Hoje deitei no colo da poesia... Ela cantou voluptuosamente uns versos ao meu ouvido. Eu senti o prazer sublime dos desejos silenciados. (Ewertton Nunes)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Ame
Postado por Ewertton Nunes | às 03:24 | 0 comentários"Ame para sentir o sabor agridoce da diferença...
Ame para saborear a delícia de se arriscar por inteiro nas reticências..."
(EWERTTON NUNES)
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Ame para saborear a delícia de se arriscar por inteiro nas reticências..."
(EWERTTON NUNES)
sábado, 22 de setembro de 2018
A INDESEJADA NECESSÁRIA
Postado por Ewertton Nunes | às 04:48 | 0 comentáriosÉ impressionante a força da dor... Não apenas por tudo o que já cabe em sua essência...
Mas pelo poder ressignificaDOR que vem após o seu adormecer
É por isso que hoje penso ser impossível VIDA sem DORES
Quem já sentiu a mão pesada da dor começa a valorizar mãos que acariciam...
Dores são ótimas para o olhar humano sobre as pequenas coisas...
Sobre as experiências cotidianas que pareciam desgastadas pelo uso...
A indesejada necessária... É assim que te vejo agora
Dor... Te sentir nunca é uma escolha
Mas que seja bem-vinda se puder reconfigurar a forma de enxergarmos o mundo
Somente com a partida temporária da dor...
Podemos arrumar a casa para receber a temporária felicidade
Ewertton Nunes
terça-feira, 26 de junho de 2018
VAGALUME
Postado por Ewertton Nunes | às 21:33 | 0 comentáriosTenho sentido estranha a liberdade
Sinto parecido com uma violência súbita que nos deixa inseguros só que sem dor
É como esse vagalume que há pouco entrou no quarto
Faz tempo não via vagalumes
Do mesmo modo que faz tempo que não sei o que é agenciar liberdades
Será que essa luz inesperada no escuro desse quarto que ainda estranho
Veio como uma metáfora de esperança?
Mas eu a matei com uma sandália... E isso não é uma metáfora
Foi estranha também essa minha reação de atacar o estranho visitante
Eu não sou soube administrar a liberdade que pousou perto
Hoje estou hóspede de mim
Sem entender ao certo onde posso estar sem causar desconfortos
Tento encontrar uma sensação de pertencimento que me foge todos os segundos
Tenho sentido estranhas as mesmas coisas que sempre estiveram perto
Talvez eu é que tenha ido para longe
Distante das sensações que tinham ganhado um aconchego silencioso em mim
Tenho sentido estranha a alma
Que subitamente quis versar o estranhamento que pulsa...
Não estranhe se esse poema acabar sem um grande verso elaborado
É porque estou tentando me acostumar novamente com a liberdade
E não quero me prender a regras para que ela não se sinta intrusa
Não sei... É estranho... Estou diferente
Não sei se por nascimento, morte ou ressurreição de alguma coisa em mim
Na verdade sei que o estranhamento é sinal de que algo está mexido
E que foi visto e experienciado de maneira transformadora
Então, melhor tentar manter a vida com estranheza
(Ewertton Nunes)
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Sinto parecido com uma violência súbita que nos deixa inseguros só que sem dor
É como esse vagalume que há pouco entrou no quarto
Faz tempo não via vagalumes
Do mesmo modo que faz tempo que não sei o que é agenciar liberdades
Será que essa luz inesperada no escuro desse quarto que ainda estranho
Veio como uma metáfora de esperança?Mas eu a matei com uma sandália... E isso não é uma metáfora
Foi estranha também essa minha reação de atacar o estranho visitante
Eu não sou soube administrar a liberdade que pousou perto
Hoje estou hóspede de mim
Sem entender ao certo onde posso estar sem causar desconfortos
Tento encontrar uma sensação de pertencimento que me foge todos os segundos
Tenho sentido estranhas as mesmas coisas que sempre estiveram perto
Talvez eu é que tenha ido para longe
Distante das sensações que tinham ganhado um aconchego silencioso em mim
Tenho sentido estranha a alma
Que subitamente quis versar o estranhamento que pulsa...
Não estranhe se esse poema acabar sem um grande verso elaborado
É porque estou tentando me acostumar novamente com a liberdade
E não quero me prender a regras para que ela não se sinta intrusaNão sei... É estranho... Estou diferente
Não sei se por nascimento, morte ou ressurreição de alguma coisa em mim
Na verdade sei que o estranhamento é sinal de que algo está mexido
E que foi visto e experienciado de maneira transformadora
Então, melhor tentar manter a vida com estranheza
Quem sabe, desse modo, permaneça constante em mim o desejo de mudar
(Ewertton Nunes)
terça-feira, 29 de setembro de 2015
RETROCESSO FAMILIAR
Postado por Ewertton Nunes | às 10:13 | 0 comentários
Se faz necessário inventar novas palavras
Novos contextos
Novos sentidos
Novas instituições
As velhas coisas já não nos representam
E ainda existem aqueles conservadores
Que brigam pela posse de conceitos falidos...
"FAMÍLIA", por exemplo...
Não entendo tamanha briga por uma convenção tão sem sentido
Essa barbárie toda sim, é FAMILIAR
Esse retrocesso é FAMILIAR
Ancestral e inútil
Quando algo que é de domínio público
Precisa do respaldo de leis para usufruto
É chegado o tempo de lutar por outras liberdades
Procurar outros contextos, sentidos, instituições que nos deixem ser de verdade...
Que todos os que compartilham de sentimentos, cotidiano, responsabilidades e sensação de pertencimento possam escolher uma nova palavra que melhor represente o seu lar...
Criemos neologismos
Inventemos termos libertadores
Eu já escolhi o meu...
Hoje lá em casa somos todos parte de um mesmo AVIDAR
Porque deixamos a VIDA ser livre
Da mesma forma plena e sem limites que o AR
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
OLHOS SANGRENTOS
Postado por Ewertton Nunes | às 10:41 | 0 comentários
Quando a lua sangra aos nossos olhosSentimos a poesia jorrar um vermelho suave
Essa lua é mesmo a sombra da terra
Mas como projeção de naturezas perdidas
Que esqueceram o que é a humanidade...
Não é a lua que sangra aos nossos olhos
São os nossos olhos que sangrando enxergam a lua
É o sublime causando hemorragias em nossas almas.
sexta-feira, 31 de julho de 2015
AFETO
Postado por Ewertton Nunes | às 08:26 | 0 comentários
Há feto dentro de cada GESTO...Em cada TOQUE SINCERO afloram duas novas VIDAS
Afeto é PÁSSARO LIVRE que pousa próximo...
É borboleta pousando na altura do PEITO
O VENTRE deve ter essência de afeto
Cheiro adocicado de importância
Afeta-me cada bom gesto
Afinal, todo ventre é cultivado com CARÍCIAS
E em todas FASE há trocas... De PELE, de ALMA...
Afeto é TETO, chão e ao mesmo tempo UNIVERSO
É ficar debaixo da MESA em dias de CHUVA
E saltar da mesa para alcançar ESTRELAS
Afeto é LUZ REFLETIDA na cortina dos olhos
E balão que solto atravessa o tempo e as QUATRO ESTAÇÕES
São os quatro elementos TOCANDO uns aos outros numa DANÇA

Vai além da NATUREZA das coisas naturais
Não é destino... É o único caminho
É onde não se pode ser UM, se não souber como é SER todos os outros
Afeto é o que diferencia as LARVAS das BORBOLETAS
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