também precisam nos abandonar ás vezes
- Oh, fonte que não alimenta mEUs desejos...
Leva mais uma tentativa de acertar... Oculta logo o meu QUERer mudO
LaVa! Que as águas dO pensamento guardem todos os medos...
Amnésia neCessária para os que se alimentam de memórias
VÊ sozinha o que deposito no teu manto límpido!
Eu não posso mais PeRsistir com nada que não se ponha em meu lugAr...
Fica com toda a leMbrança e o seu sinônimo que é tormento...
Que esta seja maIs uma possibilidade fracassada , que com cansaço, lanço ao mais prufundo lugar do esqueciMento!
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O AMOR NÃO É ESSA COCA-COLA TODA

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O amor e a coca-cola não precisam mais de marketing
Quem experimentou uma vez sabe que nada vai superar
A sua propaganda será eternamente espontânea
Ambos são produtos industrializados
O homem criou a COCA-COLA e a fez "coisa"
Mas foi amor que transformou o homem em "COISA"
A "coisificação" de tudo... Com promoção, preço e data de validade
Grandes sacadas de quem entende de necessidades humanas
Estão associados à sede
O constante desejo de saciar o que nos seca
Nada se compara ao primeiro GOLE DE COCA quando a boca está sedenta
Assim como NADA se compara a SENSAÇÃO DO PRIMEIRO BEIJO DADO COM AMOR
Pena o amor não ter acompanhado a evolução da COCA-COLA
E a gente poder comprar a proporção que quiser
-Dá aí 3 litros de amor! Não, não... Amor demais engorda! Vê então uma dessas garrafinhas pequenas de amor... Uma quantidade "MINI"... É só pra matar uma carência temporária mesmo.
Bem que o amor poderia vir em embalagens retornáveis
Transparentes...
Enquanto o amor não for retornável me acabarei na coca-cola!
Nada deveria se comparar ao sabor do amor numa garrafa de vidro
Transparente... Rara hoje em dia
Como seria ver o amor engarrafado?
A coca é vermelha por fora e preta por dentro
O amor seria preto por fora e teria a cor "VERMELHA" por dentro?
Se a gente bebe o luto, porque não beberia "SANGUE PISADO", não é mesmo?
Ai, ai... O amor não é então essa COCA-COLA toda
Ele não vende tanto assim...
Talvez tenha sido um erro REIFICAR o amor
Apostar num produto sem saída
É mais uma marca do que uma prática
A idéia certa numa realidade descartável
Amor tem conceito de mais e COCA-COLA de menos
Talvez seja esse o motivo do amor ser um produto de prateleiras cheias
Pena que eu não inventei nenhuma das duas coisas
Mas quem inventou mesmo?
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Eu não sei... Sei que em cada fração de tempo há alguém investindo moedas no amor...
Ou numa COCA-COLA.
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O AMOR E A AGULHA

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Algumas coisas são dotadas de sina e mistério
O que parece destino comum o é
E se mostra às vezes
Parece um aprendiz que não leva o "nada" a sério
Estou falando é claro do amor e das suas inquietações
Algo que todo mundo procura e rejeita
Essa contradição imperfeita que só deseja ter perfeição
Achar o amor é como procurar agulha em palheiro
Porém, achar agulha no palheiro não é tão divertido quanto achar um amor...
Procurando o amor a gente tem uma diversão dolorida
A intuição é que nos rege
No palheiro o tato é que nos guia
Ambos são carma e ninguém escolhe
E somente a necessidade nos coloca à caça
Para encontrar uma agulha precisamos de paciência
Encontrar um amor de persistência
Mas em ambos os casos não podemos ter medo da desgraça
As duas buscas podem ferir as mãos
No mais toda procura é incerta
Para encotrar uma agulha e um amor precisamos de sorte
Ou podemos pensar na morte e aceitar que todo encotro não nos leva muito longe.



Mais uma inspiração do ANJO ZAMIEL. Alguns DECAÍDOS vieram ao mundo procurar o amor que não encontraram no céu. (mas isso será um outro poema) rsrsrs



Fotos da INTERNET.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

COM.TATO

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Brincando com o tato a gente descobre o invisível...
Com.Tanto que o In.Visivel seja verdadeiro e sensivel
Algumas canções nascem do silêncio...
Inesquecíveis danças emergem de encontros inesperados
Longe do tempo e do espaço da vida comum
Do olhar trivial sobre os corpos e as suas reciprocidades...
Silenciando meus berros cantantes dos corpos inseparaveis...
Canção que me faz ninar...
Sonhando com o "nunca em sempre" de ter encontros marcados
Mas para quê marcar encontros temporários?
A vida tem o seu tempo de procura e tudo é transitório
Sendo assim, constatei que o amor é exatamente como o tempo...
Perdura, mas a gente não vai ver quando ele for embora...
Por isso é preciso viver como o toque suave de dois corpos que dançam de olhos vendados
Que compreendem que logo serão apenas sensações incompletas
Momentos de agora que já não são mais no contato seguinte ...
Dança de almas enlameadas de pura sensação de prazer!
O prazer de dançar aos sons da natureza...
O momento se faz unico e perfeito, depende da forma como o conduzirá na dança
Um unico e inesquecivel momento registrado nas paredes do pensamento...
O que tenho agora ja não sao mais momentos, são pensamentos...
São sensações... São imagens para além do esquecimento...
Aquecimento em lembranças..... Sentidos aguçados...Lambança e bagunça... In.sã.nidade
Um improviso de versos em contato com a distância
A nossa memória dança numa jam de sincronicidades.

POEMA FEITO NUM CONTATO E IMPROVISAÇÃO DE PENSAMENTOS, ONDE AS PALAVRAS E OS SENTIMENTOS ULTAPASSARAM OS LIMITES DO ESPAÇO E DO TEMPO.
Franciele Ramires(SP) e Ewertton Nunes (SE)
17 de NOVEMBRO de 2010
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NÃO ENTRE NA FRENTE!

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Não entre na frente... Esta bala não é pra você!


A tua escolha é cega, com os olhos fechados não é possível ver nada com frieza


O seu sacrifício não será recompensado


Se morreres por outro não saberá nunca que foi uma escolha ridícula


Cada um recebe no peito o tiro que merece...


As balas perdidas não são tão acidentais assim


O destino não perde um pensamento oculto


Nem deixa escapar nenhuma ação dissimulada


Por mais obscura que pareça a minha intenção


Não cabe a você julgar a minha mão prestes a atirar...

Esta bala está predestinada a outro culpado

A arma que se ergue não sou eu quem a levanto


Mas são os motivos que despejei em prantos silenciosos


E as verdades que chegaram quando as lágrimas limparam a minha íris inebriada


Deixa que eu acerte em cheio o peito que quem amas por condição


Se a morte não ajudar nada o fará...


Afaste-se e assista tudo com a fria certeza de que será melhor assim


O que está perdido só encontra rendição próximo ou depois do fim de tudo


O caminho escolhido foi mudo... O seu silêncio precisa gritar....


Então sai da frente... Você não entende, precisa olhar além da dor...


Se a melhor proposta nunca foi o amor...


Deixa então que a bala da guerra vai retificar!
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